<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672561373046334223</id><updated>2012-02-16T03:32:18.269-08:00</updated><category term='Tempo'/><category term='fim'/><category term='sociedades'/><category term='passado'/><category term='Blumm'/><category term='história'/><category term='sentido.'/><category term='shummm'/><category term='rsss'/><category term='projeção'/><category term='amor'/><category term='olhar'/><category term='vazio'/><category term='arma'/><category term='cotidiano'/><category term='futuro'/><title type='text'>O Reverso Controle</title><subtitle type='html'>Um ponto conforme uma mente difusa</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://reversocontrole.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reversocontrole.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Washington Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09294429969480028804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>47</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672561373046334223.post-8322725956839610416</id><published>2011-08-17T20:15:00.000-07:00</published><updated>2011-08-17T20:16:14.515-07:00</updated><title type='text'>Perspectiva</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Sento na cadeira e olho para o relógio. Ele não me diz nada além de que estou atrasado para tudo. Olho para uma fotografia antiga e está aí algo que me inquieta. Sentado reflito sobre como deveria ter sido se eu tomasse aquela atitude, e tudo volta outra vez. As coisas mudaram, passaram, mudaram outra vez e eu me arrependi. Essa foto me causa agonia agora, por toda essa questão passada se tornar um absurdo devido a uma mudança de perspectiva.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Eu não me entendo: resolvo levantar e te vejo no final do corredor, imóvel, olhando para mim. Eu sei que é uma questão de instante para que eu vá embora de vez. Você continua imóvel, mas sua expressão é de espanto. Os olhos não vão piscar mais, os músculos jamais irão contrair outra vez, a febre já passou e as veias estão prestes a secar. Eu tenho pena de você, mesmo assim olhando de longe. Eu tenho pena por você não ter resolvido exatamente aquela questão durante os 50 anos que te foram prolongados.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Eu não te entendo: vejo alguém te carregar. Essa pessoa está um pouco irritada ou talvez um tanto desesperada. Ela não sabe o que fazer: às vezes pega o telefone, mas não liga pra ninguém; outras vezes vai pegar algo na mesa para nada. Todos esses movimentos ela faz com você nas costas. É muito visível que você, seu inútil, é muito pesado para essa pessoa. Esse alguém senta na cadeira, e solta um suspiro de irritação ou de desespero, liga a televisão que não está sintonizada e fica ali parada, assistindo chuviscos. Mas é muito claro que você é muito pesado e, além disso, fez uma grande merda pra continuar preso a essa pessoa que te carrega e não sabe o que fazer. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Eu não a entendo. Por que ela não faz simplesmente se livrar? O que a faz se manter presa ao passado dela com você? Relações inúteis! Com certeza ela não tem consciência disso, e nem precisa ter. O destino dela é se afundar da mesma forma como você se afundou, já que os dois fizeram um pacto de desejo nesse tal “passado”. Ainda te olho daqui, você continua com esses olhos esbugalhados e assustados. O tempo passou para você, meu caro, e agora não há mais nada a fazer. Bem, há sim: pelo menos, se despedir da pessoa que te carrega no pescoço. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E isso é tão difícil para você, seu inútil! E também como é difícil para mim vê-la desse jeito. Ela deve se sentir muito sozinha. Já vejo o momento em que também a verei com olhos abertos e assustados olhando em minha direção. E, infelizmente, quando esse dia chegar os meus olhos não irão piscar mais, os meus músculos jamais irão contrair outra vez, a febre deverá ter passado e as minhas veias já estarão secas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O relógio toca, indicando que o horário passou há muito tempo e eu já tenho que ir. Devo me despedir de você, o meu lado mais frágil que devo abandonar para crescer a um próximo domínio estável da minha vida. Você, a minha vítima e o meu sentido de ego frágil escondido: já é hora de te aceitar e de te rejeitar sem nenhum conflito e sem nenhuma mágoa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Eu (Somos o vazio de nós mesmos)&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672561373046334223-8322725956839610416?l=reversocontrole.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reversocontrole.blogspot.com/feeds/8322725956839610416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672561373046334223&amp;postID=8322725956839610416' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/8322725956839610416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/8322725956839610416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reversocontrole.blogspot.com/2011/08/perspectiva.html' title='Perspectiva'/><author><name>Washington Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09294429969480028804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672561373046334223.post-4534661027393766001</id><published>2011-04-05T20:21:00.000-07:00</published><updated>2011-04-05T20:31:14.963-07:00</updated><title type='text'>...[1]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tenho cada vez mais a infeliz impressão de que tudo de importante já aconteceu e que o presente não é mais que um passado ilusoriamente repetido. No dia em que essa idéia veio à minha cabeça, alguma coisa importante estancou. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Está no espelho da minha mente inconsciente as reflexões conscientes de minhas emoções sobre os objetos reais percebidos diariamente. Todos os meus ancestrais estão lá, inseridos em suas culturas e seus tempos, todas as raivas e alegrias contidas, e tudo o que um dia não foi feito e se acumulou com os anos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas é uma caixa preta. E, como toda a caixa preta, não sabemos os monstros ou as belezas que de lá podem sair. É um ser "separado" de nós que, se perdemos o controle dele, coisas maravilhosas e/ou bastante destrutivas podem acontecer. Mas, acho que vale uma experiência com isso. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todo o dia, às 23h e 55min, ligo a TV no mesmo canal que me apresenta um pesadelo real que eu ainda não resolvi. Não tem um dia que eu não vá dormir angustiado por causa disso. Acordo pior, porque os sonhos nunca me dão sossego. Eu poderia resolver isso facilmente caso fosse algo mal resolvido em meu passado, mas não. O problema decorre de um erro gravíssimo que um membro da família cometeu a muitos anos atrás e, a partir daí, todos os membros futuros acabariam “presos” a um obstáculo não superado. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas isso tudo é muito inconsciente, divino e espiritual. Ou seja, é uma caixa preta. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Está no espelho da minha mente consciente todas as reflexões inconscientes das emoções dos meus ancestrais sobre os objetos reais percebidos diariamente. Assistir a TV regularmente me dá um controle maior sobre esses impulsos inconscientes e a angústia e os sonhos são só mais uma fuga.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672561373046334223-4534661027393766001?l=reversocontrole.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reversocontrole.blogspot.com/feeds/4534661027393766001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672561373046334223&amp;postID=4534661027393766001' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/4534661027393766001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/4534661027393766001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reversocontrole.blogspot.com/2011/04/1.html' title='...[1]'/><author><name>Washington Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09294429969480028804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672561373046334223.post-4006495096948559072</id><published>2011-01-13T15:38:00.000-08:00</published><updated>2011-01-13T15:45:25.880-08:00</updated><title type='text'>Patologia desamorosa e indefinida</title><content type='html'>Sinto tremer&lt;br /&gt;Não sei definir&lt;br /&gt;É algo como um estrondo na cabeça que não pára pra pensar&lt;br /&gt;Agora sei, sou eu&lt;br /&gt;Mas ainda não sei definir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto medo, sorte, perdas, saudade&lt;br /&gt;Não tenho certeza de nenhum desses sentimenos, menos das perdas&lt;br /&gt;Que perdas?&lt;br /&gt;A minha perda. Não consigo me encontrar&lt;br /&gt;Só me lembro que poderia encontrá-la no jardim para falarmos sobre o nosso casamento&lt;br /&gt;Qual casamento? Não tenho mais certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cabeça volta a pesar&lt;br /&gt;Ela volta a pensar... sobre algo inexplicável que se chama:&lt;br /&gt;Eu.&lt;br /&gt;Pode-se representar por uma garota que se chamaria minha mulher ou minha filha&lt;br /&gt;Seria realmente eu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou me perder&lt;br /&gt;Será?&lt;br /&gt;Aonde?&lt;br /&gt;Perder, perdido: já não sei o significado&lt;br /&gt;Não sei definir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solução seria sair de casa, da mente, da mulher e da filha&lt;br /&gt;Sentir saudade até não sobrar mais&lt;br /&gt;Chorar até não restarem lágrimas&lt;br /&gt;Gritar para não mais sobrar voz;&lt;br /&gt;Deste modo eu me encontraria... me encontraria, mas não me veria: eu não tenho espelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espelho pesa&lt;br /&gt;Ele volta a quebrar... sobre algo inexplicável que se chama:&lt;br /&gt;Você&lt;br /&gt;Pode-se representar por qualquer pessoa que esteja lendo este poema&lt;br /&gt;Quem seria realmente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De novo, sinto você tremer&lt;br /&gt;Não sei te definir&lt;br /&gt;É algo como um estrondo nos olhos que viajam por estas palavras&lt;br /&gt;Agora sei, sou eu&lt;br /&gt;Mas ainda não sei te definir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novembro de 2006.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672561373046334223-4006495096948559072?l=reversocontrole.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reversocontrole.blogspot.com/feeds/4006495096948559072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672561373046334223&amp;postID=4006495096948559072' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/4006495096948559072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/4006495096948559072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reversocontrole.blogspot.com/2011/01/patologia-desamorosa-e-indefinida.html' title='Patologia desamorosa e indefinida'/><author><name>Washington Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09294429969480028804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672561373046334223.post-3272551330883413314</id><published>2011-01-10T21:58:00.000-08:00</published><updated>2011-01-10T22:01:20.788-08:00</updated><title type='text'>Re-significação</title><content type='html'>&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Por favor, não olhe para trás. Daqui pra frente não haverá mais texto, eu te prometo. Somente uma coisa: não sinta culpa. Sorte daquele que não sente culpa dos atos que comete. Sorte do que não se culpa pelos outros, ou pela briga que teve com o pai na semana passada. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Simplesmente, não interessa. Não olhe para trás, por favor. Sorte do que não sente culpa inconsciente. Ou melhor, sorte daquele que vive sem ter medo de morrer, porque a culpa mata, e rápido.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;O isolamento do mundo reflete no isolamento das células. Também não se isole. Peça socorro às vezes, mas cuidado com quem vem lhe ajudar. Muitas vezes quem chega perto é tão isolado quanto você, e vai te cansar muito. Por isso, tenha algo fixo. Um amor fixo, uma pessoa, um objeto com que já tem confiança há muito tempo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Nunca separe o que está dentro do que está fora de você. Muito do que é visto reflete relações interiores ou um mundo interior. Não se tem como deixar uma pessoa feliz se as relações internas que ela possui são todas dotadas de um significado triste ou confuso. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Por fim, o que passou já foi. Não adianta. O conselho vem em única palavra: re-signifique. O segredo é re-significar o passado não resolvido. Não estou pedindo para ignorá-lo, mas dar um novo significado interno do que se passou.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Você vai morrer muitas vezes por isso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;E vai se isolar muito também. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Mas, não interessa. Só não olhe para trás. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672561373046334223-3272551330883413314?l=reversocontrole.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reversocontrole.blogspot.com/feeds/3272551330883413314/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672561373046334223&amp;postID=3272551330883413314' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/3272551330883413314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/3272551330883413314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reversocontrole.blogspot.com/2011/01/re-significacao.html' title='Re-significação'/><author><name>Washington Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09294429969480028804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672561373046334223.post-4103303958678750140</id><published>2010-06-06T21:49:00.000-07:00</published><updated>2010-06-06T22:22:41.695-07:00</updated><title type='text'>Retorno - Reverso Nº 1</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;-&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Marden Linares&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Washington Soares Jr.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;-&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele revisa sua obra, cuidadosamente atento a cada mínimo detalhe. Sua expressão demonstra cansaço, mas também um imenso alívio. Estranho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Interessante. Mas o que você pretende com isso, camarada? - Eu falo, espiando por cima de seus ombros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele não se vira para encarar o meu olhar curioso, parecendo muito compenetrado em sua preciosa obra para engajar-se em uma conversa de verdade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Um retorno. Uma volta atrás - Ele explica - E então naquela noite de sexta-feira eu teria dito adeus para ela.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Ora, ora, então temos aqui um efeito borboleta particular - Eu comento - Mas você deveria tomar cuidado, camarada. Nunca se sabe o que pode acontecer quando se interfere com o fluxo das cadeias do caos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Vou arriscar - Responde ele - Prefiro essa incerteza. Ela é a constância do agora. O presente que conheço é perturbador. Talvez a incerteza me mostre algo mais perturbador, mas ao menos é uma esperança.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Esqueça a esperança - Eu retruco, com um largo sorriso, que parece perturbá-lo um pouco - Ela é uma amante muito traiçoeira, camarada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Que seja. Já está feito - Afirma ele.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Então só resta esperar o que seu novo presente bata a sua porta - Eu digo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ouvimos batidas na porta. Ele se levanta e vai calmamente atendê-la, mas ao encostar na maçaneta pára, hesitante. Ele então se afasta, respira fundo e diz:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Entre, por favor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A porta se abre, mas não há ninguém do outro lado. Ele parece confuso, paralisado enquanto as possibilidades se desenrolavam e se destruíam a sua frente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Achou que seria tão simples, camarada? - Eu falo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele tenta me responder, mas consegue apenas me olhar com descrédito. Não consigo deixar de me perguntar como eu devo parecer na visão dele.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele balbucia algo, falando com o que quer que ele veja. Eu me volto para sua obra, parando em uma estante para pegar algo pesado com que eu possa estraçalhá-la, e então lá eu percebo uma sombra, um reflexo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Presumo que você seja a moça de quem ele queria ter se despedido - Eu falo - Uma pena que eu não acredite em segundas chances.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-É hora de deixar tudo para trás - Diz ela, deitando no centro do quarto e voltando os olhos para o teto preto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele continua preso ao que se apresenta do outro lado da porta, um pretume, um vazio, um nada. Talvez por isso ainda não se tenha dado conta da presença dela. Curiosa, por sinal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela desvia o olhar do teto para ele. E por algum ângulo visual que não consigo explicar ele a percebe.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Eu já sabia que você ficaria travado! Não surpreende este comportamento - Diz ela.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E a voz não sai. Seu corpo continua paralisado diante àquela voz e com aquele olhar de descrédito. Eu fico de platéia, curiosíssimo ao que me apresentava. Mas, procurei me apressar em destruir a obra.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Você achou que poderia penetrar no passado? - Continua ela - O que você fez foi somente penetrar em uma fantasia própria do que seria seu passado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma onda de desespero cai sobre ele. Um desespero talvez ainda desconhecido, já que era o próprio vazio que se apresentava diante de seu ser.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Pela enésima vez...! - Finalmente diz ele. Mas dessa vez corre em direção à sua obra, pega um objeto pesado no caminho e a destrói com um só golpe. Há lágrimas em seus olhos e um sorriso perverso perpassando pela face da garota com os olhos fixos no teto negro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então tudo se torna apenas cacos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672561373046334223-4103303958678750140?l=reversocontrole.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reversocontrole.blogspot.com/feeds/4103303958678750140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672561373046334223&amp;postID=4103303958678750140' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/4103303958678750140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/4103303958678750140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reversocontrole.blogspot.com/2010/06/retorno-reverso-n-1.html' title='Retorno - Reverso Nº 1'/><author><name>Washington Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09294429969480028804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672561373046334223.post-5274407149588785703</id><published>2010-06-03T18:27:00.000-07:00</published><updated>2010-06-03T18:35:23.754-07:00</updated><title type='text'>"Id"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É como se a gente tivesse levado um susto muito grande quando pequeno, para respirar a vida no sentido contrário, sempre para dentro. Vejo muito bem a criança obrigada a não chorar. A criança é obrigada a não chorar, afinal de contas sempre estará virando um rapazinho ou uma mocinha, visto que quando pequeno, desejando ser grande; e quando adulto, desejando ser criança. Abafe, então, o choro, empurre o catarro para dentro e olhe para baixo. Emperre o seu desejo e deixe ele explodir internamente. Não solte. Morra!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É como se a gente tivesse com medo de morrer quando pequeno, para respirar a vida no sentido contrário com o risco de perder o amor. Assim pergunto: E você não cresce? Duvido você chorar agora! Duvido você sentir amor por alguém! Duvido você se sentir amado!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Parece mais que prendeu o ar aos dez anos de idade e está com medo de soltar os pulmões. Como vai se aliviar de toda essa pressão interna?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deixe ele implodir.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672561373046334223-5274407149588785703?l=reversocontrole.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reversocontrole.blogspot.com/feeds/5274407149588785703/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672561373046334223&amp;postID=5274407149588785703' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/5274407149588785703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/5274407149588785703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reversocontrole.blogspot.com/2010/06/id.html' title='&quot;Id&quot;'/><author><name>Washington Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09294429969480028804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672561373046334223.post-4476316837847445830</id><published>2010-05-09T16:41:00.001-07:00</published><updated>2010-05-09T17:36:29.396-07:00</updated><title type='text'>Personagens-vazio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Acordo na segunda-feira de manhã. Não há nada de novo, mais um dia como todos os outros. O que aparece na minha frente é um quarto pequeno com um monte de entulhos, como minha cabeça instalada no passado e no futuro. É uma hora boa para tomar banho, e tomar café olhando para as mesmas paredes e planejando o dia, conferindo as metas para a semana, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu dia anterior não foi discutido; o que aconteceu de bom ou de ruim, as curiosidades e o que houve de peculiar não foi mostrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje converso com as paredes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saio. Pego o ônibus e sento na primeira cadeira disponível. As pessoas vão entrando, ocupando os lugares. Uma senta ao meu lado, mas não há nada para conversar com ela. Afinal, não nos conhecemos e assim vou rotulando-a com um vazio. É hora de chegar à parada de descida e me levanto da cadeira. Chego a observar todos os vazios que preencheram aquele ônibus e de novo não me surpreendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou observando no caminho da universidade muitos jovens discutindo sobre as questões mais variadas, e assim chego na aula. Meus colegas chegam e vão cada um ocupando suas cadeiras. Cada um abre seu laptop e começam seus trabalhos independentes. Talvez hoje devamos sair para comer e beber em algum lugar diferente de ontem, aí discutiremos sobre tudo e todos no mundo inteiro e compartilharemos outro momento importante juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, amanhã acordarei novamente. Verei as mesmas paredes, mas agora em uma nova perspectiva, mais feliz. Tomarei café e contarei às paredes o que ocorreu na noite anterior. Será um dia feliz. No ônibus também é do mesmo jeito, mas visto de uma nova perspectiva. Os bancos continuam preenchidos de pessoas-vazio, mas agora elas agora serão vistas como um reflexo das minhas experiências da noite anterior. Assim, chegarei novamente à universidade. Sentarei na cadeira e os meus amigos também chegarão e ligarão seus laptops. Começarão os seus trabalhos individuais novamente e infelizmente perceberei que nesse momento elas se tornarão pessoas-vazio, as quais estabeleço toda a vez relações ocultas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estabeleço relações ocultas (relações do inconsciente) com pessoas-vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a vez com as pessoas do ônibus, ou da praça, ou do cinema.