Caso algum dia você lembrar de mim,
eu nunca nasci, nem morri
só fui embora
para longe
muito longe...
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Visão O Eu - O Outro
Assista as linhas em sua mão.
-mamãe, o que devo fazer!?
Uma visão de morte muito próxima.
-e agora, professor!?
A pena do assassino diante do corpo da vítima.
-não me lembro.
-e agora?
Assista as lindas mechas loiras de seu cabelo;
Contorne os olhos cintilantes que a ti nada querem dizer.
Diga a si que ainda haverá esperança;
Permita-se esperar sempre um pouco mais.
Talvez ela volte e te diga um bom dia outra vez.
Os olhos margeiam
Só margeiam.
-o senhor me perguntou o que fazer?
Ele decidiu ficar esperando outra vez.
Uma outra imagem da minha infância, aos senhores desesperados por ela;
Mandem-me de volta para a segunda série;
Eu te mostrarei quem eu sou;
Talvez, somente um olho margeado.
É hora de levantar da cadeira.
-quem será o meu assassino?
-descobrirei mais cedo aqui esperando?
E o assassino aparece.
-já sei! Contemplar as mechas loiras...
contemple-a
como se fosse uma última vez
e foi...
MODELAÇÃO UM
O que se esvai da percepção, amigo;
É que fugir do que não é;
Repete futuros não és;
Sempre se perguntando a razão da mecha sempre continuar ali;
Porque não morreu por completo.
-então mais que merda é essa?
-até quando tenho que revê-la?
-já não sei que se abrem mais feridas
-já não sei o que você significa
-sei que tenho que deixar você partir.
Escapo do meu sonho outra vez.
Enxergo todos como uma projeção mal realizada
Mal-inferida
Organizada
Mau!
Mas, se são meus amores?
Odeio a todos.
Odeio e amo a mim de forma não realizada
Então, ninguém complementará
A não ser a mecha loira
Que me fez cair de uma cadeira aos seis anos de idade
Já não há como não ser
E ser, sendo, não há.
Pare outra vez e pense um pouco mais
Outra vez
E mais outra. Canse.
Assista as linhas em sua mão.
Não haverá nenhuma forma de se compartilhar com outro a não ser através da fusão.
Não há outro meio de se conhecer através da fusão com os outros
Com outras personalidades
Com outros seres.
Assim como o assaltante e sua vítima.
Não margeie olhos
Não há porque fingir ou se assustar
Um segundo é um único segundo
Um segundo já é o bastante
Pode dizer a todos o que se sente
O outro não passará de uma imagem do seu desejo
Deixe a mecha loira desabar num esgoto próximo
numa estrada próxima
mas, sempre na frente de alguém
sem que se veja
Já é hora de não deixar as coisas margeando.
-mamãe, o que devo fazer!?
Uma visão de morte muito próxima.
-e agora, professor!?
A pena do assassino diante do corpo da vítima.
-não me lembro.
-e agora?
Assista as lindas mechas loiras de seu cabelo;
Contorne os olhos cintilantes que a ti nada querem dizer.
Diga a si que ainda haverá esperança;
Permita-se esperar sempre um pouco mais.
Talvez ela volte e te diga um bom dia outra vez.
Os olhos margeiam
Só margeiam.
-o senhor me perguntou o que fazer?
Ele decidiu ficar esperando outra vez.
Uma outra imagem da minha infância, aos senhores desesperados por ela;
Mandem-me de volta para a segunda série;
Eu te mostrarei quem eu sou;
Talvez, somente um olho margeado.
É hora de levantar da cadeira.
-quem será o meu assassino?
-descobrirei mais cedo aqui esperando?
E o assassino aparece.
-já sei! Contemplar as mechas loiras...
contemple-a
como se fosse uma última vez
e foi...
MODELAÇÃO UM
O que se esvai da percepção, amigo;
É que fugir do que não é;
Repete futuros não és;
Sempre se perguntando a razão da mecha sempre continuar ali;
Porque não morreu por completo.
-então mais que merda é essa?
-até quando tenho que revê-la?
-já não sei que se abrem mais feridas
-já não sei o que você significa
-sei que tenho que deixar você partir.
Escapo do meu sonho outra vez.
Enxergo todos como uma projeção mal realizada
Mal-inferida
Organizada
Mau!
Mas, se são meus amores?
Odeio a todos.
Odeio e amo a mim de forma não realizada
Então, ninguém complementará
A não ser a mecha loira
Que me fez cair de uma cadeira aos seis anos de idade
Já não há como não ser
E ser, sendo, não há.