&lt;br /&gt;Algumas vezes com meus amigos. E isso me incomoda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto a Maceió e os meus antigos amigos continuam em suas vidas. E sei que eles não a mudarão ao me ver chegar. Eles tem prioridades e é necessário que eu monte uma ocasião diferente para vê-los, mas vê-los de verdade. Então, sempre deve ser uma ocasião ou pretexto especiais. Assim os reencontro. Entretanto, muito tempo se passou sem vê-los e nos acostumamos sem nos ver. Agora que mudamos aspectos de nossa personalidade devemos nos atualizar como amigos. Mas, infelizmente isso nunca acontece. Assuntos superficiais são explanados, mas os outros ficam ocultos. Novamente, é criado outro conjunto de relações ocultas em diferentes níveis para diferentes amigos, mas ela está lá. Ao percebê-la vem o incômodo, mas um incômodo sem razão aparente, ele simplesmente existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chego em casa e revejo minha família. A irmã está do mesmo jeito que seus amigos, já que não fala com muita frequência e assim fica difícil alguma atualização, restando o velho diálogo: "e aí, como é que você está?" "Vou bem, e você?" "Tudo bem também". Mais um momento de pessoa-vazio. Mas esclareço, não é a pobreza de assunto que faz assuntos ou uma relação por algum momento se tornar oculta, mas a falta de compartilhamento de emoções e sentimentos, o que considero muito mais importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito hoje de verdade que as pessoas quando estão juntas compartilham muito mais emoções e sentimentos e que na distância, pelo fato de que há uma diminuição na frequência de emoções compartilhadas, tendem a se esquecer. Utilizo a palavra "tendem" porque elas não chegam a se esquecer, mas que infelizmente se tornarão mais lembranças do que momentos atuais. Ou seja, futuramente potenciais pessoas-vazio em um nível maior.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672561373046334223-4476316837847445830?l=reversocontrole.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reversocontrole.blogspot.com/feeds/4476316837847445830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672561373046334223&amp;postID=4476316837847445830' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/4476316837847445830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/4476316837847445830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reversocontrole.blogspot.com/2010/05/personagens-vazios.html' title='Personagens-vazio'/><author><name>Washington Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09294429969480028804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672561373046334223.post-4430414489094243510</id><published>2010-03-10T20:30:00.000-08:00</published><updated>2010-03-10T20:40:35.676-08:00</updated><title type='text'>Reflexo</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" line-height:115%;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;"&gt;Abri os olhos novamente. Consegui observar uma mancha de luz presa numa lâmpada fosca.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" line-height:115%;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;"&gt;-Onde está?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" line-height:115%;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;"&gt;Era forte o cheiro que emanava da rua. Não havia luz. Tudo escuro e aberto. Portas abertas, janelas escancaradas e um barulho lá fora. O sussurro de um médico batia na porta e eu não conseguia recobrar a consciência. Não podia me mexer, mas ele estava lá, sabia que com um chapéu e smoking pretos, sempre atrasado para todas as suas coisas, olhando indefinidamente para o relógio. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" line-height:115%;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;"&gt;Numa pressa, batia cada vez mais forte. Recobrei meus movimentos e consegui levantar e caminhar lentamente para a porta. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" line-height:115%;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;"&gt;Abri-a.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" line-height:115%;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;"&gt;O rosto do doutor estava pálido. Seus olhos verdes cheios de sangue me comunicavam uma notícia perturbadora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" line-height:115%;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;"&gt;-Boa noite.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" line-height:115%;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;"&gt;-Boa noite. Retruquei.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" line-height:115%;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;"&gt;-Encontrei quem você procurava, meu amigo. Mas, as notícias não são boas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" line-height:115%;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;"&gt;-Quem?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" line-height:115%;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;"&gt;-Trombei com sua outra parte na esquina, agora pouco.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" line-height:115%;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;"&gt;Atônito fiquei. Sabia muito bem do que se tratava.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" line-height:115%;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;"&gt;-Sinto muito que suas lembranças tenham ido embora, mas ela veio aqui novamente na semana passada. Não pude evitar. Agora pouco ela trombou comigo, e sua expressão não estava boa. O que ocorreu?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" line-height:115%;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;"&gt;Um grito se ouviu no interior das portas entreabertas do meu ego. Era ela de novo. Às vezes saía, corria e bagunçava o que eu tentava sempre por em ordem. A merda do médico continuava olhando para mim esperando alguma resposta lógica, mas pena que essa era a única que faltava. Não havia razão que explicasse os fatos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" line-height:115%;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;"&gt;-Discutimos novamente, disse-lhe.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" line-height:115%;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;"&gt;-E agora, o que você fará?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" line-height:115%;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;"&gt;-Nada. Se ela quiser ir, que se vá. Não tenho mais nada a ver com suas ações.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" line-height:115%;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;"&gt;Eu sabia muito bem que não era assim. Um dependia do outro, mas para que o médico se conformasse, seria desse jeito que a conversa continuaria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" line-height:115%;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;"&gt;-Não entendo uma coisa, disse o médico. Como é que você esqueceu a porta aberta novamente?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" line-height:115%;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;"&gt;Novamente fiquei pasmo. Não era possível que o médico houvesse entendido tudo tão depressa. Senti-me despido, envergonhado. Realmente, era um erro meu e o médico havia entendido, e disse-me antes de ir embora:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" line-height:115%;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;"&gt;-Durma tranqüilo que ela não voltará mais. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" line-height:115%;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;"&gt;-Como é!?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" line-height:115%;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;"&gt;De imediato percebi uma mancha de sangue em meu abdômen. Estava feio e explicava minha dificuldade em levantar e recobrar a consciência. O médico foi embora, e me deixou ali ferido. Fechei a porta da frente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" line-height:115%;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;"&gt;Fechei as portas dos quartos, as janelas, a porta da cozinha, da saleta, do porão. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" line-height:115%;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;"&gt;Numa piscada de olhos, cheguei a vê-la jogada nas escadas, ofegante, olhando para mim de cabeça para baixo, triste. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" line-height:115%;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;"&gt;-Você sabe por que me deixou fugir, não é? Disse-me.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" line-height:115%;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;"&gt;-Não.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" line-height:115%;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;"&gt;-Deixe de ser fraco!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" line-height:115%;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;"&gt;Tentou se movimentar, mas o corpo já não conseguia responder aos impulsos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" line-height:115%;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;"&gt;-Eu era tudo o que você tinha! E agora?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" line-height:115%;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;"&gt;-Agora nada. Como o médico me disse, você não voltará mais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" line-height:115%;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;"&gt;Ela começou a chorar. A esclerótica ficava mais evidente quando virava os olhos e entrava em uma convulsão, talvez por conta do grave ferimento causado pelo médico. Não conseguiu formular mais nenhuma palavra e a vi partir assim. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" line-height:115%;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;"&gt;-É hora de trocar as cortinas, pensei comigo mesmo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" line-height:115%;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;"&gt;Abri os olhos novamente. Consegui observar uma mancha de luz presa numa lâmpada fosca.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" line-height:115%;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;"&gt;-Onde está?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" line-height:115%;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;"&gt;Estava muito claro, e o vizinho estava esperando na porta. Era dia de cinema e outra vez me vira atrasado. Olho para o espelho da cômoda e avisto-a novamente. E, linda e terna como sempre, dizia-me que jamais iríamos nos separar. Continuei olhando para ela, e esbocei um sorriso malicioso, sabendo já que hoje era o último dia de nossas vidas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" line-height:115%;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;"&gt;Continuei olhando para sua face e senti uma profunda saudade de seus olhos verdes, do meu jeito alegre, de suas vestes com estampas de flores coloridas, dos meus inovadores apertos de mão, de suas piadas fora de hora, dos pães errados que eu sempre comprava para o jantar, do jeito de nos abraçarmos e do modo de nos despedirmos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" line-height:115%;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;"&gt;Ela se apagou do espelho, e eu não voltei a fechar os olhos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672561373046334223-4430414489094243510?l=reversocontrole.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reversocontrole.blogspot.com/feeds/4430414489094243510/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672561373046334223&amp;postID=4430414489094243510' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/4430414489094243510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/4430414489094243510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reversocontrole.blogspot.com/2010/03/reflexo.html' title='Reflexo'/><author><name>Washington Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09294429969480028804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672561373046334223.post-2611374225233086933</id><published>2010-02-23T18:38:00.000-08:00</published><updated>2010-02-23T18:46:58.943-08:00</updated><title type='text'>Quando sentou em um banco e lembrou de alguém</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Imagine-se se entregando para alguém &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Talvez seja só uma mentira &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Minha cara, acho que não nos entregamos mais. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Para falar a verdade, jamais o fizemos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Seria uma perda de tempo para nós dois. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Tornar uma relação real. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Nada &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Nunca.    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Gosto de você porque é quando estamos próximos um do outro que me sinto bem &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Não há compartilhamento de sentimentos e emoções &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Você só lembra algo que me faz bem em mim mesmo &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Algo que esqueci de lembrar sozinho.    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Por favor, é claro que jamais construímos algo!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;  Não interpretem nossas relações como um material enferrujado, diluído &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Não interprete nossa vida juntos como algo construído com o tempo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;  Não há emoção, querida &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Só necessitamos um do outro agora. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Amanhã talvez não. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Por favor, não tente entender o que não existe.    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;É certo que, do mesmo jeito que nos encontramos &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;  Tenhamos que nos separar &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Isso acontece com todo o mundo, pena que não queiram aceitar &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;É o fluxo &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;E obedeça a ele.    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Não caia na tolice de pensar que as amizades e os amores duram para sempre &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Creia que as pessoas simplesmente morrem &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;E levam com elas suas amizades e seus amores &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;As pessoas de quem fizeram história, com as vivências. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;As lembranças ficam para aqueles que não entenderam &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Ou não tiveram tempo de se despedir com um grande abraço.    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Todo o mundo que se conhece terá um dia que se despedir &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Mais de uma vez &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Quantas vezes for preciso &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;É o fluxo &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;E obedeça a ele.    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Mas, no nosso caso, nada posso falar &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;No momento em que nos conhecemos, trocamos um oi &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Depois um tchau &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Pronto, o suficiente &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Ao longo dos anos só houveram ois e tchaus &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Entre eles não trocávamos nada &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Somente conversas que não correspondiam à nossa realidade. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Sentir bem consigo era suficiente para ambos &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Nada em troca, em contato, para compartilhar.    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;E isso não é bonito? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Claro que é! &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Pena que quando nos despedirmos, sua presença em minha vida não passará de um sonho &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Como se eu tivesse vivido você através de uma TV &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Eu sentado em um sofá aconchegado, comendo uma pipoca &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Assistindo o meu canal predileto &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Recordo poucos dias de ter vontade de entrar na televisão, participar em conjunto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;  E de outros querer mudar de canal.    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Querida, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;  O tempo passa &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;E muito rápido &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Dou-lhe um conselho &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Agarre e aproveite tudo o que você ama agora &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Porque, de garantia, perderá tudo &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;E terá que automaticamente substituir os objetos/pessoas de perda &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Não tenha saudade &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Isso só prova que os momentos não foram bem aproveitados com as pessoas/objetos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Por minha parte,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;  Terei sempre uma profunda saudade de você.    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Mas, não há como voltar &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;O que ainda me angustia é uma lembrança constante &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Uma lembrança ausente &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Carregada de uma emoção forte &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Girando um arrependimento sem sentido &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;De não ter entrado na televisão nos momentos certos.    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;De nossa vida mal-aproveitada, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Desejo um bom futuro pra você.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672561373046334223-2611374225233086933?l=reversocontrole.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reversocontrole.blogspot.com/feeds/2611374225233086933/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672561373046334223&amp;postID=2611374225233086933' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/2611374225233086933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/2611374225233086933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reversocontrole.blogspot.com/2010/02/quando-sentou-em-um-banco-e-lembrou-de.html' title='Quando sentou em um banco e lembrou de alguém'/><author><name>Washington Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09294429969480028804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672561373046334223.post-5350017340355583599</id><published>2009-11-15T06:52:00.000-08:00</published><updated>2009-11-15T07:10:11.687-08:00</updated><title type='text'>Resignificando o Objeto Profundo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Uma merda. Vai acontecer outra vez. Uma merda! Bem depois de três anos sem sentir algo parecido, cambaleando entre sentimentos superficiais, vêm-me outra vez o nascimento do sentimento profundo. Infelizmente, é o mesmo dos anteriores, mas dirigido para objetos diferentes. O padrão do objeto é literalmente fiel a todos os outros, desde os meus seis anos de idade. O padrão do sentimento também, como já escrito, é o mesmo; contudo, esse padrão mudou em 2002. O de hoje é o mesmo de 2002 e isso me preocupa, porque vai ficar nas mesmas entrelinhas, objetando que ou eu preciso fornecer um upgrade em cima do padrão do sentimento, ou já saberei constatar o fim dos acontecimentos.&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;Sim. Ontem terminamos a reunião do grupo de sábado. Tudo começa sempre com uma admiração da forma, mas não é só isso. Talvez haja um conteúdo na expressão, na forma de se dizer as coisas, ou mesmo na forma de dominação. Lembro-me, na mesma tarde, de ter visto ser mãe e ao mesmo tempo um macho dominador! Os elementos da forma, e as expressões associadas a uma dominação, que é essencialmente o que me foi esquecido, levam-me a uma admiração do objeto feminino e a uma inveja do objeto masculino. Mas, é necessário o elemento essencial. Da admiração, posso afirmar que é o primeiro caminho, mas existe o segundo passo: uma porta.