Pare outra vez e pense um pouco mais
Outra vez
E mais outra. Canse.
Assista as linhas em sua mão.
Não haverá nenhuma forma de se compartilhar com outro a não ser através da fusão.
Não há outro meio de se conhecer através da fusão com os outros
Com outras personalidades
Com outros seres.
Assim como o assaltante e sua vítima.
Não margeie olhos
Não há porque fingir ou se assustar
Um segundo é um único segundo
Um segundo já é o bastante
Pode dizer a todos o que se sente
O outro não passará de uma imagem do seu desejo
Deixe a mecha loira desabar num esgoto próximo
numa estrada próxima
mas, sempre na frente de alguém
sem que se veja
Já é hora de não deixar as coisas margeando.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
First and Last Science for Researchers
"We shall not cease from exploration
And the end of all our exploring
Will be to arrive where we started
And know the place for the first time."
Eliot, T. S. Four Quartets. 1943. Harcourt Brace, New York, USA.
And the end of all our exploring
Will be to arrive where we started
And know the place for the first time."
Eliot, T. S. Four Quartets. 1943. Harcourt Brace, New York, USA.
quinta-feira, 5 de março de 2009
Das Primeiras e Últimas Questões
Bem,
não há mais saudade
não há nem mais resto disso
se era o que eu temia? Sim
estou fadado a esquecer de todos vocês, embora viagens ao msn nos permita alguns certos contatos
pessoas estão se negando a estar nestes meios eletrônicos
estou ficando irritado
formulei uma nova hipótese sobre a fragmentação do ego e canibalismo interpessoal
estou morando sozinho
não componho mais
leio muito
há ar-condicionado nos laboratórios
e, não sei pra quê escrevo
ninguém lê mesmo isso!
meu próximo post seria sobre a minha hipótese da fragmentação do ego e o canibalismo interpessoal
mas acho que não escreverei mais aqui
ter um blog se tornou um saco
de orientadores, professores, colegas de turma e de estágio, há sempre uma beleza em se descobrir e criar novas amizades
as amizades antigas serão sempre antigas
e presentes
e futuras
por mais que eu esqueça de vocês
afinal, vocês são eu
não estou a fim de me deixar para trás
isso não é poesia, é verdade
conversas picantes toda a noite: devo avisar para quem se ausentou destas conversas, que não sabem o que perderam
os ônibus aqui são sempre lotados, pelo menos nos horários das 18:00 p.m.
durmo muito tarde
acordo muito cedo
a maioria sabe porque, né!?
tirei carteira de estudante
preciso tirar a meia para passagem de ônibus
semana que vem vai ter amostra de cinema biológico no Centro de Ciências Biológicas UFPE
perdi show de graça do Alceu Valença
agora estou perdendo Elba também de graça
onde eu moro é muito perigoso
não dá pra vadiar noturnamente
isso não é engraçado
Sandra, você não se despediu de mim
a Raíssa esqueceu de cantar a minha música
semana que vem pagarei duas disciplinas ao mesmo tempo na rural
não sei mais quando falarei noturnamente com vocês
Laboratório de Etnobotânica Aplicada (LEA) da UFRPE na cabeça, na veia, no café de todas as tardes, nos novos amigos e companheiros de projeto e trabalho, nas risadas e choradeiras das defesas de teses e dissertações do grupo, nas horas sofridas de campo onde não se pode mijar em nenhum lugar, nas perguntas intrigantes que a Caatinga nos leva a responder cientificamente e que a gente chega a endoidar com as estatísticas e artigos em inglês que se devem escrever toda a hora (mesmo sem saber inglês), nos nossos novos professores aprovados pelo grupo... infinitamente sem palavras...
chega de choro
toro o pino toda à noite para descer do ponto e voltar para casa
já tem uma pessoa que me "detesta" aqui
já tenho mais um irmão (somos tão parecidos que escrevemos do mesmo modo: canhoto)
cansei de olhar para garotas que já têm namorados
vou namorar com uma palmeira! Já me decidi!
continuo achando os velhinhos sebosos em corridas matinais muito atraentes
pelo jeito
é muita coisa para muito pouco tempo
até nunca mais
jamais!
não há mais saudade
não há nem mais resto disso
se era o que eu temia? Sim
estou fadado a esquecer de todos vocês, embora viagens ao msn nos permita alguns certos contatos
pessoas estão se negando a estar nestes meios eletrônicos
estou ficando irritado
formulei uma nova hipótese sobre a fragmentação do ego e canibalismo interpessoal
estou morando sozinho
não componho mais
leio muito
há ar-condicionado nos laboratórios
e, não sei pra quê escrevo
ninguém lê mesmo isso!
meu próximo post seria sobre a minha hipótese da fragmentação do ego e o canibalismo interpessoal
mas acho que não escreverei mais aqui
ter um blog se tornou um saco
de orientadores, professores, colegas de turma e de estágio, há sempre uma beleza em se descobrir e criar novas amizades
as amizades antigas serão sempre antigas
e presentes
e futuras
por mais que eu esqueça de vocês
afinal, vocês são eu
não estou a fim de me deixar para trás
isso não é poesia, é verdade
conversas picantes toda a noite: devo avisar para quem se ausentou destas conversas, que não sabem o que perderam
os ônibus aqui são sempre lotados, pelo menos nos horários das 18:00 p.m.
durmo muito tarde
acordo muito cedo
a maioria sabe porque, né!?
tirei carteira de estudante
preciso tirar a meia para passagem de ônibus
semana que vem vai ter amostra de cinema biológico no Centro de Ciências Biológicas UFPE
perdi show de graça do Alceu Valença
agora estou perdendo Elba também de graça
onde eu moro é muito perigoso
não dá pra vadiar noturnamente
isso não é engraçado
Sandra, você não se despediu de mim
a Raíssa esqueceu de cantar a minha música
semana que vem pagarei duas disciplinas ao mesmo tempo na rural
não sei mais quando falarei noturnamente com vocês
Laboratório de Etnobotânica Aplicada (LEA) da UFRPE na cabeça, na veia, no café de todas as tardes, nos novos amigos e companheiros de projeto e trabalho, nas risadas e choradeiras das defesas de teses e dissertações do grupo, nas horas sofridas de campo onde não se pode mijar em nenhum lugar, nas perguntas intrigantes que a Caatinga nos leva a responder cientificamente e que a gente chega a endoidar com as estatísticas e artigos em inglês que se devem escrever toda a hora (mesmo sem saber inglês), nos nossos novos professores aprovados pelo grupo... infinitamente sem palavras...
chega de choro
toro o pino toda à noite para descer do ponto e voltar para casa
já tem uma pessoa que me "detesta" aqui
já tenho mais um irmão (somos tão parecidos que escrevemos do mesmo modo: canhoto)
cansei de olhar para garotas que já têm namorados
vou namorar com uma palmeira! Já me decidi!
continuo achando os velhinhos sebosos em corridas matinais muito atraentes
pelo jeito
é muita coisa para muito pouco tempo
até nunca mais
jamais!
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Last Letter

Peço para que desliguem os chuveiros e tranquem os sorrisos em seus rostos inocentes.
Vibro para que o fim esteja próximo, mas temo a sua partida.
Não é uma única partida.
A última festa não é a mais feliz.
Feliz é não poder esconder o ofuscamento triste de assistir todos “juntos”, pelo menos, pela última vez.
Pena de você que tentou tirar tudo que tenho
Pena de você que tentou brindar o que ainda não foi.
Não pode ser.
Não poderá.
E, de novo, uma manhã. Às sete, primeiramente.
Caminho inocentemente um rumo velho
Enjôo-me da nova rotina
Quero ver sua mão, mas não posso
Pena de mim que está de partida.
Diante de um quadro-negro: escrevia-se um GAAP
E enlaçou o próprio cabelo com um lenço verde
A pergunta sai na ponta da língua:
Para aonde vai, colega tão distante?
E te enxerguei do jeito que era, meu querido verme
Um verme.
E, como muitos, veio e foi
Como se acabaria assim?
Querido verme, amarei para sempre
Mas o que já é parte de mim, pertence a todos que me rodeiam
E vamos entregar presentes novamente aos meninos de rua.
Vamos entregar os novos presentes aos velhos meninos de rua
Sentaremos, de novo, em um banco de ônibus
E vamos ver as crostas espalhadas pelo sul Alagoano
Tendo uma prova de Vertebrados a fazer na segunda-feira.
Deixei você usar óculos
Pôs um novo par de lentes
E a minha inocência de não te ver
Deixou-me ultrapassado
Eu bem que tentei
Eu bem que cresci
E não tirei a mesma barba.
Vendo-te, criança
Sendo uma criança
O que estoura no que é interno sem que perceba
No que escapa dos olhos e pulsa numa nova conjuntivite
E, coitado do meu esquerdo olho
Que precisou suportar por tantos anos
O que em uma tarde entendeu todo o sentido de existir
Procurou-se ir embora,
Como irão todos nos próximos minutos.