&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;Eis o elemento mais perigoso, uma vez que eu costumo idealizá-lo e caio sempre numa ilusão infantil. É esse elemento que dá forma ao que estou acostumado a sentir nesses eventos profundos. Uma porta pode ser qualquer coisa, desde a aceitação por vistas encontradas ou desencontradas, aceitação pela palavra (o caso de ontem) ou aceitação por contato (também caso de ontem). Desde 2002 há sempre uma mescla do toque, do abraço e da palavra. A partir da aceitação advém a amizade com o objeto e as ilusões que se provocam a partir dos processos de aceitação.&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;Senhores, acredito que suas visões são mais acuradas que as minhas. Meu único desafio aqui é entender o motivo dos padrões. Eles parecem sim quererem dizer algo, inferir possíveis informações acerca de nossas vidas, àquilo que não aprendemos ainda a enxergar. Meu padrão principal é: o outro. As visões do outro, as interpretações deste e seus comportamentos perante minhas reações. Nada é tão mais claro quando penetro nas regiões do sentimento profundo. Sem ele não dá. Com ele não se suporta. O meio termo gera o vazio que os senhores já bem presenciaram em quase todos os textos anteriores, casos tão confusos quanto o próprio vazio. Não é uma maluquice inversa, mas que a busca da identidade gerou abismos que precisam ser preenchidos com nata e açúcar.&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;Identidade. O acontecimento de ontem me faz pensar muito sobre suas conseqüências. Flexibilidade do espírito.: V1 – “Cara, tu sabe falar inglês, que eu sei”; O – “Fala qualquer coisa aí”; V1 – “Cara, tu sabe, não sabe?”; M – “More-less”; “Berros”; O – “Meu irmão, sou tua fã, cara... Já sei com quem vou me escalar”; V1 – “Ei, fala alguma coisa aí com minha irmã, vai!” M – “Eu acho que vou pegar esse caminho daqui da esquerda”; “Berros”; Abraço 1, abraço 2... O – “Meu irmão, vai abraçar todo o mundo menos eu!?”; M – “Calma, eu vou aí”; Abraço 3; M – “Pronto”; Abraço O.&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;Cenário nada confuso que exigiria um fundo com Panis et Circensis. E senta no meio-fio com a pretensão de segurar a cabeça, porque não está entendendo nada. Vê-se no meio de um jogo de pega-pega imaginando agarrar aquele outro coleguinha que está escondido sabe-se aonde. Volta ao meio fio e assiste a saída dos novos amigos. Os abraços nunca serão suficientes quando as imagens ficam escuras a cada passo.&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;V1 – “Esse daqui é o melhor amendoim!”; M – “Tá bom. Eu compro”; “Berros”; M – “Como é que eu abro essa merda!?”; O – “Eu abro, eu abro!” E abriu.&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;M – “É melhor procurar o pessoal naquele mercadinho. Acho que tá todo mundo por lá”; O – “Ô!”; (...) M – “Te deixaram sozinha... fudeu!”; O – “Não fale palavrão não!”; “Tapa”; O – “Ah, olha o pessoal lá na esquina!”; M – “Ah, beleza. Então eu vou pegar o outro caminho”; Meia volta, primeiro volver; O – “E você não vai me deixar aqui sozinha não!”&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;Ana, você fez uma nova pintura que eu vi. Mas, você faz muita coisa. Sei que é o estresse que lhe leva à pintura, mas porque não poderemos mostrar essa beleza de tela para outrem?  Você é uma pessoa confusa, Ana, que foge das coisas e pessoas por meio do seu sorriso de tudo. Você se estressa mesmo? Essa pintura significa um rosto assustado ou um homem descansando sua cabeça sobre seu pen-drive e sua mesa desarrumada? Ana, obrigado pela água, agora vamos embora que temos muito a fazer hoje à noite.&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;A comida demorou muito a chegar. O, não reclame mais, trabalhamos muito a tarde. Agora eu queria ver um filme. Continua reclamando! Seu irmão ainda está devorando aquele amendoim que eu comprei para todos. Você não está realizando o que deseja? Como assim? Parece uma pessoa tão feliz! Mas, eu bem que sei que o seu agito só transparece... eu bem vejo que seu olhar é sempre baixo. Sugiro que não ande por esse caminho, está muito perigoso às sete horas? Por que você não vai ao cinema, distrair-se um pouco? Sabemos que é muito trabalho para uma pessoa só, mas não precisa se isolar do mundo pra se matar no trabalho e depois reclamar de sua vida pessoal, isso não faz sentido. Você trabalha mesmo ou só finge!?&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;Eu vou pegar para a esquerda, mas queria muito saber o que acontece se eu pegar a direita. Ah, mas já vai embora? Deixe primeiro eu abraçar todo o mundo. Mas, você não vai me abraçar primeiro? Eu bem que queria, my dear, mas eu racionalizo ao ponto de deixar você por último para só te testar e, ainda bem que você reclamou, senão eu ia ficar mais triste. Como assim? Eu reclamo de tudo ou quando algo escapa das minhas pretensões. Bom saber. Agora sim, eu lhe abraço. See you. See ya too.&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;Mas, só isso!? E o que você queria? Algo mais demorado, embora eu tivesse saído satisfeito. Só que estava perigoso, eu vi. Tudo escuro, um cara perdido no ponto, e uns drogados no parapeito da outra esquina. Eu só fiz caminhar perto do meu irmão conversando as mesmas coisas que você sabe. Eu andei um tanto preocupado com um possível assalto, mas nada demais... nem eu estava mais ali, o que me garante que seria abordado?&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;Ana, vou escrever uma música sobre você. Tentarei me esconder onde seu sorriso brota. Antes, dê-me outro abraço e aconselho um maior cuidado com as crianças e as que virão a nascer nos próximos meses. Só vou mesmo após lavar todos os pratos sujos e as janelas do seu quarto. Mas, Ana, não se pode viver tão sozinha assim. Eu sei que você não se estressa, porque você não aceita nada de ninguém. Está cansada, eu sei, precisa se lavar e dormir o mais rápido possível e, já lhe disse, só vou quando deixar essas coisas prontas. Em troca, quero que você me ponha em algum quadro seu, acho que já mereço uma homenagem. Querida, você sofre ao dormir. Agora me vou e espero que você esteja melhor quando eu voltar.&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;Ele voltou outra vez sozinho para casa. Algo devia mesmo ter mudado, tanto para si quanto para os outros que conviveram juntos naquela tarde e começo de noite. Cada vez mais distante de suas pretensões acadêmicas que o levou a essa cidade, desgosta o caminho que está trilhando agora e percebe-se como inevitável. Sim, isso deveria mesmo acontecer! Estava em todos os outdoors e agora não se pode voltar atrás para viver as mesmas coisas em seu tempo certo.&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;E você, será que vai voltar a me abraçar outra vez, amigo distante?&lt;br /&gt;Desejo que nunca mais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672561373046334223-5350017340355583599?l=reversocontrole.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reversocontrole.blogspot.com/feeds/5350017340355583599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672561373046334223&amp;postID=5350017340355583599' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/5350017340355583599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/5350017340355583599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reversocontrole.blogspot.com/2009/11/resignificando-o-objeto-profundo.html' title='Resignificando o Objeto Profundo'/><author><name>Washington Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09294429969480028804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672561373046334223.post-2499637943303695769</id><published>2009-11-07T21:47:00.000-08:00</published><updated>2009-11-07T21:58:16.550-08:00</updated><title type='text'>Morte</title><content type='html'>O apóstolo fixou o olhar para o céu pela última vez. Lembrou-se de sua melhor amiga, dos beijos doces de sua mãe, e da utópica raiva que sentia por si mesmo. Lembrou das diversas festas de despedida que fez com seus amigos ao longo de suas viagens, e imaginou o olhar de cada um; sentiu-se abraçado e a respiração de cada um. E do abraço de sua mãe, de suas tias, dos seus netos e de seus avós. Viu, então, que nada disso valia a pena agora, no último minuto, uma vez que nenhum deles estava mais ali para pelo menos o carregar nos braços ou chorar por ele.&lt;br /&gt;Estarreceu-se quando observou tudo passando por seus olhos. Nada fica, constatou. Tudo passa e sobra o pó. A vida se esvai como pó. Todos os sorrisos e choros se tornam inúteis.&lt;br /&gt;Na solidão do si-mesmo, entendeu que as lembranças só atrapalham, as lembranças só frustram.  Assim, se arrependeu de ter vivido,&lt;br /&gt;Num segundo, a vida se esvaiu em pó,&lt;br /&gt;As lembranças se foram&lt;br /&gt;E sua memória será uma fantasia na mente alheia, por toda a eterninade:&lt;br /&gt;E que a fantasia seja feliz enquanto dure.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672561373046334223-2499637943303695769?l=reversocontrole.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reversocontrole.blogspot.com/feeds/2499637943303695769/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672561373046334223&amp;postID=2499637943303695769' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/2499637943303695769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/2499637943303695769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reversocontrole.blogspot.com/2009/11/morte.html' title='Morte'/><author><name>Washington Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09294429969480028804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672561373046334223.post-7031463594602056369</id><published>2009-10-25T20:57:00.000-07:00</published><updated>2009-10-25T21:45:09.570-07:00</updated><title type='text'>Um Fruto de Seres Inconsistentes</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nem sob qualquer pretexto olhe para trás!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;São ondas. Só as ondas e nada mais... virão fortes, assim como está o vento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pesado&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deixe levar pelo menos sua fotografia! Outra fotografia fantasma em meu bolso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Carrego você comigo foto-fantasma para onde vou &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Devorar-te...!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na lama a prisão renova&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sabe-se lá o que se faz nesse inferno, mas não me olhe&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não me visite&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vá pro inferno!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas que merda!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sob qualquer pretexto olhe para trás! Siga as linhas na sua frente&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As ondas o farão rodopiar &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E a volta?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Você e eu em que mundo?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sabe-se lá!? Eu só queria o meu fígado no seu&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sabemos que a morte virá por uma hepatite ante os cuidados com o cérebro&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O demônio da fotografia&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas que merda!?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O sono repulsivo que retrocede o esgoto de uma imagem semelhante &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A uma pólvora&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De um sino pré-travado por uma lágrima que antecipa o seu soluço&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Olhe para si e me interprete&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Numa sexta-feira de manhã, no sanduíche das quatro da tarde...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O cotidiano nunca foi tão rotineiro&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E você, minha força diariamente repulsiva&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Detém a se esconder na parede, para corroer o sono tardio e a manhã cansativa. Sua respiração fere os meus pulmões gelados. Eu só quero que você suma!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Largo a mão do acrílico roubado para castrar seus derivados nomes. Com o qual se faz pacto sem merecer uma renda monetária mensal sem as mesmas rotas de colisão. A arma prostrada num alfinete faz sua mente copiar em esperanças. Mas, como sempre, acho que vou te matar primeiro. Minha jovem esperança de estar vivo nessa época! Minha nobre esperança.... que mal, que pena. Seu rosto crivado no solo e minha boca beijando a terra. Seu rosto afunda e me alimento de sua derrota. Minha vitória mata os meus pulsos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora será mais um homem a escutar seus versos infantis em prosa de uma vitória ilusória, diante de suas atribulações. Correndo em mistério para chegar a um determinado fim antes não determinado. E chegou ao fim como qualquer outro objetivo. Por favor, não nos faça olhar para trás. A sujeira não pode advir o sonho planejado. E ele planeja, e se frustra.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Havia ainda o pó&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E a porra do pó se auto-soprou&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se auto-escondeu&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Numa nódoa de febre causada por uma constipação&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Minha foto no bolso não me faz lembrar que você me amou um dia&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dois dias&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Menos sete semanas...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Havia ainda uma esperança&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E a aranha no teto&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sua foto me fez olhar para trás, onde o mundo se dissipou em uma nota&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Duas &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Três&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;menos que sete dias.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seus olhos azuis não me fazem ver que as oportunidades se esvaem&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Só na sombra do juazeiro que vou poder enconstar e beijar o chão outra vez&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Encontrar o seu olho cor de céu numa poça de lama&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pensar em mim e dizer que não sou o que desejara&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sua foto me faz lembrar o que quero vomitar de suas entranhas&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Faça-me entrar, mas deixe sair por uma porta aberta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um arranhacéu,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segura esse menino inocente&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porque ele se afundou na terra.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672561373046334223-7031463594602056369?l=reversocontrole.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reversocontrole.blogspot.com/feeds/7031463594602056369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672561373046334223&amp;postID=7031463594602056369' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/7031463594602056369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/7031463594602056369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reversocontrole.blogspot.com/2009/10/um-fruto-de-seres-inconsistentes.html' title='Um Fruto de Seres Inconsistentes'/><author><name>Washington Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09294429969480028804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672561373046334223.post-6470479279976330776</id><published>2009-10-12T14:43:00.000-07:00</published><updated>2009-10-12T14:55:16.465-07:00</updated><title type='text'>21 felizes aniversários</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Detestável!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, mais uma conquista. Consegui montar uma rede de pesquisadores brasileiros. Entrei em contato com todos aos poucos e hoje foi o dia da criação. Enfim. Foi. Chegou mais uma hora para comemorar, mas restou olhar para a parede, pensar em dizer: "obrigado, Senhor!", pegar a próxima papelada e recomeçar outro trabalho inacabado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Semana passada meu projeto foi finalmente aprovado, embora ainda não ter tido resposta do programa, mas pelo menos "começo a tirar o pé da lama". Tive que sair de casa para pelo menos comer algo fora. Assim fiz assistindo um show com mais três colegas. Volto pra casa, olho para a parede e recomeço a entrar em contato com os pesquisadores, outro trabalho inacabado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;quarta passada eu encontro uma nova possibilidade de escrita de revisão, discuto com meu orientador e ele aceita a idéia, logo, começo a escrever um novo artigo para publicação (Viva!)... não sei mesmo comemorar nada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dizem que a felicidade no trabalho é o reconhecimento do esforço.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Detestável!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672561373046334223-6470479279976330776?l=reversocontrole.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reversocontrole.blogspot.com/feeds/6470479279976330776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672561373046334223&amp;postID=6470479279976330776' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/6470479279976330776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/6470479279976330776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reversocontrole.blogspot.com/2009/10/21-felizes-aniversarios.html' title='21 felizes aniversários'/><author><name>Washington Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09294429969480028804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672561373046334223.post-8318654782448696561</id><published>2009-09-28T10:03:00.000-07:00</published><updated>2009-09-28T10:11:54.531-07:00</updated><title type='text'>Sombra</title><content type='html'>&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman', 'serif';" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ela só queria respirar em paz,&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman', 'serif';" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mas como isso custa!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman', 'serif';" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Dói.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman', 'serif';" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Suas coisas sempre iniciam como uma bomba;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman', 'serif';" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A novidade de uma idéia, seu novo brinquedo;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman', 'serif';" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mas sempre termina só.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman', 'serif';" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Suas mãos dentro da luva, tentando esconder as lágrimas;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman', 'serif';" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A novidade foi embora&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman', 'serif';" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Como tudo isso dói,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman', 'serif';font-size:130%;"  &gt;Custa!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman', 'serif';" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;-&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman', 'serif';font-size:130%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman', 'serif';" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Que não se tenha mais vontade&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman', 'serif';" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Onde não reside mais o desejo,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman', 'serif';" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Deixe sua vida necrosar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman', 'serif';" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Deixe sua vida&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman', 'serif';font-size:130%;"  &gt;Necrose.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman', 'serif';" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;-&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman', 'serif';font-size:130%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman', 'serif';" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nada vai adiantar agora,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman', 'serif';" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;É tarde demais&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman', 'serif';" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mas, estendo meus braços a você&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman', 'serif';font-size:130%;"  &gt;Já está na hora de irmos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman', 'serif';" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;-&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman', 'serif';font-size:130%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman', 'serif';" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Não se engane, jamais se encontrará em um espaço como esse&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman', 'serif';" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sua vida nunca valeu para o mínimo esforço alheio&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman', 'serif';" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Essa é a verdade escondida nas coisas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman', 'serif';" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E daí!? Para quê por significados inúteis?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman', 'serif';" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Não há mais nada&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman', 'serif';" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Para quê gastar tanta energia porque tirou mais um dez&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman', 'serif';font-size:130%;"  &gt;Outro brinquedo sem significado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman', 'serif';" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;-&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman', 'serif';font-size:130%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman', 'serif';" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mas, eu estendo meus braços a você&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman', 'serif';" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Já estar na hora de irmos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman', 'serif';" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Se só queria respirar em paz,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman', 'serif';" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Deixe, então, sua vida necrosar...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman', 'serif';font-size:130%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman', 'serif';" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mas como isso dói!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman', 'serif';font-size:130%;"  &gt;Quanto custa?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman', 'serif';font-size:130%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman', 'serif';font-size:130%;"  &gt;Era terça de manhã, quando eu encontrei os seus lençóis espalhados. O café não estava na mesa, como o usual. O vazio me tomou outra vez e a respiração se tornou ofegante, como o produto de uma ânsia de morte. Não havia mais nada a se fazer, fora me encolher atrás da porta e esperar que você voltasse.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman', 'serif';font-size:130%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman', 'serif';font-size:130%;"  &gt;No teto estava escrito: eu não amo!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman', 'serif';font-size:130%;"  &gt;Eu não vi.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672561373046334223-8318654782448696561?l=reversocontrole.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reversocontrole.blogspot.com/feeds/8318654782448696561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672561373046334223&amp;postID=8318654782448696561' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/8318654782448696561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/8318654782448696561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reversocontrole.blogspot.com/2009/09/sombra.html' title='Sombra'/><author><name>Washington Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09294429969480028804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672561373046334223.post-5217410727369687315</id><published>2009-09-26T15:29:00.000-07:00</published><updated>2009-09-26T15:38:01.668-07:00</updated><title type='text'>A menina do rosto vermelho e o médico precipitado (1995 – 2009)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Fevereiro, 1995&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Não destrua a fantasia da criança, minha senhora.&lt;br /&gt;Não a deixe imaginar tanto as coisas, mas não retire abruptamente o que ela sonha.&lt;br /&gt;Sim, era de manhã doutor. O céu estava bem azul naquele dia. 06:20h a.m., ela me pediu para pegar a mala azul para sairmos logo de casa. Estava frio. Eu estava nervoso. O suco do lanche deveria ser de abacaxi e estava dentro da garrafinha também azul. Era a primeira vez que eu passaria uma manhã fora de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um imenso erro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe me segurava pela mão direita, como sempre foi. Eu, como sempre, tentando parecer ‘o mais adulto possível’, engolindo o catarro amargo do choro... calado. O sol leve irradiava contra minha visão turva e a brisa fria sussurrava em meus ouvidos o que eu não queria ouvir: a fantasia acabara. Os passos dobravam às ruas cheias de mães e suas respectivas crianças ‘tão normais’, e eu tentava esconder o que sentia para aparentar uma certa ‘normalidade’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerca de doze minutos depois estava entrando no Instituto de Ensino Maria de Fátima. Eu me tremia todo. Certamente, o fim seria mesmo aquele. Minha mãe ficou próximo à porta, enquanto me indicava a fila da turma da segunda série. A professora (tia) Ângela tentava organizar a fila quando eu fiquei travado em algum lugar dela. Era sim a fila da segunda série. Eu estava mudo, e sempre olhando pra minha mãe, que de longe observava. A fila seguiu para o ‘quintal’ do Instituto e entrou num corredor longo, onde havia umas dez salas. A primeira era a nossa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia cerca de cinco filas naquela sala imensa. Eu sentei na fila extremo-direita da sala, numa cadeira de posição mediana. Tia Ângela confabulava palavras distorcidas, mas o que ainda lembro é olhar para o caderno pequeno, com as linhas azuis da margem borradas do meu choro constante. Tentava fazer de tudo para que ninguém me percebesse: olhava para o lado e via algumas crianças, voltava para mim, passava o braço no nariz encharcado de catarro. E tia Ângela parava a aula outra vez para perguntar o motivo deu chorar tanto. Nessas horas eu berrava mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não prestei atenção em nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma sirene tocou, indicando que começara o ‘recreio’. Esperei todos saírem para que não me notassem comendo o meu lanche. Fiquei comendo só em frente da porta da sala. Pela primeira vez, eu tentava fazer tudo sozinho. Meu lanche era um suco feito pela minha mãe e uma bolacha dos ‘Gufs’, sabor chocolate. Adorava comer aquilo. Pena que, para minha surpresa, o lanche só me veio à boca uma vez, já que a sirene não me esperou comer o resto. O recreio agora só tinha vinte minutos, e não mais uma hora como na Escolinha Uma Estrela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o fim do resto da manhã, em aula, procurava pensar em outra coisa, mas acabava sempre voltando a pensar em minha mãe. Sempre teorizava ‘o que ela deve estar fazendo agora?’, ‘está ensinando os novos alunos dela agora?’, ‘eu queria ser aluno dela de novo...’. Tia Ângela: ‘Crianças, façam o cabeçalho. Eu vou tomar água e volto já.” Eu penso: ‘como se faz um cabeçalho?... quero minha mãe...” Choro outra vez, e ouço tia Ângela falar pacientemente que eu esperasse mais um pouquinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Março, 1995.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Estou sendo levado outra vez para o Instituto e minha mãe pára comigo na esquina da rua que dá para o colégio. Ela me diz que é pra eu ir sozinho até lá. Maldita estratégia! Ela me promete que vai esperar na esquina até eu entrar no colégio. Assim foi, basicamente, o último choro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;No que sobrou daquele ano...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O nome dela era Daniele, era baixa, branca, e tinha sete anos naquela época. Ainda lembro nitidamente do rosto e o constante gesto de apertar minhas bochechas, julgando sempre que eu era o ‘bebê lindo’ da sala. Reinventei-me. Tornei-me um personagem principal de um filme alegre, mas sofrido. A musa Daniele se vestia como um objeto desejado e temido, impossível, embora mágico. Across the Universe seguida de All My Loving eram as músicas que me faziam lembrar de Daniele, constantemente. Aprendi a esconder o que eu sentia, aprendi a me esconder e, assim, me relacionar com os outros fingindo um ser uma criança mais ‘madura’. Aprendi a desarnar no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, algo em mim havia morrido, e estava apodrecendo por dentro.&lt;br /&gt;Lembro de uma manhã, no pátio do Instituto. Era pega-pega a brincadeira do momento. As nuvens estavam vermelhas e, com o tempo nublado, todo o cenário ficou vermelho. Ficou conhecida como ‘a manhã vermelha’ por alguns dos meus colegas (Roberto, Yuri, Magnum e Gustavo). Assim, segunda série se foi e levou Daniele junto com ela. Daniele vivia só com a mãe. As duas se mudaram, não lembro pra onde. Isso me foi dito só uma vez, quando minha mãe me levou pra casa junto com Daniele, que morava perto de nós e a conversa se desenrolou nesse sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agosto, 2009&lt;br /&gt;-Washington, você sabe muito bem que terminamos numa tumba, não é?&lt;br /&gt;-Sim. Há muitos reflexos, não há como desviar.&lt;br /&gt;-Então, o que você ainda está fazendo aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lapso! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672561373046334223-5217410727369687315?l=reversocontrole.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reversocontrole.blogspot.com/feeds/5217410727369687315/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672561373046334223&amp;postID=5217410727369687315' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/5217410727369687315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/5217410727369687315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reversocontrole.blogspot.com/2009/09/menina-do-rosto-vermelho-e-o-medico.html' title='A menina do rosto vermelho e o médico precipitado (1995 – 2009)'/><author><name>Washington Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09294429969480028804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672561373046334223.post-983116166311394681</id><published>2009-09-20T06:18:00.000-07:00</published><updated>2009-09-20T07:32:29.223-07:00</updated><title type='text'>Os Meus Olhos e Os Seus</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;E vai... vai mais longe onde não se pode mais ir. Chega por lá e avista uma conjunção de novidades que escampam aos seus tímidos olhos. Ele sabe que um dia terá que voltar para casa, e se angustia com isso. Queria estar longe para sempre... mas não pode. Agora ele arranja uma casa para ficar, consegue morar na rua. O frio é intenso e não há mais nada o que fazer fora conhecer as pessoas novas da sua vida transitória neste lugar. São pessoas geniais e que olham para ele sem julgamentos prévios. Onde o bom dia e o com licença detém um significado de respeito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele se arrepende de ter vivido e nascido tão distante de lugares como esse. Tem a vontade de voltar no tempo, mas não pode também. Agora ele deve aproveitar os segundos em que está ali e aculá... Ele tenta, mas não se satisfaz. As pessoas vem e vão rapidamente, elas parecem bem estruturadas aos seus olhos e às suas palavras, e sente uma inveja daquelas pessoas. Para ele é um sossego, pode conversar nas portas, fragilizar-se e tomar um bom vinho com os antigos. Mas nada, ele não era dali, era de outro lugar. E agora?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pensa: para quê tudo isso? Descontenta-se com o que se vê e o que se sente. Não pode viver aqui, não pode viver onde estava. As pessoas daqui se parecem com as de lá. Ficam lhe lembrando as mágoas antigas por meio de fisionomias parecidas... um rosto aqui, uma cintura aculá e logo está pensando em pessoas antigas, que mudaram sua vida e foram embora não pensando nele. E agora?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele já está no meio da estrada e não sabe mais o que fazer. Se pensasse mais talvez descobrisse para onde as coisas estão caminhando. Decide então ver no que tudo vai dar. As coisas passam através dos seus olhos como figuras adormecidas, sem individualidade, sem anima, nem gosto e nem cheiro. Parece tudo uma figuração. Perde o senso de realidade e tenta olhar para si, temendo cair e não voltar mais (desejando não se movimentar). Cai um livro no chão, e vai pegar para uma jovem desconhecida. Ela olha para ele com um sinal de piedade e de 'absolutamente nada', ela diz um simples obrigado e ele um outro nojento de nada. Contatos superficiais. Ela diz que vai montar um projeto sulamericano, ele se perde no pensamento em tentar imaginar que há algo por trás daquela 'inocente' conversa. Pega a sua água e bebe mais um pouco para abafar o suor que lhe entorta o corpo, e fala um outro obrigado e vai embora , ele fica parado olhando para o tempo perdido. Não lhe interessa mais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É frio. Talvez ele melhore algumas coisas. Coitado. Fez tudo o que uma soberana quis e, quando acordou não viu nada feito para si mesmo. Erro duplo. O primeiro passo nunca foi dado. Os passos reversos agora são muito duvidosos e não dá mais para confiar neles. A linguagem passa a ser suja, não visita os prédios principais da cidadezinha visitada. Volta para casa com o mesmo rosto de chatice quando acorda e vai para a próxima lição do dia. Muitos aprendem a encarar o dia, ele espera uma nova soberana. Sem ela, as coisas perdem o sentido. Mas agora foi.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O coitado senta num banquinho da praça, sozinho de madrugada. Fica contando o número de ratos que passam de um esgoto a outro, entre duas ruas paralelas. Sozinho procura não imaginar nada, enquanto não venha ninguém tentar conversar com ele. Aparece alguém. Alguém muito jovem que olha para ele às distâncias. Senta do seu lado. É outro alguém desconhecido, que no caso é desconhecida para ele. Os mecanismos de defesa acionam a neurose do coitado e ele fica mudo, enquanto a garota lhe passa a testa de olhares cheios de perguntas. Ela quer lhe dizer alguma coisa, mas se sente inibida pela postura de pedra conseguida pelo neurótico. Ele pensa que o processo é bastante natural e finge não observar ninguém do lado dele. Ela, então, anseia ir embora quando o coitado toma a iniciativa de só lhe tocar o ombro para lhe fazer uma pergunta insignificante. Ela olha para ele e responde também algo insignificante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os dois coitados começam a rodar conversa no meio da madrugada. Ambos sabem o que tem a fazer e o que dizer, ambos conhecem os seus próprios anseios e o que está por trás daquela conversa de roda-gigante que parece não ter o fim no derradeiro começo. Após a conversa ter sido consumidoa por si, eles trocam os olhares finais em silêncio, dão um suspiro de misericórdia e nada fazem. A agonia toma conta do lugar, mas não há reação por nenhuma das partes. Mais uma história perdida, mais uma nobre tentativa dos dois para se salvar de suas grades... Mais uma tentativa falha. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele se arrepende ao vê-la suspirar. Ela vai embora e ele começa a imaginar o quanto seria feliz com ela, ou não, ou o quanto ela seria feliz com ele, ou não. Monta um baralho de imagens mentalizadas, desconscientizadas, e dá um outro suspiro afimando o quanto poderiam ser felizes. Volta a contar os ratos nos esgotos. Volta a pensar que a vida é pequena e que não há propósito para ele, e que não há para mais ninguém. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Levanta-se do banco. Não passam mais ratos nem pra lá e nem pra cá. Enjoa-se, enoja-se. Caminha para casa tentando dar sentido para o que não há sentido. Buscando respostas onde jamais houveram perguntas. Arrepende-se mais uma vez. O que será agora? Jamais se planejou. Ainda busca alguém, algum sentido. Não olha para si. Vai atravessar a rua que não tem carros e sente algo doer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seu coração dói. Põe a mão no peito esquerdo e a dor aumenta. Faz um gesto com a mão de parecer arrancar o próprio coração, o que já parece tarde, porque seu rosto acusa o que a decepção veio lhe tomar. Ajoelha-se no meio da rua às 03:27 da manhã, nota um formigamento forte nos cantos dos braços, pisca mais uma vez a vista porque a neblina cobre os olhos. Agora sim ele cai no pavimento e olha para o céu, se contorcendo de dor. Reconhece que está morrendo de uma causa que aflige o seu coração, mas não entende direito o que lhe ocorre. Finalmente parou de pensar. Reconheceu finalmente que sua última chance passou pelos olhos daquela garota, e se arrependeu de não estar abraçado com ela naquele momento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Queria estar com todo o mundo, mas agora não pode. Queria voltar à infância e brincar com sua irmã mais nova, mas agora nada. Queria nascer de novo para mudar a história, agora entendia tudo. Entendia também que uma chuva de roedores passava pela rua, a qual foi sua última percepção. A vista ficava branca com o passar dos segundos, e ninguém aparecia para socorrer. Ninguém aparecerá, afinal, a grade que cerca o coração encurva a coluna do ser para baixo. E é assim que ele morre, curvando-se como um feto para tentar amenizar a dor. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O garoto não era inocente. Não era burro. O garoto era vivido demais. Era a esperança dos seus pais e vizinhos de outra cidade distante. Infelizmente, o menino era nada mais que um projeto transfigurado por outrem. Fazia questão de mencionar isso em seus atos-falhos 'inconscientes'. Morreu como deveria, no meio de uma rua, no meio da caminhada por onde começa o nada e termina o nunca. Jamais sairá do meio do caminho. Voltando a pensar na garota... Ela sim teve sorte. Ela agora pode encontrar alguém menos narcisista. Ela ainda tem chance.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O jovem levanta, olha para o teto, não pensa em nada. Sente-se mais vivo do que nunca. Tropeça na cabeceira da cama e cai no chão. É hora de almoçar e está muito atrasado para ir à faculdade. Há três chamadas de sua noiva no celular, claro, talvez chateada por outro atraso. Ele se arruma, desce as escadas, pega um prato mal feito pela sua mãe, entra no carro e dirige apressadamente. No meio da pressa, atende ao chamado da noiva. Ela quer lhe encontrar na esquina do bloco B, antes da segunda aula. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele chega a tempo. Percebe no rosto da noiva uma ânsia contida. Ela o abraça forte primeiro, sem razão. Ele corresponde ao abraço, mas sem entender o que se passa. Ela simplesmente diz em suas costas:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-'Estou grávida.'&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O garoto entendeu o que lhe aprisionara. Voltou a dormir em sono profundo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672561373046334223-983116166311394681?l=reversocontrole.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reversocontrole.blogspot.com/feeds/983116166311394681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672561373046334223&amp;postID=983116166311394681' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/983116166311394681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/983116166311394681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reversocontrole.blogspot.com/2009/09/os-meus-olhos-e-os-seus.html' title='Os Meus Olhos e Os Seus'/><author><name>Washington Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09294429969480028804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672561373046334223.post-1232457348854597636</id><published>2009-08-22T21:21:00.000-07:00</published><updated>2009-08-22T21:47:07.993-07:00</updated><title type='text'>Dernière Existence</title><content type='html'>Será que ela vai assistir?&lt;br /&gt;Resistir ao acampamento?&lt;br /&gt;São muitas horas até chegar a hora da festa,&lt;br /&gt;no fim da tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas dúvidas, nobre senhor&lt;br /&gt;Pergunto-me se você virá ao espetáculo&lt;br /&gt;Mas nada me responde, fora um olhar vazio que solta em várias direções&lt;br /&gt;E daí?&lt;br /&gt;Também não é pra tanto,&lt;br /&gt;Preocupar-se por nós dois... Não é tanto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora é só sentar aqui&lt;br /&gt;O que devemos fazer é mais nada&lt;br /&gt;Não nos resta mais o que fazer aqui&lt;br /&gt;Trouxe sanduíche e suco para nós&lt;br /&gt;Para quê se preocupar com nossa nobre ciência&lt;br /&gt;nunca fomos livres mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe, é minha última vez aqui&lt;br /&gt;Confesso-te as melhores e piores coisas, tento compartilhar&lt;br /&gt;Mas seu olhar vazio me é suspeito&lt;br /&gt;Pergunto o que você perdeu&lt;br /&gt;Você não se abre&lt;br /&gt;Não se diz&lt;br /&gt;Não se teme&lt;br /&gt;Se teme&lt;br /&gt;Se fala&lt;br /&gt;Se treme&lt;br /&gt;Não fala&lt;br /&gt;Vazio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço-te e olhamos para baixo&lt;br /&gt;Não há nada o que dizer&lt;br /&gt;Mas há o que se envergonhar&lt;br /&gt;As ondas batem de novo em nossos pés&lt;br /&gt;Há nada de bonito no que se deveria enxergar&lt;br /&gt;O ônibus está próximo&lt;br /&gt;O vazio te pegunta quando eu vou voltar&lt;br /&gt;Ele já sabe a resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tarde vai indo embora&lt;br /&gt;Num sopro em respiração fria&lt;br /&gt;O cantor da praça desafina e eu sinto algo tremer&lt;br /&gt;Está gelando&lt;br /&gt;Parando&lt;br /&gt;Contida, destrói um inseto imerso em sua pele&lt;br /&gt;E volta seu braço a meu torno&lt;br /&gt;Pergunta outra vez quando estarei de volta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando nunca mais isso se tornar minha febre noturna&lt;br /&gt;Ou numa apresentação do fim das minhas amizades&lt;br /&gt;Quando o sempre parecer nunca mais&lt;br /&gt;Ou se meus dias esquecerem dos objetos perdidos&lt;br /&gt;Nesse olho vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A respiração pulsa&lt;br /&gt;E se vai...&lt;br /&gt;Cansa... enjoa... enoja...&lt;br /&gt;E agora?&lt;br /&gt;Ainda bem que os amigos não são eternos&lt;br /&gt;Ainda bem que não existem momentos eternos&lt;br /&gt;Quão tola&lt;br /&gt;Quão inútil&lt;br /&gt;Quão burro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já deixei todos os presentes,&lt;br /&gt;Todas as cartas&lt;br /&gt;Você que não existe&lt;br /&gt;E o meu amor é uma confusão dançando num olho vazio&lt;br /&gt;Que nada diz e tudo me duvida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhe para o céu e se levante&lt;br /&gt;Eu olho para a esquerda&lt;br /&gt;Se tu quiser, olha para a direita&lt;br /&gt;Dá o teu primeiro passo&lt;br /&gt;Eu sigo, em direção contrária, para longe&lt;br /&gt;Você não vai olhar pra trás&lt;br /&gt;Eu ando de costas&lt;br /&gt;A imagem vai&lt;br /&gt;Longe se apaga&lt;br /&gt;O sol desceu&lt;br /&gt;Você foi embora&lt;br /&gt;A liberdade foi embora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Restaram todos os meus fantasmas&lt;br /&gt;Que viverão comigo em minha própria dança&lt;br /&gt;Cairei numa borboleta&lt;br /&gt;E morrerei em seu teto&lt;br /&gt;Para você soprar o meu pó&lt;br /&gt;E lhe impressionar na saudade do seu quarto&lt;br /&gt;Minha querida velhice&lt;br /&gt;Doce velhice&lt;br /&gt;Em meu violão&lt;br /&gt;Em minha cama&lt;br /&gt;Em meu sapato&lt;br /&gt;Em minhas camisas&lt;br /&gt;Em sua respiração&lt;br /&gt;Seus olhos&lt;br /&gt;Serei o que nunca viu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda bem que não somos eternos&lt;br /&gt;Ainda bem que tudo morre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672561373046334223-1232457348854597636?l=reversocontrole.