Sentarei à sombra da Jurema
E assistirei às tuas partidas
Inclusive as despedidas
Para ver no que vai dar.
Ainda não deu tempo de expressar-me em cada objeto
E fazê-los significantes em um minuto,
O que em quatro não o fez.
Mas, acho, que ainda não é motivo para o desespero.
Digo até mais para todos os meus amigos imaginários
Que em plena sorte ou fruto de alguma coisa que se diga significante
Fez-me entrar pela velha porta dos fundos
E sair, ainda não sei por onde.
Os dias constatam por si
Que a cada novo anoitecer,
Os meus pés vão para lugares mais distantes e novos
Não consigo voltar.
Os presentes ainda estão na casa
Uma construção de quatro anos
Outros ainda terão que fazer um resto de acabamento
Mas, no menos tardar, estará pronta.
O nosso único presente, o primeiro e último,
O que ficará para sempre, quando quisermos entrar ou sair
Quem sabe por qual porta? Daquelas infinitas...
Mas a casa estará lá
Seja a do Esquadrão de Biologia
Do antigo estágio no Museu de História Natural,
Ou mesmo “embaixo da caixa-d’água”
Que seja um novo começo para cada um de nós.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Criança do Espelho
Sessão 7: -O médico pediu para a garota levantar as trouxas arremessadas na cama
-A criança levantou-se, mas parou no meio do caminho
Nenhum objetivo feito.
-
-A garota olhou-se no espelho, como se fosse a última vez em que se enxergara criança
Viu a imagem da criança sangrenta, do outro lado do mundo, doente e cega
-O que se há de fazer? Perguntou o médico
-A criança do espelho desatou a chorar a garota do mundo real
Lembrou-se dos momentos com o adorado pai. O pai o qual nunca traíra, mas que nunca lhe fora fiel
Lembrou-se dos amigos, doces como sempre, que desperdiçou no longo caminho que percorrera
Lembrou-se de todas as fugas: a dos namorados, dos pais, dos amigos, de si...
-
-Lágrimas de sangue percorriam a face da criança
-"Ajude-me doutor, não quero morrer agora"
-O médico continuou a observar o delírio.
-
-A garota se ajoelha diante da criança e a reverencia
-Há rachaduras no espelho, novas são formadas, pedaços vão se formando constantemente
-A garota teme a destruição da criança
-A criança teme a auto-destruição induzida por um objeto externo desconhecido: o adulto
-
-O espelho se quebra. A criança não existe mais. A garota está parada, perplexa, percebendo que, ao final da terapia, deixou todo o passado para trás.
-O médico sentou em sua cadeira e, orgulhoso com o resultado do tratamento, pergunta como a paciente está se sentindo
-E a garota responde: "Como um robô. Não sinto absolutamente nada."
domingo, 14 de setembro de 2008
Ao Senhor
O Senhor é o meu pastor e nada me faltará / retira meu olho esquerdo, Senhor, que eu te mostrarei como se vê aos olhos dos mais calmos e atentos / retira o meu olho direito, Senhor, que tu me mostrarás a vingança e o descontrole.
-
O Senhor está no meio de nós, disse o garoto, simplesmente por dizer / O Pai Celestial não ouviu / Todo Poderoso, mostrai-me o caminho certo / ainda não o ouviu.
-
O garoto saiu de si, foi buscar água pura. Mas antes, retirou sua língua com uma tesoura de recorte e a colocou dentro do copo e bebeu junto com o sangue, e disse: Û^^uûÛÛÛÛÛÛáaáááá; e disse, enfim, para sua própria cabeça, pensando que o efeito seria menor, já que palavras não seriam pronunciadas: É com esta bebida que purifico meu sangue, pelo que vês / O Senhor nada viu.
-
Resolveu sacrificar-se em nome deste Senhor, no qual tanto acreditava. Cortou os pulsos. Ficou esperando que o Mestre Supremo olhasse para a imensa atitude de fé do garoto. E o Mestre olhou, mas olhou com a face do Diabo (não que haja tanta diferença entre o Senhor e o Diabo, mas diretamente entre Deus, se assim posso chamá-lo de Lúcifer).
-
O Diabo olha para este garoto. O garoto olha para si mesmo e se enxerga na face do Diabo. Logo, enganou-se, percebeu o egoísmo de sua crença por se separar das duas faces existentes dentro de si.
-O Pai toca na pele febril do garoto e acrescenta: Perdôo os teus pecados, meu filho.
-O filho responde: Não há mais diferença.
Assinar:
Postagens (Atom)