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reversocontrole.blogspot.com/feeds/1232457348854597636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672561373046334223&amp;postID=1232457348854597636' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/1232457348854597636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/1232457348854597636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reversocontrole.blogspot.com/2009/08/derniere-existence.html' title='Dernière Existence'/><author><name>Washington Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09294429969480028804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672561373046334223.post-1544151009811439191</id><published>2009-08-07T22:30:00.001-07:00</published><updated>2009-08-07T22:31:42.624-07:00</updated><title type='text'>Foi-se</title><content type='html'>Caso algum dia você lembrar de mim,&lt;br /&gt;eu nunca nasci, nem morri&lt;br /&gt;só fui embora&lt;br /&gt;para longe&lt;br /&gt;muito longe...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672561373046334223-1544151009811439191?l=reversocontrole.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reversocontrole.blogspot.com/feeds/1544151009811439191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672561373046334223&amp;postID=1544151009811439191' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/1544151009811439191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/1544151009811439191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reversocontrole.blogspot.com/2009/08/foi-se.html' title='Foi-se'/><author><name>Washington Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09294429969480028804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672561373046334223.post-4497246812351287014</id><published>2009-04-20T20:55:00.000-07:00</published><updated>2009-04-20T21:36:31.398-07:00</updated><title type='text'>Visão O Eu - O Outro</title><content type='html'>Assista as linhas em sua mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-mamãe, o que devo fazer!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma visão de morte muito próxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-e agora, professor!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pena do assassino diante do corpo da vítima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-não me lembro.&lt;br /&gt;-e agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assista as lindas mechas loiras de seu cabelo;&lt;br /&gt;Contorne os olhos cintilantes que a ti nada querem dizer.&lt;br /&gt;Diga a si que ainda haverá esperança;&lt;br /&gt;Permita-se esperar sempre um pouco mais.&lt;br /&gt;Talvez ela volte e te diga um bom dia outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos margeiam&lt;br /&gt;Só margeiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-o senhor me perguntou o que fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele decidiu ficar esperando outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma outra imagem da minha infância, aos senhores desesperados por ela;&lt;br /&gt;Mandem-me de volta para a segunda série;&lt;br /&gt;Eu te mostrarei quem eu sou;&lt;br /&gt;Talvez, somente um olho margeado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É hora de levantar da cadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-quem será o meu assassino?&lt;br /&gt;-descobrirei mais cedo aqui esperando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o assassino aparece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-já sei! Contemplar as mechas loiras...&lt;br /&gt;contemple-a&lt;br /&gt;como se fosse uma última vez&lt;br /&gt;e foi...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MODELAÇÃO UM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se esvai da percepção, amigo;&lt;br /&gt;É que fugir do que não é;&lt;br /&gt;Repete futuros não és;&lt;br /&gt;Sempre se perguntando a razão da mecha sempre continuar ali;&lt;br /&gt;Porque não morreu por completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-então mais que merda é essa?&lt;br /&gt;-até quando tenho que revê-la?&lt;br /&gt;-já não sei que se abrem mais feridas&lt;br /&gt;-já não sei o que você significa&lt;br /&gt;-sei que tenho que deixar você partir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escapo do meu sonho outra vez.&lt;br /&gt;Enxergo todos como uma projeção mal realizada&lt;br /&gt;Mal-inferida&lt;br /&gt;Organizada&lt;br /&gt;Mau!&lt;br /&gt;Mas, se são meus amores?&lt;br /&gt;Odeio a todos.&lt;br /&gt;Odeio e amo a mim de forma não realizada&lt;br /&gt;Então, ninguém complementará&lt;br /&gt;A não ser a mecha loira&lt;br /&gt;Que me fez cair de uma cadeira aos seis anos de idade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não há como não ser&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ser, sendo, não há.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pare outra vez e pense um pouco mais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra vez&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais outra. Canse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assista as linhas em sua mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não haverá nenhuma forma de se compartilhar com outro a não ser através da fusão.&lt;br /&gt;Não há outro meio de se conhecer através da fusão com os outros&lt;br /&gt;Com outras personalidades&lt;br /&gt;Com outros seres.&lt;br /&gt;Assim como o assaltante e sua vítima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não margeie olhos&lt;br /&gt;Não há porque fingir ou se assustar&lt;br /&gt;Um segundo é um único segundo&lt;br /&gt;Um segundo já é o bastante&lt;br /&gt;Pode dizer a todos o que se sente&lt;br /&gt;O outro não passará de uma imagem do seu desejo&lt;br /&gt;Deixe a mecha loira desabar num esgoto próximo&lt;br /&gt;numa estrada próxima&lt;br /&gt;mas, sempre na frente de alguém&lt;br /&gt;sem que se veja&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já é hora de não deixar as coisas margeando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672561373046334223-4497246812351287014?l=reversocontrole.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reversocontrole.blogspot.com/feeds/4497246812351287014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672561373046334223&amp;postID=4497246812351287014' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/4497246812351287014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/4497246812351287014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reversocontrole.blogspot.com/2009/04/visao-o-eu-o-outro.html' title='Visão O Eu - O Outro'/><author><name>Washington Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09294429969480028804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672561373046334223.post-6285399350248246864</id><published>2009-04-15T20:06:00.000-07:00</published><updated>2009-04-15T20:10:35.351-07:00</updated><title type='text'>First and Last Science for Researchers</title><content type='html'>"We shall not cease from exploration&lt;br /&gt;And the end of all our exploring&lt;br /&gt;Will be to arrive where we started&lt;br /&gt;And know the place for the first time."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eliot, T. S. Four Quartets. 1943. Harcourt Brace, New York, USA.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672561373046334223-6285399350248246864?l=reversocontrole.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reversocontrole.blogspot.com/feeds/6285399350248246864/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672561373046334223&amp;postID=6285399350248246864' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/6285399350248246864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/6285399350248246864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reversocontrole.blogspot.com/2009/04/first-and-last-science-for-researchers.html' title='First and Last Science for Researchers'/><author><name>Washington Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09294429969480028804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672561373046334223.post-2833981248384146110</id><published>2009-03-05T06:43:00.000-08:00</published><updated>2009-03-13T17:14:17.417-07:00</updated><title type='text'>Das Primeiras e Últimas Questões</title><content type='html'>Bem,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não há mais saudade&lt;br /&gt;não há nem mais resto disso&lt;br /&gt;se era o que eu temia? Sim&lt;br /&gt;estou fadado a esquecer de todos vocês, embora viagens ao msn nos permita alguns certos contatos&lt;br /&gt;pessoas estão se negando a estar nestes meios eletrônicos&lt;br /&gt;estou ficando irritado&lt;br /&gt;formulei uma nova hipótese sobre a fragmentação do ego e canibalismo interpessoal&lt;br /&gt;estou morando sozinho&lt;br /&gt;não componho mais&lt;br /&gt;leio muito&lt;br /&gt;há ar-condicionado nos laboratórios&lt;br /&gt;e, não sei pra quê escrevo&lt;br /&gt;ninguém lê mesmo isso!&lt;br /&gt;meu próximo post seria sobre a minha hipótese da fragmentação do ego e o canibalismo interpessoal&lt;br /&gt;mas acho que não escreverei mais aqui&lt;br /&gt;ter um blog se tornou um saco&lt;br /&gt;de orientadores, professores, colegas de turma e de estágio, há sempre uma beleza em se descobrir e criar novas amizades&lt;br /&gt;as amizades antigas serão sempre antigas&lt;br /&gt;e presentes&lt;br /&gt;e futuras&lt;br /&gt;por mais que eu esqueça de vocês&lt;br /&gt;afinal, vocês são eu&lt;br /&gt;não estou a fim de me deixar para trás&lt;br /&gt;isso não é poesia, é verdade&lt;br /&gt;conversas picantes toda a noite: devo avisar para quem se ausentou destas conversas, que não sabem o que perderam&lt;br /&gt;os ônibus aqui são sempre lotados, pelo menos nos horários das 18:00 p.m.&lt;br /&gt;durmo muito tarde&lt;br /&gt;acordo muito cedo&lt;br /&gt;a maioria sabe porque, né!?&lt;br /&gt;tirei carteira de estudante&lt;br /&gt;preciso tirar a meia para passagem de ônibus&lt;br /&gt;semana que vem vai ter amostra de cinema biológico no Centro de Ciências Biológicas UFPE&lt;br /&gt;perdi show de graça do Alceu Valença&lt;br /&gt;agora estou perdendo Elba também de graça&lt;br /&gt;onde eu moro é muito perigoso&lt;br /&gt;não dá pra vadiar noturnamente&lt;br /&gt;isso não é engraçado&lt;br /&gt;Sandra, você não se despediu de mim&lt;br /&gt;a Raíssa esqueceu de cantar a minha música&lt;br /&gt;semana que vem pagarei duas disciplinas ao mesmo tempo na rural&lt;br /&gt;não sei mais quando falarei noturnamente com vocês&lt;br /&gt;Laboratório de Etnobotânica Aplicada (LEA) da UFRPE na cabeça, na veia, no café de todas as tardes, nos novos amigos e companheiros de projeto e trabalho, nas risadas e choradeiras das defesas de teses e dissertações do grupo, nas horas sofridas de campo onde não se pode mijar em nenhum lugar, nas perguntas intrigantes que a Caatinga nos leva a responder cientificamente e que a gente chega a endoidar com as estatísticas e artigos em inglês que se devem escrever toda a hora (mesmo sem saber inglês), nos nossos novos professores aprovados pelo grupo... infinitamente sem palavras...&lt;br /&gt;chega de choro&lt;br /&gt;toro o pino toda à noite para descer do ponto e voltar para casa&lt;br /&gt;já tem uma pessoa que me "detesta" aqui&lt;br /&gt;já tenho mais um irmão (somos tão parecidos que escrevemos do mesmo modo: canhoto)&lt;br /&gt;cansei de olhar para garotas que já têm namorados&lt;br /&gt;vou namorar com uma palmeira! Já me decidi!&lt;br /&gt;continuo achando os velhinhos sebosos em corridas matinais muito atraentes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pelo jeito&lt;br /&gt;é muita coisa para muito pouco tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;até nunca mais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;jamais!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672561373046334223-2833981248384146110?l=reversocontrole.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reversocontrole.blogspot.com/feeds/2833981248384146110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672561373046334223&amp;postID=2833981248384146110' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/2833981248384146110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/2833981248384146110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reversocontrole.blogspot.com/2009/03/das-primeiras-e-ultimas-questoes.html' title='Das Primeiras e Últimas Questões'/><author><name>Washington Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09294429969480028804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672561373046334223.post-3439988254996762117</id><published>2008-12-23T01:07:00.000-08:00</published><updated>2008-12-23T01:07:00.865-08:00</updated><title type='text'>Last Letter</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_XDUKesdTQrQ/SVBkr5Xvg7I/AAAAAAAAAAM/Bv54MdMSjAQ/s1600-h/13781563.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5282833068203148210" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_XDUKesdTQrQ/SVBkr5Xvg7I/AAAAAAAAAAM/Bv54MdMSjAQ/s320/13781563.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peço para que desliguem os chuveiros e tranquem os sorrisos em seus rostos inocentes.&lt;br /&gt;Vibro para que o fim esteja próximo, mas temo a sua partida.&lt;br /&gt;Não é uma única partida.&lt;br /&gt;A última festa não é a mais feliz.&lt;br /&gt;Feliz é não poder esconder o ofuscamento triste de assistir todos “juntos”, pelo menos, pela última vez.&lt;br /&gt;Pena de você que tentou tirar tudo que tenho&lt;br /&gt;Pena de você que tentou brindar o que ainda não foi.&lt;br /&gt;Não pode ser.&lt;br /&gt;Não poderá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, de novo, uma manhã. Às sete, primeiramente.&lt;br /&gt;Caminho inocentemente um rumo velho&lt;br /&gt;Enjôo-me da nova rotina&lt;br /&gt;Quero ver sua mão, mas não posso&lt;br /&gt;Pena de mim que está de partida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante de um quadro-negro: escrevia-se um GAAP&lt;br /&gt;E enlaçou o próprio cabelo com um lenço verde&lt;br /&gt;A pergunta sai na ponta da língua:&lt;br /&gt;Para aonde vai, colega tão distante?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E te enxerguei do jeito que era, meu querido verme&lt;br /&gt;Um verme.&lt;br /&gt;E, como muitos, veio e foi&lt;br /&gt;Como se acabaria assim?&lt;br /&gt;Querido verme, amarei para sempre&lt;br /&gt;Mas o que já é parte de mim, pertence a todos que me rodeiam&lt;br /&gt;E vamos entregar presentes novamente aos meninos de rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos entregar os novos presentes aos velhos meninos de rua&lt;br /&gt;Sentaremos, de novo, em um banco de ônibus&lt;br /&gt;E vamos ver as crostas espalhadas pelo sul Alagoano&lt;br /&gt;Tendo uma prova de Vertebrados a fazer na segunda-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixei você usar óculos&lt;br /&gt;Pôs um novo par de lentes&lt;br /&gt;E a minha inocência de não te ver&lt;br /&gt;Deixou-me ultrapassado&lt;br /&gt;Eu bem que tentei&lt;br /&gt;Eu bem que cresci&lt;br /&gt;E não tirei a mesma barba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vendo-te, criança&lt;br /&gt;Sendo uma criança&lt;br /&gt;O que estoura no que é interno sem que perceba&lt;br /&gt;No que escapa dos olhos e pulsa numa nova conjuntivite&lt;br /&gt;E, coitado do meu esquerdo olho&lt;br /&gt;Que precisou suportar por tantos anos&lt;br /&gt;O que em uma tarde entendeu todo o sentido de existir&lt;br /&gt;Procurou-se ir embora,&lt;br /&gt;Como irão todos nos próximos minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentarei à sombra da Jurema&lt;br /&gt;E assistirei às tuas partidas&lt;br /&gt;Inclusive as despedidas&lt;br /&gt;Para ver no que vai dar.&lt;br /&gt;Ainda não deu tempo de expressar-me em cada objeto&lt;br /&gt;E fazê-los significantes em um minuto,&lt;br /&gt;O que em quatro não o fez.&lt;br /&gt;Mas, acho, que ainda não é motivo para o desespero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo até mais para todos os meus amigos imaginários&lt;br /&gt;Que em plena sorte ou fruto de alguma coisa que se diga significante&lt;br /&gt;Fez-me entrar pela velha porta dos fundos&lt;br /&gt;E sair, ainda não sei por onde.&lt;br /&gt;Os dias constatam por si&lt;br /&gt;Que a cada novo anoitecer,&lt;br /&gt;Os meus pés vão para lugares mais distantes e novos&lt;br /&gt;Não consigo voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os presentes ainda estão na casa&lt;br /&gt;Uma construção de quatro anos&lt;br /&gt;Outros ainda terão que fazer um resto de acabamento&lt;br /&gt;Mas, no menos tardar, estará pronta.&lt;br /&gt;O nosso único presente, o primeiro e último,&lt;br /&gt;O que ficará para sempre, quando quisermos entrar ou sair&lt;br /&gt;Quem sabe por qual porta? Daquelas infinitas...&lt;br /&gt;Mas a casa estará lá&lt;br /&gt;Seja a do Esquadrão de Biologia&lt;br /&gt;Do antigo estágio no Museu de História Natural,&lt;br /&gt;Ou mesmo “embaixo da caixa-d’água”&lt;br /&gt;Que seja um novo começo para cada um de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672561373046334223-3439988254996762117?l=reversocontrole.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reversocontrole.blogspot.com/feeds/3439988254996762117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672561373046334223&amp;postID=3439988254996762117' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/3439988254996762117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/3439988254996762117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reversocontrole.blogspot.com/2008/12/last-letter.html' title='Last Letter'/><author><name>Washington Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09294429969480028804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XDUKesdTQrQ/SVBkr5Xvg7I/AAAAAAAAAAM/Bv54MdMSjAQ/s72-c/13781563.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672561373046334223.post-1087215121193681695</id><published>2008-10-02T20:16:00.000-07:00</published><updated>2008-10-02T20:32:10.695-07:00</updated><title type='text'>Criança do Espelho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sessão 7: -O médico pediu para a garota levantar as trouxas arremessadas na cama&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-A criança levantou-se, mas parou no meio do caminho&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nenhum objetivo feito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-A garota olhou-se no espelho, como se fosse a última vez em que se enxergara criança&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Viu a imagem da criança sangrenta, do outro lado do mundo, doente e cega&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-O que se há de fazer? Perguntou o médico&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-A criança do espelho desatou a chorar a garota do mundo real&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lembrou-se dos momentos com o adorado pai. O pai o qual nunca traíra, mas que nunca lhe fora fiel&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lembrou-se dos amigos, doces como sempre, que desperdiçou no longo caminho que percorrera&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lembrou-se de todas as fugas: a dos namorados, dos pais, dos amigos, de si...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Lágrimas de sangue percorriam a face da criança&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-"Ajude-me doutor, não quero morrer agora"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-O médico continuou a observar o delírio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-A garota se ajoelha diante da criança e a reverencia&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Há rachaduras no espelho, novas são formadas, pedaços vão se formando constantemente&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-A garota teme a destruição da criança&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-A criança teme a auto-destruição induzida por um objeto externo desconhecido: o adulto&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-O espelho se quebra. A criança não existe mais. A garota está parada, perplexa, percebendo que, ao final da terapia, deixou todo o passado para trás.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-O médico sentou em sua cadeira e, orgulhoso com o resultado do tratamento, pergunta como a paciente está se sentindo&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-E a garota responde: "Como um robô. Não sinto absolutamente nada."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672561373046334223-1087215121193681695?l=reversocontrole.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reversocontrole.blogspot.com/feeds/1087215121193681695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672561373046334223&amp;postID=1087215121193681695' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/1087215121193681695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/1087215121193681695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reversocontrole.blogspot.com/2008/10/criana-do-espelho.html' title='Criança do Espelho'/><author><name>Washington Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09294429969480028804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672561373046334223.post-3488403949410018088</id><published>2008-09-14T23:57:00.000-07:00</published><updated>2008-09-14T23:57:00.250-07:00</updated><title type='text'>Ao Senhor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O Senhor é o meu pastor e nada me faltará / retira meu olho esquerdo, Senhor, que eu te mostrarei como se vê aos olhos dos mais calmos e atentos / retira o meu olho direito, Senhor, que tu me mostrarás a vingança e o descontrole.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Senhor está no meio de nós, disse o garoto, simplesmente por dizer / O Pai Celestial não ouviu / Todo Poderoso, mostrai-me o caminho certo / ainda não o ouviu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O garoto saiu de si, foi buscar água pura. Mas antes, retirou sua língua com uma tesoura de recorte e a colocou dentro do copo e bebeu junto com o sangue, e disse: Û^^uûÛÛÛÛÛÛáaáááá; e disse, enfim, para sua própria cabeça, pensando que o efeito seria menor, já que palavras não seriam pronunciadas: &lt;em&gt;É com esta bebida que purifico meu sangue, pelo que vês &lt;/em&gt;/ O Senhor nada viu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Resolveu sacrificar-se em nome deste Senhor, no qual tanto acreditava. Cortou os pulsos. Ficou esperando que o Mestre Supremo olhasse para a imensa atitude de fé do garoto. E o Mestre olhou, mas olhou com a face do Diabo (não que haja tanta diferença entre o Senhor e o Diabo, mas diretamente entre Deus, se assim posso chamá-lo de Lúcifer).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Diabo olha para este garoto. O garoto olha para si mesmo e se enxerga na face do Diabo. Logo, enganou-se, percebeu o egoísmo de sua crença por se separar das duas faces existentes dentro de si.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-O Pai toca na pele febril do garoto e acrescenta: &lt;em&gt;Perdôo os teus pecados, meu filho.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;-&lt;/em&gt;O filho responde: &lt;em&gt;Não há mais diferença.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672561373046334223-3488403949410018088?l=reversocontrole.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reversocontrole.blogspot.com/feeds/3488403949410018088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672561373046334223&amp;postID=3488403949410018088' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/3488403949410018088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/3488403949410018088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reversocontrole.blogspot.com/2008/09/ao-senhor.html' title='Ao Senhor'/><author><name>Washington Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09294429969480028804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672561373046334223.post-980729275414584770</id><published>2008-08-08T14:10:00.000-07:00</published><updated>2008-08-08T14:10:17.054-07:00</updated><title type='text'>T O menos C</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Sinceramente, estive pensando nos variados comportamentos humanos que se repetem diante dos modelos que imperam, um pouco talvez além da velha casca do ovo. Após os sinceros iniciais, julgo algo infeliz diante dos comportamentos humanos, já que presumo que são intimamente derivados de bases comuns. Não pretendo aqui dizer que as pessoas assumem comportamentos idênticos, mas que assumem bases estruturais de personalidade idênticos. Ao que acredito, estas bases estruturais ditam os tipos de comportamentos e relações afetivas que o indivíduo traçará até alterar a base estrutural. O que varia entre pessoas com a mesma base estrutural, acredito, são as organizações dos mecanismos de defesa. Defesas estas que irão estruturar o que conhecemos como traços de caráter."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tudo isso disse o coitado do Professor. Este não costumava fazer sala, mas atraía a atenção ou a ira dos alunos diante de assuntos dos quais poucos racionalizavam. Infelizmente, de novo, estávamos em uma sala da turma de Psicologia. O professor costuma repetir de forma mais clara e ninguém entende o que isso quer dizer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Alunos, a partir do momento em que eu vivenciei alguns significados dos simbolismos inconscientes, eu desisti de acreditar em um Deus. Nada disso escapa do óbvio."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aluno: "Ah, professor, não dá para misturar Deus com Psicanálise!"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O coitado Professor entra em ataque na sala e desmoraliza os alunos. Desmoraliza demais. Para mim, que estava assistindo toda a encenação de camarote em um canto muito bem sentado, perguntei-me se ainda poderia estar assistindo uma aula sobre a Psicanálise dos Traços de Caráter. E me perguntei muito tarde.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ainda pude notar as duas linhas de bases presentes, porque o coitado Professor, sim, é um coitado, já que não sobreviveu ao Édipo, caso possa assim notar sabendo de um pequeno histórico dos alunos "Ele sempre foi assim" "Sempre querendo ser o mandão e o professor papai!" Coitado, espero que jamais perca a razão de sua ilusão, assim não poderá descompensar. Aos alunos, só estavam ali com aquela coitada figura para desafiar figurinhas paternas bonitinhas, criando circos, fazendo casos e, claro, debatendo com um coitado as razões implícitas do Universo Inconsciente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A pena é que o Universo Inconsciente é um teatrinho infantil que pode despersonalizar a realidade dos objetos ou fornecê-los uma vida temporária ou infinita, diante dos nossos olhos que fingem enxergar o que querem ver. Para os senhores gênios e dotados de uma interminável inteligência garantida dos livros que jamais são deixados de lado, ofereço-lhes o meu coração blindado para que possam dele muito bem cuidar. A minha curiosidade obssessiva em partir para um estudo prático em salas de aula em que os alunos encenam estudar Psicanálise, procurando algo que ainda nem sonham ter idéia, e os docentes que, certamente, histéricos, mostram aquilo que não são para esconder o trauma que espreita por trás das portas entre-abertas, parece que foi morta por alguém.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Talvez amanhã, quem sabe, eu dê uma banhada em minha barriga por uma queda nas águas de algum mar. Espero que, depois, eu não enxergue o que existe por detrás das fixações sádico-anais, costumeiramente, as obssessivas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672561373046334223-980729275414584770?l=reversocontrole.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reversocontrole.blogspot.com/feeds/980729275414584770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672561373046334223&amp;postID=980729275414584770' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/980729275414584770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/980729275414584770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reversocontrole.blogspot.com/2008/08/t-o-menos-c.html' title='T O menos C'/><author><name>Washington Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09294429969480028804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672561373046334223.post-9130201567742766769</id><published>2008-07-07T05:12:00.001-07:00</published><updated>2008-07-07T05:27:10.881-07:00</updated><title type='text'>Radiografia Epistemológica</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Às vezes eu paro e fico pensando comigo mesmo:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Mas que coisa chata pensar!"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É a única coisa que consigo fazer. Eu poderia fazer parte da roda novamente, mas eu teria que deixar para trás muitas defesas que tenho quando estou tentando me divertir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essa doce contradição tem a ver com o meu mecanismo do "não receber". É mais fácil fingir alguma coisa do que receber e morrer?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sinto parecer que não há mais vida após o recebimento do que eu quero; mesmo assim, estou ficando cada vez mais esgotado comigo mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No passado, não sei se tenho tanta certeza, tentei (e até consegui) construir uma imagem em torno de um ideal de personalidade; aquela em que todos pudessem admirar e tomar como exemplo. Bonitinho, não? Mas para mim era tão real, que não sei se foi uma boa idéia descobrir que a personalidade ideal que construí era narcisicamente ilusória. Aparentemente, é muito simples; mas acho que investi demais no passado para que agora eu recuperasse a minha fragilidade, a qual deixei fixada em uma fase oro-anal da minha infância. Gastei boa parte da minha energia adolescente em algo que não era real. Hoje, agora, olho para os frutos resultantes: Curso de Ciências Biológicas, uma banda de alguma coisa, relações familiares, amigáveis, trabalho; e penso em tudo isso como uma grande farsa do que eu não sou, do que não construí. Logo, não espero nada do meu futuro, já que não construí a minha solidez nas relações objetais; sinto o meu passado como uma não vivência, por isso (acredito) que o meu presente amarga um histórico histérico e um futuro inadaptavelmente neurótico (grande vício pleonástico!).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já tentei conviver mais com os meus amigos, mas acreditem, eles me ferem mais com gestos e palavras e eu com piadas fora de horário, do que quando estou sozinho. Não é que eu me tranque em casa, mas hoje em dia vou para os eventos culturais da cidade por minha própria conta. Já não sei se isso é uma boa idéia; estou ficando cada vez mais hipertenso; meu rosto parece que vai explodir, e eu também não sei o que fazer com isso; já não sei o que fazer com nada, por isso escrevo como último recurso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672561373046334223-9130201567742766769?l=reversocontrole.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reversocontrole.blogspot.com/feeds/9130201567742766769/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672561373046334223&amp;postID=9130201567742766769' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/9130201567742766769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/9130201567742766769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reversocontrole.blogspot.com/2008/07/radiografia-epistemolgica.html' title='Radiografia Epistemológica'/><author><name>Washington Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09294429969480028804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672561373046334223.post-4054396237535093488</id><published>2008-05-24T00:25:00.000-07:00</published><updated>2008-05-24T00:25:01.068-07:00</updated><title type='text'>O Nome do Eu Não Sou</title><content type='html'>Garoto! Você precisa entrar em casa&lt;br /&gt;Já passou das onze e meia.&lt;br /&gt;Washington! Já é hora!&lt;br /&gt;Mamãe, não quero voltar para casa!&lt;br /&gt;É necessário!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é Washington?&lt;br /&gt;É seu pai!&lt;br /&gt;Quem sou eu?&lt;br /&gt;Você é o Washington!&lt;br /&gt;Mamãe, eu sou meu pai?&lt;br /&gt; ...eu bem que queria que fosse.&lt;br /&gt;Quem é Caba, mamãe?&lt;br /&gt; ...eu bem que queria ser...&lt;br /&gt;Ah, filho da puta!&lt;br /&gt;Quem, eu?&lt;br /&gt;Não, mamãe, para esse tal de Caba aí.&lt;br /&gt;Quem é Caba, filho?&lt;br /&gt;Sou eu!&lt;br /&gt;Não, você é Washington!&lt;br /&gt;Hã?!! ...filho da puta!&lt;br /&gt;Quem, eu?&lt;br /&gt;Não, eu mesmo. Não importa se sou o Caba de fora ou Washington de dentro. Tudo cabe na mesma moeda, restando no mesmo palavreado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672561373046334223-4054396237535093488?l=reversocontrole.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reversocontrole.blogspot.com/feeds/4054396237535093488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672561373046334223&amp;postID=4054396237535093488' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/4054396237535093488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/4054396237535093488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reversocontrole.blogspot.com/2008/05/o-nome-do-eu-no-sou.html' title='O Nome do Eu Não Sou'/><author><name>Washington Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09294429969480028804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672561373046334223.post-5936680429356839487</id><published>2008-05-08T09:19:00.000-07:00</published><updated>2008-05-08T09:19:01.181-07:00</updated><title type='text'>Insight</title><content type='html'>Olhou diretamente para o horizonte à sua frente;&lt;br /&gt;Resolveu alienar-se.&lt;br /&gt;Aprendeu, na última hora, que não se pode esperar do futuro;&lt;br /&gt;Perdeu a esperança.&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;Percebeu o passado próximo&lt;br /&gt;Não esperou nada do futuro;&lt;br /&gt;Destruiu-se.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672561373046334223-5936680429356839487?l=reversocontrole.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reversocontrole.blogspot.com/feeds/5936680429356839487/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672561373046334223&amp;postID=5936680429356839487' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/5936680429356839487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/5936680429356839487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reversocontrole.blogspot.com/2008/05/insight.html' title='Insight'/><author><name>Washington Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09294429969480028804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672561373046334223.post-7542451245922646359</id><published>2008-04-29T14:50:00.000-07:00</published><updated>2008-04-29T10:52:34.482-07:00</updated><title type='text'>A Teoria dos Ciclos Repetitivos II</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tomo um copo de água&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O fundo se alimenta de um novo ser&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Relativo, chocante, é sempre a mesma coisa&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pensando, a relativa chance de viver.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Diante das últimas sonoridades, deixo o novo passar pela porta vazia&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Relacionando as notas e vexames passados&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Derivados de uma obscura escrita&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Encontro-me num sul, na ponta de um novo ser sentado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O momento crucial&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aquele que se enovela em várias possibilidades&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deixando marcas num chão sensorial&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Precipitando o fim da minha insanidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vejo chão, mar, tesouro, tudo&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para onde foi todo o mundo?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um pé que sustenta uma boca vazia&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A dor do presente cansa a vida escrita.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A dor do presente cansa o sentido&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A mudança gerou o medo do seu olhar&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para onde foi, agora, a sentença do nosso mito?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Faltou coragem para saber quando voltar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O contrário absoluto da sentença de pensar&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É escolher a pólvora que vai abrir dentro do seu corpo&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como um torpor a findar o que restou antes de lembrar&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que seria, antes, um simples grito de socorro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Está na hora de olhar ao redor e enxergar as repetições&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na hora de olhar no outro e sentir-se dentro dele&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O simples sinal angustiado, das mesmas canções&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que ouvistes na infância, diante da inacessível sede.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"A garota reverenciou o passado e a mãe interveio&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A mulher abraçou o marido&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cobriu o pé da filha e foi dormir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A criança reverenciou a mãe e o passado interveio&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O marido abraçou a mulher&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cobriu o seu próprio pé e pulou do vigésimo andar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Salvou a família,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas, reverenciou o passado e o cérebro interveio&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Reverenciou a mãe e o futuro não existiu mais."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enxergar todo o dia dentro de seus olhos baixos&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De sua cabeça pequena e cabelos claros&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cantar a mesma ilusão dentro de um copo seco&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Onde eu parei, sentado, a enxergar o fio de seu cabelo&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É a mesma coisa que...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;mesma coisa que...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os pontos costumam soletrar tudo o que corrijo esconder&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Diante da omissão presente nas emoções&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Diante da última possibilidade em que se escolhe perder&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No copo seco, vazio de conteúdo, mas cansado dos sermões&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que, no fundo, se alimentou de um novo ser&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pensando na doce ilusão de sobreviver.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O último ponto&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É o ponto que recomeça.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O fim é o fim;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O ponto é o ponto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acabou!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672561373046334223-7542451245922646359?l=reversocontrole.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reversocontrole.blogspot.com/feeds/7542451245922646359/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672561373046334223&amp;postID=7542451245922646359' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/7542451245922646359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/7542451245922646359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reversocontrole.blogspot.com/2008/04/teoria-dos-ciclos-repetitivos-ii.html' title='A Teoria dos Ciclos Repetitivos II'/><author><name>Washington Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09294429969480028804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672561373046334223.post-2693930695476374603</id><published>2008-04-20T00:29:00.000-07:00</published><updated>2008-04-19T20:46:19.953-07:00</updated><title type='text'>A Dislexia do Ser e a Propulsão ao Nada: A Teoria dos Ciclos Repetitivos I</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Hoje é sábado. Talvez uma nova noite para começar uma conversa antiga. Aparentemente, a mesma conversa. Só, aparentemente. Sentados em um banco de praça, cogitamos sobre as repetições de casos específicos em determinados momentos da vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O nome dele seria Flávio, caso conseguisse subir na vida como o pai. Flávio alguma coisa com Júnior no fim. Seria um rapaz simpático, pena que recebeu um novo nome, Sílvio. Havia uma dificuldade dentro de si. Este saberia lidar facilmente caso as meninas do colégio aceitassem a nova opção que lhe vinha à mente. Qual a opção? Não sei, seria a melhor resposta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"A dificuldade de entender-se está cada vez mais próspera,&lt;br /&gt;Mas continuo a desistir disso.&lt;br /&gt;Sempre tenho sentido para me resgatar&lt;br /&gt;Mas vem você sempre a me lembrar que não posso controlar os meus sentidos. Logo, o resgate é teatral.&lt;br /&gt;O mundo real plasma em uma imaginação ilusória e cria, consigo mesmo, uma realidade distorcida, abrupta e lógica. Além de tudo, lógica. Às vezes, torna-se difícil entender como a ordem de propriedades aparecem e desaparecem, como alguns eventos aparecem, somem e repetem outra vez.&lt;br /&gt;Para quem eu estou escrevendo mesmo?&lt;br /&gt;Para mim não é.&lt;br /&gt;Para quem?&lt;br /&gt;Ah, melhor é dormir. Procurar respostas para tudo cansa."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma decisão estava posta na mesa da praça. Eu deveria escolher o caminho a seguir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Flávio conheceu Sílvia numa festa esquecida na memória de todos. A memória criou a escassez de um evento particular, uma separação, a minha separação. Logo após ambos Flávio e sua nova amiga se entreolharem, chegou a hora de subir à mesa. Todas as pessoas da festa olharam para mim. Subi à mesa com um copo de vinho na mão esquerda e com um microfone na mão direita. Fiz um discurso de algum tempo pequeno para mim e imenso para quem ouvia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Qual a validade de se estar aqui? Se existe validade, mesmo que seja penetrante, não há lógica.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Qual a lógica de se ter um par de olhos ou de se beber vinho polonês?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Meu amigo Darwin estava certo."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Risada em conjunto. Senti-me um idiota num instante, parecido numa época de colégio onde a idiotice era um meio interessante de se "manter" em algum grupinho de garotos idiotas. Logo, tive que rebater em todos os grupinhos idiotas da infância, como se a escolha fosse algo que não se pudesse escolher.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Vocês são todos uns idiotas"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As risadas cessaram. O mundo de baixo, as pessoas, a platéia parou. Os olhares se tornaram fixos em um único ponto, para ser mais preciso, em meu par de olhos castanhos escuros. Assim eu senti o reverso controle da minha raiva. O que eu quero dizer é que minha raiva não vazou sozinha na frase anterior. De forma conjunta, também saiu o medo. O famoso medo de não ser aceito pelo grupinho idiota, olhares de reprovação e o fim da celebração "caia fora!".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ficou sim mais difícil de entender. Tentei desviar o olhar de todo o mundo abaixo da mesa e olhei para os fundos. Meus olhares procuraram a fuga, mas, além disso, encontraram um retorno. Flávio e Sílvia estavam em um avançado namoro, às escondidas, encontrando caminhos obscuros para reencontrar suas bocas, enquanto meus olhos fixaram nesta imagem estranha tentando procurar a fuga.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Iniciei uma crise de choro interminável. Esta era nova, novíssima e incontrolável por ser nova e indecifrável. A imagem da cena tornou-se hilária, já que milhares de opostos haviam convergido para um único ponto: pessoas olhando para um choro desbravado, de modo que os olhares foram mais raivosos do que transtornados. A mesa se entortou e veio ao chão, junto com o meu corpo acima da vidraria da cozinha. Tudo quebrado de novo. Todos vieram me ajudar. Levantaram-me e avistara um rosto cortado, soberbado, infeliz. No meio da multidão suada e de mãos em meu rosto, afinal, todos eram meus colegas de ensino médio, avistei para minha fuga. Realmente, uma fuga estonteante que continuava a se encontrar em um par de bocas e que me fazia sentir inveja e raiva.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Filhos-da-puta"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Afastei muitos da minha frente. Muitos a me perguntar se eu tivera bebido demais ou se eu passei da conta. Nada profundo, ninguém entendia, mesmo eu cansando a dizer que as coisas jamais fossem unilaterais, todos continuavam a interpretar o mundo desse jeito. Os únicos que não se afetaram com a minha afirmativa de ódio, continuavam a se beijar. Eu não poderia fazer nada, então, resolvi correr o mais rápido que pude. Agora, minha fuga estava no além da porta de entrada da casa. Pus o pé direito além do esquerdo e iniciei um bravo impulso no lado direito do meu tornozelo esquerdo. No terceiro pé, no meio da trajetória para a fuga, tropecei em mim mesmo e realizei uma queda diretamente ao chão. Olhei para cima, tentavam me levantar de novo, e percebi que a fuga havia passado por mim fazia tempo, antes mesmo de tentar resgatá-la nos novos namorados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu, realmente, deveria ser aceito por mim mesmo. Jamais deveria ter fingido na infância. A manhã seguinte à festa está prestes a acontecer e eu estou ainda sentado, sujo e fedorento, na esquina da minha rua, temendo entrar em casa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672561373046334223-2693930695476374603?l=reversocontrole.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reversocontrole.blogspot.com/feeds/2693930695476374603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672561373046334223&amp;postID=2693930695476374603' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/2693930695476374603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/2693930695476374603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reversocontrole.blogspot.com/2008/04/dislexia-do-ser-e-propulso-ao-nada.html' title='A Dislexia do Ser e a Propulsão ao Nada: A Teoria dos Ciclos Repetitivos I'/><author><name>Washington Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09294429969480028804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672561373046334223.post-7567366974043839613</id><published>2008-04-13T21:33:00.000-07:00</published><updated>2008-04-13T18:02:02.456-07:00</updated><title type='text'>Um chão, uma terra, outra lesma</title><content type='html'>Olá&lt;br /&gt;Um outro meio, antes do tempo se tormar caçula&lt;br /&gt;Esqueceu de colocar as véstis&lt;br /&gt;Agora ouve uma música feliz&lt;br /&gt;Senta no sofá e vê as partículas de poeira soar&lt;br /&gt;Voar&lt;br /&gt;Cantar e ser feliz.&lt;br /&gt;Amou pela penúltima vez os raios penetrarem pela janela&lt;br /&gt;Já, enjôou o sentido do feto&lt;br /&gt;Que vira a garrafa e desvira o lençol.&lt;br /&gt;O que ela está tentando fazer?&lt;br /&gt;De novo:&lt;br /&gt;Correr para arrumar a cama&lt;br /&gt;Surrar os pratos&lt;br /&gt;E dizer que você é um imbecil&lt;br /&gt;"Ora cebola, seu imundo!"&lt;br /&gt;Feto maldito&lt;br /&gt;FETO MALDITO.&lt;br /&gt;O que fará agora, música inútil?&lt;br /&gt;Há o que fazer, há o que tentar&lt;br /&gt;Feto Inútil?&lt;br /&gt;As perguntas tornam-se parênteses&lt;br /&gt;E o brilho do sol na janela da infância faz correr os últimos pratos do arroz queimado no forno&lt;br /&gt;O fogão é a última coisa que quer lembrar.&lt;br /&gt;Os meninos correm no colégio&lt;br /&gt;E o que se há de fazer&lt;br /&gt;FETO MALDITO?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo da enseada, vê as sombras do esqueleto&lt;br /&gt;Um novo sentido para a proposição da lua&lt;br /&gt;Há para onde correr&lt;br /&gt;A corrida é semi-nua, pegadas de ventos sentineláticos&lt;br /&gt;O sentido é a última ferramenta usada para matar o retrógrado.&lt;br /&gt;Ah&lt;br /&gt;Serro os dentes, preparo o pé, coloco uma bota&lt;br /&gt;Às vezes levo um escudo feminino à frente&lt;br /&gt;Outras vezes, encontro um bilhete voando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estou só, viajo pelas margaridas intrometidas na vida de quem quer solar&lt;br /&gt;Num momento significativo, o que se há, o que se quer&lt;br /&gt;Fazer o caminho novo que vem à mente&lt;br /&gt;Um registro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, no meio de uma nuvem e outra&lt;br /&gt;Encontrei uma bíblia voativa em cima de um cágado voador&lt;br /&gt;E o que encontrei lá?&lt;br /&gt;O que vi?&lt;br /&gt;Jesus na capa, num marca-texto inofensivo&lt;br /&gt;Dentes espaçosos, de um jacaré, postam-se na primeira página&lt;br /&gt;O que faço é desafiar e ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folhas espaçosas e um céu esmagador&lt;br /&gt;Brilham em uma estrela suada de sua própria sede&lt;br /&gt;Voar é difícil&lt;br /&gt;Asas de um queixo inabalado&lt;br /&gt;Paro num céu novo&lt;br /&gt;Esquisito&lt;br /&gt;As ordens&lt;br /&gt;Preciso das ordens&lt;br /&gt;Interpretar o que você diz, minha amiga&lt;br /&gt;Preciso achar a sua solução&lt;br /&gt;O sol não tem sido proporcional ao sabor da vitória&lt;br /&gt;Esta não é certa&lt;br /&gt;Não tem um certo, nem meio para que se chegue&lt;br /&gt;Teremos que sentar num banco e conversar novamente&lt;br /&gt;Só mais uma vez&lt;br /&gt;Um novo reflexo&lt;br /&gt;Eu preciso para refletir&lt;br /&gt;Mix it Up!&lt;br /&gt;Deixo de sair da minha posição de pai, filho e irmão&lt;br /&gt;Tanto não te deves&lt;br /&gt;Devo?&lt;br /&gt;Para quê refletir&lt;br /&gt;Se são os pulsos que nos levam aonde quisermos chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tarde de Sábado&lt;br /&gt;Uma nova espécie capturada para um trabalho&lt;br /&gt;Sentido?&lt;br /&gt;O sol faz reflexo em meu olho enquanto arrumo a poda&lt;br /&gt;Sentido!&lt;br /&gt;Penso, ontem, no hoje e vejo-me no chão&lt;br /&gt;Chove&lt;br /&gt;Faz tempo que não sinto o sabor da chuva em campo na minha doce cara&lt;br /&gt;O doce rosto enfeitado de uma barba&lt;br /&gt;Chove&lt;br /&gt;Nuvens vêm ao encontro do que não é&lt;br /&gt;Logo, corre para encontrar uma brecha&lt;br /&gt;O nosso amigo dos raios&lt;br /&gt;Curva entre as lamedas vermiformes do meu intestino&lt;br /&gt;E apronta o terreno para defecar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E qual o motivo para me remeter a tanto?&lt;br /&gt;O espelho meu dado ao seu rosto&lt;br /&gt;Fez um retiro de mãos e vidros para todo o pátio&lt;br /&gt;O banheiro está manchado de sangue&lt;br /&gt;O que você fez?&lt;br /&gt;Tantas perguntas&lt;br /&gt;Para nada&lt;br /&gt;Para que servem, senão para complicar&lt;br /&gt;Rodear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Música feliz,&lt;br /&gt;Ouço de novo&lt;br /&gt;E ainda pensam que sou o ser que não dorme&lt;br /&gt;Sou o único que não me afasto&lt;br /&gt;Dentro de um açude&lt;br /&gt;Acorrentado,&lt;br /&gt;Com um sorriso de urubu&lt;br /&gt;Branco&lt;br /&gt;Seco, ruído, rosa&lt;br /&gt;Sou o único que não me afasto.&lt;br /&gt;Estou a mil léguas da sua visão.&lt;br /&gt;Pode ser tudo, todos&lt;br /&gt;Como também não deve ser nada, ninguém.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672561373046334223-7567366974043839613?l=reversocontrole.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reversocontrole.blogspot.com/feeds/7567366974043839613/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672561373046334223&amp;postID=7567366974043839613' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/7567366974043839613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/7567366974043839613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reversocontrole.blogspot.com/2008/04/um-cho-uma-terra-outra-lesma.html' title='Um chão, uma terra, outra lesma'/><author><name>Washington Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09294429969480028804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672561373046334223.post-3563056264413791863</id><published>2008-04-07T23:02:00.000-07:00</published><updated>2008-04-07T19:03:21.888-07:00</updated><title type='text'>O Medo</title><content type='html'>Eu tenho medo&lt;br /&gt;Do próximo passo&lt;br /&gt;Do próximo grito, piso, riso, abraço...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pensei que chegaria a este nível&lt;br /&gt;Pensei que iria conseguir ultrapassar a porta sem perder alguma coisa&lt;br /&gt;Agora eu penso em perder&lt;br /&gt;Não tenho escolha&lt;br /&gt;E temo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez eu pare&lt;br /&gt;De escrever músicas, letras&lt;br /&gt;De encantar o que penso que encanto;&lt;br /&gt;Talvez eu pare de controlar&lt;br /&gt;O que eu não posso controlar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica tão claro e óbvio&lt;br /&gt;Já sei as feridas que terei de cicatrizar;&lt;br /&gt;Entendo que não posso mais colocar o meu primeiro passo em você,&lt;br /&gt;meu caro amigo,&lt;br /&gt;Entendo que não posso mais fingir que não prefiro chorar na hora certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grito é tão interno&lt;br /&gt;Tão eterno!&lt;br /&gt;Aparece em abcessos e vai embora&lt;br /&gt;São momentos&lt;br /&gt;Internos e eternos.&lt;br /&gt;O que acontecerá quando isso passar?&lt;br /&gt;Espero que não passe nunca&lt;br /&gt;Em quem vou depositar o meu primeiro passo?&lt;br /&gt;Não tenho ninguém fora "eu mesmo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem a minha escrita me deixa fugir&lt;br /&gt;Por isso não tenho escolha&lt;br /&gt;Não temo perder ou esquecer o que está aqui&lt;br /&gt;Temo em esmagar o passado construído&lt;br /&gt;Posso me perder no próximo passo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, que se perca!&lt;br /&gt;Logo, já canso!&lt;br /&gt;O cansaço reina enquanto eu escrevo isso&lt;br /&gt;E tenho que parar&lt;br /&gt;Esquecer&lt;br /&gt;Preservar as últimas lembranças do passado&lt;br /&gt;Que logo, sumirão;&lt;br /&gt;O monstro poderá emergir&lt;br /&gt;E eu poderei chorar nos braços cansados da mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672561373046334223-3563056264413791863?l=reversocontrole.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reversocontrole.blogspot.com/feeds/3563056264413791863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672561373046334223&amp;postID=3563056264413791863' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/3563056264413791863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/3563056264413791863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reversocontrole.blogspot.com/2008/04/o-medo.html' title='O Medo'/><author><name>Washington Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09294429969480028804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672561373046334223.post-1268788426736357499</id><published>2008-04-04T18:22:00.000-07:00</published><updated>2008-04-04T18:24:20.482-07:00</updated><title type='text'>Corrida ao Encontro do que Não Sou, ou, que Jamais Eu Seria</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O olho da água cicatriza em minha mão&lt;br /&gt;De acordo com as sobreposições da carne&lt;br /&gt;O sono me remete ao que eu desconheço&lt;br /&gt;Eu não consigo tentar e ser tentado&lt;br /&gt;As palavras são como bombas&lt;br /&gt;Eu só queria evidenciar o que eu estou sentindo agora&lt;br /&gt;Agora é demais&lt;br /&gt;Vejam-lhes as terríveis cenas impostas neste mundo virtual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era o começo&lt;br /&gt;Disse para todo o mundo&lt;br /&gt;E eu falei&lt;br /&gt;Que a guerra traria paz&lt;br /&gt;Ninguém pensou em sobreviver&lt;br /&gt;Somente eu e minha criança&lt;br /&gt;Resgatada de todos os perigos&lt;br /&gt;Menos essa&lt;br /&gt;Da terrível ponta da ilusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peço que a platéia seja mais compreensível&lt;br /&gt;A apresentação iniciou o fim agora&lt;br /&gt;Deve-se ter mais atenção para os detalhes&lt;br /&gt;Invencíveis, são mesmo&lt;br /&gt;Deve-se ter mais atenção a tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminho ao campo e esbarro em uma árvore&lt;br /&gt;Soco o meu rosto num solo trêmulo&lt;br /&gt;E enxergo o sol em meu rosto a fazer um negrume cruel&lt;br /&gt;E cruel será, pois não sei caminhar nas folhas&lt;br /&gt;Verdes, novas, velhas, caídas, rebentudas, fedidas&lt;br /&gt;Folhas&lt;br /&gt;Não importa&lt;br /&gt;Todos fazem o que deviam fazer em seu tempo&lt;br /&gt;Mas, o tempo é invertido para todos também&lt;br /&gt;E o mundo poderá nascer torto amanhã&lt;br /&gt;Enquanto hoje só está “normal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corri na manhã de domingo&lt;br /&gt;Pensando somente em você&lt;br /&gt;Pensei muito, mais do que a luz poderia acompanhar&lt;br /&gt;Os meus passos&lt;br /&gt;Trombam num galho perdido, jogado&lt;br /&gt;E caio&lt;br /&gt;Jogo tudo no chão.&lt;br /&gt;Lagartos vêem a minha ira.&lt;br /&gt;Coitado do galho.&lt;br /&gt;Ainda me acostumo com as questões básicas das transferências&lt;br /&gt;Mas, ainda assim, encontro meios de decepar toda a galha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tive uma infância feliz&lt;br /&gt;Mas agora, eu preciso de você&lt;br /&gt;Parece muito simpático&lt;br /&gt;Mas não é&lt;br /&gt;Nunca será.&lt;br /&gt;A minha interpretação só enxerga o que se quer&lt;br /&gt;O que se quer eu não quero&lt;br /&gt;É estranho&lt;br /&gt;É novo.&lt;br /&gt;Não é uma mudança, ainda&lt;br /&gt;Mas uma porta fechada para o reconhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Uma rua de um quilômetro&lt;br /&gt;Uma escola no meio, em frente a uma lojinha&lt;br /&gt;Mamãe está longe, está distante&lt;br /&gt;Nunca mais irei vê-la como vejo agora&lt;br /&gt;Com minha lixeirinha e minha pequena bolsa azul&lt;br /&gt;Estampo o meu caderno e enxugo as minhas próprias lágrimas sozinho&lt;br /&gt;Eu prefiro ser o que eu não quero&lt;br /&gt;Para poder prosseguir e chegar até o meio da rua&lt;br /&gt;À escola&lt;br /&gt;O destino&lt;br /&gt;Em todos os quatorze anos, deixo tudo pela metade&lt;br /&gt;Percorro tudo pelo meio&lt;br /&gt;Entendendo que estou só&lt;br /&gt;Deixei-me em algum lugar e cheguei até a escola.&lt;br /&gt;Lá eu amei&lt;br /&gt;Amei os alfarrábios, as garotas de olhos claros, amei plantar feijão, amei jogar pingue-pongue, além dos futebóis-de-tampinha, levei chuva, corri de pega-pega, odiei, apresentei Chaves no papel de Kiko.&lt;br /&gt;As milhares de coisas não listadas&lt;br /&gt;As milhares de vidas vividas&lt;br /&gt;Foram esquecidas&lt;br /&gt;Pensas que estais só?&lt;br /&gt;Resgatar o passado&lt;br /&gt;Liberar, junto com as palavras, o choro no meio da rua&lt;br /&gt;Voltar de onde estava e dar um abraço sufocante na mãe&lt;br /&gt;Dizendo que não quer ir&lt;br /&gt;Eu não quero ir&lt;br /&gt;Eu não quis ir&lt;br /&gt;Mas vou&lt;br /&gt;Irei&lt;br /&gt;Fui&lt;br /&gt;Lá.&lt;br /&gt;Dar um abraço sufocante e soltar o choro suprimido pelo tempo&lt;br /&gt;O choro a ser chorado aos seis anos de idade&lt;br /&gt;Três anos de repressão&lt;br /&gt;Dezesseis anos de supressão&lt;br /&gt;Não significa o fim&lt;br /&gt;Olhe para os olhos maternos&lt;br /&gt;E chore&lt;br /&gt;Chore&lt;br /&gt;Chore&lt;br /&gt;Até não sobrar nada&lt;br /&gt;Nem lágrimas&lt;br /&gt;E quando estas forem&lt;br /&gt;Gaste o último fôlego&lt;br /&gt;Não importa se vais até o hospital&lt;br /&gt;Até a enfermaria, fazer exames que você tanto detesta;&lt;br /&gt;Mas, paga-se por algo, resgatando a vida perdida&lt;br /&gt;Paga-se com outra vida.&lt;br /&gt;Outra vida tem que morrer.&lt;br /&gt;Depois disso a mãe será a base&lt;br /&gt;O resto será construção sua&lt;br /&gt;Minha&lt;br /&gt;Dos amigos&lt;br /&gt;Dos amores&lt;br /&gt;E das milhares vidas vividas.&lt;br /&gt;Você não precisa fingir mais&lt;br /&gt;Agora você tem sua criança de volta&lt;br /&gt;A mesma de sempre&lt;br /&gt;Jamais será sua inimiga.&lt;br /&gt;Mas, por favor, volte&lt;br /&gt;Volte até aquela rua&lt;br /&gt;Pare no meio dela&lt;br /&gt;Não vá à escola, isso não dá em nada agora&lt;br /&gt;Não importa&lt;br /&gt;Somente pare!&lt;br /&gt;E dê um tchau para ela&lt;br /&gt;Diga adeus&lt;br /&gt;E que você vai estar sempre ali&lt;br /&gt;Não no meio da rua&lt;br /&gt;Mas no meio do coração das coisas&lt;/em&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero levar você comigo&lt;br /&gt;Até onde as coisas levarem o que eu fui&lt;br /&gt;Você mesmo, de olhos claros&lt;br /&gt;Ou mesma, não importa.&lt;br /&gt;Tenho um forte sentimento por objetos vermelhos&lt;br /&gt;Seu vestido vermelho me encanta.&lt;br /&gt;Não me restam dúvidas&lt;br /&gt;Vou me levar com você&lt;br /&gt;Vou levar você comigo&lt;br /&gt;Vamos juntos entrar na porta do colégio&lt;br /&gt;Dirigir todas as crianças&lt;br /&gt;Para, no final, mostrar para nossos antepassados&lt;br /&gt;Que ainda somos um retrato fiel de seus ideais&lt;br /&gt;Não uma cópia&lt;br /&gt;Mas, um sobressalto num futuro&lt;br /&gt;Ou num sonho, quem sabe&lt;br /&gt;Numa tarde de verão, onde dois tataravôs imaginam os seus bisnetos crescendo e vivendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos filhos nascem, garota de vestido vermelho&lt;br /&gt;E o que vai ser já passou&lt;br /&gt;Há muitos anos&lt;br /&gt;Quando tomamos a decisão de sairmos juntos para o cinema&lt;br /&gt;Nada vai dar errado&lt;br /&gt;Afinal, o que poderia dar?&lt;br /&gt;O caminho é este e aquele, e aquele outro e mais um...&lt;br /&gt;Nada pode dar errado&lt;br /&gt;Porque a tudo se vive ao mesmo tempo&lt;br /&gt;E, ao erro, nestas questões, sempre se induz&lt;br /&gt;Pois, aqui já não há tempo que se defina&lt;br /&gt;Meu tataravô está ao meu lado&lt;br /&gt;Meu pai&lt;br /&gt;Tios&lt;br /&gt;Amigos&lt;br /&gt;Escola&lt;br /&gt;Professoras&lt;br /&gt;Mães&lt;br /&gt;Filhos&lt;br /&gt;Netos&lt;br /&gt;Bisnetos&lt;br /&gt;Tataranetos&lt;br /&gt;Nada morre&lt;br /&gt;Nada nasce&lt;br /&gt;Quando não há tempo&lt;br /&gt;As coisas são estados&lt;br /&gt;Não definidos&lt;br /&gt;Mas completamente vividos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Mas, por favor, volte&lt;br /&gt;Saia deste laboratório de quatro paredes&lt;br /&gt;Um microscópio não trará uma vida perdida&lt;br /&gt;Jamais, de volta&lt;br /&gt;Saia&lt;br /&gt;Veja a chuva do lado de fora&lt;br /&gt;Sinta-a&lt;br /&gt;Verá um pingo d’água perfurar o seu dedo&lt;/em&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto! Agora não há como fugir.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672561373046334223-1268788426736357499?l=reversocontrole.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reversocontrole.blogspot.com/feeds/1268788426736357499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672561373046334223&amp;postID=1268788426736357499' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/1268788426736357499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/1268788426736357499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reversocontrole.blogspot.com/2008/04/corrida-ao-encontro-do-que-no-sou-ou.html' title='Corrida ao Encontro do que Não Sou, ou, que Jamais Eu Seria'/><author><name>Washington Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09294429969480028804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672561373046334223.post-4949767905848616464</id><published>2008-03-31T19:16:00.000-07:00</published><updated>2008-03-31T15:17:58.750-07:00</updated><title type='text'>Desespedida</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Esta é a hora certa. Talvez, já fosse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, diante de uma janela, vejo as malas esperando o próximo carro, no térreo. Falta pouco. Na verdade, muito pouco. No sol permanece o anúncio do último dia, que se vai. Seus últimos raios entram pelo ruído do meu olho esquerdo. Sinto um desconforto estonteante dentro do meu armário, talvez porque deixei tanta gente entrar lá nos últimos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo você chegar dentro do meu quarto e me retiro da janela. Eis que sempre vem uma pessoa para atrapalhar. Esta é mais delicada: tem a minha mesma idade, desde a infância temos uma relação atrapalhada e confusa. Agora não seria diferente:&lt;br /&gt;-Não agüentei ficar em meu quarto com a boca fechada.&lt;br /&gt;-E o que foi agora? Pensei que estivesse com os outros no térreo, a dar-me as despedidas.&lt;br /&gt;-Quer que eu aceite tudo isso como fumar um cigarro? Acredito que não!&lt;br /&gt;-E eu acredito que você deveria aceitar essa boa oferta.&lt;br /&gt;-Deixe de ser miúdo. Sabe que estou falando sério.&lt;br /&gt;-O que realmente lhe trás aqui? Vamos falar, então, seriamente.&lt;br /&gt;-Como é que você governa a sua vida com tanto egoísmo? Você sabe que todos nós estamos sofrendo com este seu chá de sumiço para o todo e sempre.&lt;br /&gt;-Nós quem?&lt;br /&gt;-Está bem. Se é assim que você quer também! Como você joga todo um namoro ao lixo e, em menos de um mês, resolve ir embora?&lt;br /&gt;-Porque esta vida aqui eu não quero mais.&lt;br /&gt;A garota enrubesceu muito. Os olhos se fixaram na madeira do teto, procurando não chorar. E era branca, com cabelos semi-louros longos, usava um modelito séc. XVIII vermelho longo e, além disso, permaneceu com os olhos para cima. Depois de assistir toda esta cena sem algum sentimentalismo procurei levantar e descer as escadas. Mas, antes de fechar a porta do quarto, deixá-la olhando para cima e fingindo que não estava lá, disse:&lt;br /&gt;-Você vai se lembrar de mim?&lt;br /&gt;-Não sei. Talvez para não repetir erros, acho que aprendi alguma coisa com você.&lt;br /&gt;-O quê?&lt;br /&gt;-Jamais se apegue a alguém. E sei que isso é inevitável.&lt;br /&gt;Nesse momento, minha última namorada chorou suas últimas dores. De qualquer jeito, um mês depois, viveu a própria morte através de um derrame cerebral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mudança foi um sucesso. Já sabia eu que as coisas poderiam se desorganizar a tal ponto de me vir diante de um contra-senso. E o que diabos seria isso? Correr contra a onda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desci as escadas. Todos estavam no térreo, de resto, é claro. Como estavam esperando um presente, esta que é a tradição de quem vai embora, sente saudade dos que ficam e entregam presentes, passei direto e quase sem abraços entrei no táxi do castelo. Meus antigos colegas ficaram perplexos, pois o Disco do Bob Dylan não seria entregue por mim. Deixei “a outro otário que gaste seu dinheiro para dar presentes a quem não merece”.&lt;br /&gt;Antes de sair do Benedito Bentes I, fui à minha terapeuta:&lt;br /&gt;-Minha senhora, eu sou extremamente egoísta?&lt;br /&gt;Riu extremamente alto, antes de responder:&lt;br /&gt;-Sim. Extremamente.&lt;br /&gt;Voltou a rir.&lt;br /&gt;Eis a minha retirada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seis anos depois, hoje de manhã, caminho de volta ao meu estágio. Contemplo uma praça, vulgo da Faculdade, e enxergo de imediato as últimas árvores exóticas que restaram: imensas, sem graça e sem vida. Passo nas laterais do retângulo que dá forma ao lugar e enxergo o alinhamento das árvores. As árvores foram alinhadas.&lt;br /&gt;Com esta percepção matinal, pedi para que você me ajudasse na identificação de um protozoário, via microscópio, na aula hoje de manhã.&lt;br /&gt;Essa escrita não tem lógica, não é?&lt;br /&gt;Eu sei, é isso o que costumam dizer.&lt;br /&gt;E para vocês, adorantes faladores, eu não lhes darei o final.&lt;br /&gt;Afinal, ninguém vai ler isso além de mim. (Risada brusca)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabei de vestir o meu vestido vermelho longo do séc. XVIII. Talvez eu pinte o meu cabelo de loiro, quem sabe, semana que vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as árvores estavam alinhadas. Vi-me no meio da praça enquanto eu passava na borda do retângulo da mesma. Eu estava rindo, distante, muito distante.&lt;br /&gt;Puta merda!&lt;br /&gt;Não era para ser assim. Deveria estar indo contra, na paralela, bater no meu próprio ombro e dizer para mim mesmo: Vai pro inferno, sai da minha frente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não posso estar tão distante&lt;br /&gt;Ah, puta merda! Agora já foi! Não posso retornar, minha namorada morreu a seis anos.&lt;br /&gt;Não tenho escolha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viu?&lt;br /&gt;Como é bom quando não tem final!&lt;br /&gt;Bem, embora eu me contradiza&lt;br /&gt;Porque o final está no meio do texto.&lt;br /&gt;Nem isso!&lt;br /&gt;(Boas Risadas)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672561373046334223-4949767905848616464?l=reversocontrole.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reversocontrole.blogspot.com/feeds/4949767905848616464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672561373046334223&amp;postID=4949767905848616464' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/4949767905848616464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/4949767905848616464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reversocontrole.blogspot.com/2008/03/desespedida.html' title='Desespedida'/><author><name>Washington Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09294429969480028804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672561373046334223.post-7415538666152242044</id><published>2008-03-27T23:54:00.000-07:00</published><updated>2008-03-27T20:08:30.759-07:00</updated><title type='text'>A Dislexia do Ser e a Propulsão ao Nada - O Diagrama e o Sonho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A criança não parou de chorar. O paraíso estava a um pé de vista. A última folha do outono se consolidava ao chão. Nada disso serviu como imagem. A criança continua a chorar, derrotada, livre de seus impulsos mais coletivos, sentiu-se perdida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A percepção do tempo dificulta a visão. O processamento não é tão rápido. Será que continuarei abstrato para todo o sempre? Se minha abstração é um mecanismo de defesa, a criança não deveria chorar nunca mais. Mas chora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desespera-se diante do paraíso. Ponho minhas mãos nos joelhos e a criança em meu colo. Caminhamos juntos, unidos, sem dissociações neuróticas. O paraíso está à frente e temos que dizer adeus para as pessoas deste mundo do passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Temos&lt;/em&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas não precisam mais de adeuses. Deixá-las é somente a melhor opção. Talvez a nossa história cause obsessão em alguém porque jamais voltaremos para este lugar. A criança sorri, sem presumir nenhuma sequência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando em consequência, uma violeta flutuante argumenta, numa partícula aerodinâmica em meu ouvido, que não posso deixar o terreno antes de hipotecá-lo. Respondo que eu posso o que quero. A violeta flutuante tornou todas as árvores do paraíso em cinzas. Finalmente, consegui retirar todas as projeções arquetípicas. A solidão, tristeza e a felicidade já não são as mesmas. A criança cresce, cria pêlos, e vejo diante de mim um aborígene. Nada humano numa criança humana crescida, e sim, um aborígene. Mas ele é idêntico a mim, nos comunicamos através dos sentimentos e das linguagens corporais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma linha brança atravessa o meu ouvido. Desta, recrio a minha doce Eva, nua, o feminino perfeito. O aborígene faz para o mesmo objeto em um processo sucessivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu não gerei Eva&lt;br /&gt;Eu recriei Deus&lt;/em&gt;! (ah, quanta analogia pluralista!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terra treme, acusando que entrará em senescência nos próximos segundos. Eva e eu deitamos ao solo e contemplamos de perto os nossos olhares. Sua pupila é funda. Os aborígenes deitam em cima de nós, trocamos vários olhares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo Eva como um aborígene.&lt;br /&gt;Eu sou um aborígene.&lt;br /&gt;Sou uma criança que não chora mais.&lt;br /&gt;Não tenho motivos para ser abstrato. (ah, mas para ser pluralista, sim!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Odeio essas histórias de começo, meio e fim&lt;br /&gt;Isso é defesa&lt;br /&gt;Não dá mais para ser abstrato na fantasia pura, introjetada num blog como este!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O afeto aumenta e eu acordo dentro de uma sala-de-aula. Estou no centro, na carteira central. Isso é um problema, nunca quis estar no centro. Todos amigos e inimigos me observam com olhares perversos. Não me movo da carteira. Olho para baixo, curvo-me e finjo o que eu posso. Por um momento, tenho pressentimentos de que alguém me atacará por trás. Isso aumenta a cada segundo, numa obsessão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toca para o intervalo. O lanche é quilométrico. Alimento-me só, enquanto os outros jogam futebol de tampinha no pátio. O intervalo termina antes do último biscoito. Não tenho mais liberdade nem para alimentar-me, nem para me arrepender. Agora é pisar fundo o chão e assistir aonde dará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Oh, Santo Aborígene, como tu pesas!&lt;br /&gt;Quando terei folga da tua gordura&lt;/em&gt;?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto para casa e sonho, vou para a escola e finjo. Criei a racionalização em dogmas arquetípicos para fugir desta "realidade" incombatível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Oh, Santo Aborígene, como tanto tu comes!&lt;br /&gt;Quero que sejas de toda a minha gordura&lt;/em&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não reconheco aborígenes, o ambiente, muito menos eu! Inicia-se o período do fingimento contraditório, onde ninguém aprendeu a escapar. Não há mais diferença entre o que é certo e errado ou o que foi e o que é. Termina-se tudo numa mesma idéia. A mesma que me deixa encabulado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eis a origem das neuroses e insatisfações. Não há diferença entre você, meu amigo, e os olhares perversos da infância. Esmaguei todos e coloquei na pequena caixinha numa quina do meu quarto"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maldita caixinha mutacional. Maldita seja, passou a domar a minha vida. Um objeto inanimado que detém o poder de todas as ilusões e fantasias fora dos meus olhos. Eu percebo o que "ela" quer, eu não sei. Eu vivo aquilo o que "ela" quer, o que eu não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;E agora, Santis Aborigenus, em que cometa cairás&lt;/em&gt;?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O planeta do esmagamento passou rápido. As histórias amassadas prendem a explosão, passando para as histórias da vidinha. A perceber as nuanças, nas entrelinhas de quem ainda se recusa a saber, dizendo:&lt;br /&gt;"Eu entendi, mas ainda não vivi"&lt;br /&gt;"Eu vivi, mas ainda acho que não entendi nada"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh, meu amigo e companheiro, as coisas são mais determinadas do que pensas! Então, qual das duas você esolherá, a loira ou a ruiva? Mesmo assim, fugindo, as coisas continuam a ser determinadas ao extremo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O susto é a descoberta&lt;br /&gt;A vivência garante a morte.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672561373046334223-7415538666152242044?l=reversocontrole.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reversocontrole.blogspot.com/feeds/7415538666152242044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672561373046334223&amp;postID=7415538666152242044' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/7415538666152242044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/7415538666152242044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reversocontrole.blogspot.com/2008/03/dislexia-do-ser-e-propulso-ao-nada-o.html' title='A Dislexia do Ser e a Propulsão ao Nada - O Diagrama e o Sonho'/><author><name>Washington Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09294429969480028804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672561373046334223.post-1425480374970032278</id><published>2008-03-14T11:27:00.000-07:00</published><updated>2008-03-14T07:35:22.548-07:00</updated><title type='text'>-2-</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Faz tempo que chegou a encomenda. Corri em alegrias vultosas, se assim posso dizer sem ser consentido ao contrário, tirando a redundância e garantindo o entendimento, retornei sem ar. Olhei para as minhas irmãs, de jeito diferente e sistematizado, fiquei mais conturbado. Afinal de contas, eu disse que havia ficado feliz ou triste? Nenhum dos dois, além do fato de que não há como conjugar um paradoxo, o olhar delas não foi algo feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficamos abaixo da árvore, grande em extensão da copa, margeando em extensas extremidades sem permitir a entrada solar ao solo. Uma rosa decai em seu rosto e eu enxugo uma lágrima. Um outro vômito permite que eu amacie o seu estômago impregnado de vermes. O que se há de fazer? Abraçamo-nos todos. O que estamos esperando? Vocês mandam calar-me, ao prazer de fazer tantas perguntas sem ter respostas, já que as perguntas são repetitivas, sem sentido e direção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na última vez em que entrei no mar encontrei nossa foto bentônica, cheia de barbatanas quimicamente mortais, movimentando as escamas, fazendo esforço para se afastar. Afastou-se. Permita que se vá o que veio com tanta felicidade. Felizmente, tenho que assistir a morte de vocês, minhas amigas, além do fato de comer e degustar suas carnes, sem precisar ferver em um micro-ondas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos escrevendo o último dos trabalhos juntos, você diz que tudo está ficando distante, isolado. Outra afirma que quer ser deixada por mim sozinha na mata. Se hoje está tão distante, é tarde demais, já foi isolada a muito tempo atrás. Abandonei outra na mata faz seis meses, quando a mesma foi embora. Arremesso pedras para fazer cair um objeto antigo de estudo, em cima de uma balsa rotatória, no meio do Açude da Coca-Cola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não percebi a gravidade das minhas palavras, mas faço seguir a ordem dos meus desejos. Vejo-lhes daqui, distante, com outros ares, outras pessoas. Vivam as suas vidas e deixe que morram dentro de mim. Que o bolo seja partilhamente digerido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pena que, demoro muito a perceber o que entra em ponto de decolagem. Muito custa a perceber que embarco sempre em diferentes navios.&lt;br /&gt;Quantos adeuses eu acenei ontem?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672561373046334223-1425480374970032278?l=reversocontrole.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reversocontrole.blogspot.com/feeds/1425480374970032278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672561373046334223&amp;postID=1425480374970032278' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/1425480374970032278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/1425480374970032278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reversocontrole.blogspot.com/2008/03/2.html' title='-2-'/><author><name>Washington Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09294429969480028804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672561373046334223.post-3009868676433919786</id><published>2008-03-11T00:28:00.000-07:00</published><updated>2008-03-11T20:51:59.586-07:00</updated><title type='text'>-1-</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Finalmente, depois de muito tempo, consegui ferir alguém fora do meu âmbito ilusório. Nada que um perverso possa dar conta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Finalmente, quando o objeto de estudo estava tentando correr com os seus próprios tentáculos, segurei seus braços e puxei-os para mim. Abalo sísmico total. Era só uma maldita prova de inglês, o que eu poderia fazer? Talvez tudo o que eu poderia. E fiz.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dois pares de olhares no mesmo sentido fez o objeto corredor enxergar. Olhou para baixo com um riso disfarçado. Não gostou nada. Eu não senti culpa. Esta caminhou no ritmo da perversão e eu me recriei. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Soltei uma risada. Os pés se juntaram e de nada fizeram caso. Não havia vento, nem precisava tê-lo. Um simples sorriso vez valer a falta de vento e de sol. Umas risadas duplas para quem estava entendendo a situação e fim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na última viagem à campo, eu queria estar só. Fui obrigado a aguentar gritos e sussuros presos em meus ouvidos: "O que você fez? Matou? Retirou as tripas daquele desgraçado?" A última viagem à mata será recheada de surpresas dolorosas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não precisarei esperar mais nada do futuro. Posso perverter-me agora e gerar para todo o mundo. E foi somente uma mera prova de inglês. Eu poderia fazer tudo, menos magoar a principal pessoa a qual eu não poderia mover um trinco. Eu saberia que a distância nos afetaria. Não poderíamos acompanhar nossas transformações.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como um perverso duela com um objeto fálico? Os tentáculos bem que tentaram. E, no meio de uma rodela, não houve escapatória.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Você não me interessa mais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Do que você está falando?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Preferiu correr, então esqueça.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Esquecer o quê?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Que eu existo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Está louco.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Não quero mais ter amigos, isso não me interessa mais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Olhou para baixo e soltou uma risadinha. A última. A primeira.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672561373046334223-3009868676433919786?l=reversocontrole.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reversocontrole.blogspot.com/feeds/3009868676433919786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672561373046334223&amp;postID=3009868676433919786' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/3009868676433919786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/3009868676433919786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reversocontrole.blogspot.com/2008/03/1.html' title='-1-'/><author><name>Washington Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09294429969480028804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672561373046334223.post-3848771590070470393</id><published>2008-03-08T22:58:00.000-08:00</published><updated>2008-03-08T18:01:26.365-08:00</updated><title type='text'>Registro um Passo, Protejo uma Queda</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Rasguei uma foto&lt;br /&gt;Arranquei uma carne perdida&lt;br /&gt;Os quadrados vão encaixando as cores&lt;br /&gt;Dando vida ao que não vê.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Veja e não veja&lt;br /&gt;A transformação da tua carne&lt;br /&gt;Agora dura&lt;br /&gt;Semelhante procede&lt;br /&gt;Ao que parece tua.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Doce ponta de desejo&lt;br /&gt;Retorquindo os males de uma matina gradiente&lt;br /&gt;Um fio ferido, na ponta de seu cabelo&lt;br /&gt;Um caminho sem meio, pelo que mesmo sente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E foi assim que tirei a última foto em que todos estavam juntos&lt;br /&gt;Um registro mal lavado, passado e inerte&lt;br /&gt;Gravado em pequenos quadrados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;As transformações são nuas, cruas e prostradas nos sorrisos maléficos de cada um&lt;br /&gt;O envenenamento do salto alto daquela garota se perdeu&lt;br /&gt;O cabelo alterno do figurante já desapareceu&lt;br /&gt;Restaram as mesmas rugas&lt;br /&gt;E se foram as últimas palavras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Os risos são falsos&lt;br /&gt;Os alôs, oks, tudo o que gera confusão&lt;br /&gt;É falso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Os sorrisos são os mesmos&lt;br /&gt;Alôs, oks, isso não muda&lt;br /&gt;A bola de gude passa por entre os cabelos&lt;br /&gt;E não faz falta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Eu seria seu&lt;br /&gt;Do vento&lt;br /&gt;De mona-lisa, caso não fosse o recorte errado&lt;br /&gt;Uma falha no espaço para recortar a tua face do papel timbrado&lt;br /&gt;Um erro simples,&lt;br /&gt;Paguei pela carne cheia e pelos atrasos de ônibus,&lt;br /&gt;Nada do que eu posso esperar do futuro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Foi assim, primeiro dia, sentar na cadeira&lt;br /&gt;Olhar para frente e para o piso&lt;br /&gt;Para frente e para o piso, sorrir&lt;br /&gt;E se esquivar,&lt;br /&gt;Dizendo que se tinha somente dezesseis anos&lt;br /&gt;Mas, os vinte três passaram ontem&lt;br /&gt;Logo ontem, dia do aniversário&lt;br /&gt;Inesquecível por um dia, tantos anos&lt;br /&gt;Que ela poderia ter engordado mais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Um choque após a foto me fez disparar ao vento&lt;br /&gt;Correr à supremacia e contar que estaria agora a escrever sobre ela.&lt;br /&gt;Ela?&lt;br /&gt;Objeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, depois de tanto tempo,&lt;br /&gt;Ninguém entendeu nada&lt;br /&gt;Nem os célebres amigos&lt;br /&gt;Que nem próximos, nem por tentarem estar mais perto&lt;br /&gt;Olharam de outra forma as figuras apresentáveis&lt;br /&gt;Sórdidos da luz autêntica que planejava o presente&lt;br /&gt;Acabou no passado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Não estive com ninguém&lt;br /&gt;Pensando que estava, saí do mundo de todos&lt;br /&gt;De antemão&lt;br /&gt;Por compaixão&lt;br /&gt;Hoje, o espaço se limitou&lt;br /&gt;Há cansaço&lt;br /&gt;Desconfio&lt;br /&gt;Desligo o aparelho visual&lt;br /&gt;Desligado a tantos anos&lt;br /&gt;E tropeço&lt;br /&gt;A foto cai do bolso e, na serapilheira, um montante se forma sobre&lt;br /&gt;Não vejo nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O mesmo chapéu foi usado&lt;br /&gt;E a reconstituição fora perfeita&lt;br /&gt;Faltou todo o resto&lt;br /&gt;Os quadrados permaneceram em seus lugares.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Blúuuuuuulálálalalalalalalalallaalalalalalalblúuuuúúú&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Uma ficha perdida&lt;br /&gt;Encontrada jogada pela janela do Centro&lt;br /&gt;E lá escrito: “You could have it so much better”&lt;br /&gt;Apareço com uma roupa branca e, é bom me ver do futuro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Vou até onde der&lt;br /&gt;Ou, onde deu!&lt;br /&gt;Um frio perante à gruta faz um Grupo girar&lt;br /&gt;Gira e gera inflexões de raios em simetria&lt;br /&gt;Paralelamente aos focos de luz, distanciados a cada metro de atenção&lt;br /&gt;Prova daqui a sete minutos&lt;br /&gt;Perverso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ela desapareceu, sumiu&lt;br /&gt;Jamais retornou&lt;br /&gt;Um “oi” nem fora mais suficiente&lt;br /&gt;Somente no ônibus&lt;br /&gt;“Como as coisas estão por lá?”&lt;br /&gt;“Na mesma”&lt;br /&gt;Sua carteira foi retirada da aula de Ecologia Geral&lt;br /&gt;E eu que amei tanto o primeiro recesso&lt;br /&gt;Foi na pólvora&lt;br /&gt;O vento soprou o que restou&lt;br /&gt;As últimas pontas não estão mais aqui&lt;br /&gt;Terei de equilibrá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirei a última foto de todos em conjunto&lt;br /&gt;Todos foram embora, guardei a foto em meu bolso&lt;br /&gt;Que, infelizmente, deixei cair no meio da serapilheira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672561373046334223-3848771590070470393?l=reversocontrole.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reversocontrole.blogspot.com/feeds/3848771590070470393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672561373046334223&amp;postID=3848771590070470393' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/3848771590070470393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/3848771590070470393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reversocontrole.blogspot.com/2008/03/registro-um-passo-protejo-uma-queda.html' title='Registro um Passo, Protejo uma Queda'/><author><name>Washington Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09294429969480028804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672561373046334223.post-2606124853180642940</id><published>2008-03-07T22:48:00.000-08:00</published><updated>2008-03-07T17:51:25.226-08:00</updated><title type='text'>A Venda dos Corpos 1967</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fui avisado de que uma novidade havia chegado. Agora eu sou um produto comercializado e, entre todos os meus sentimentos, que nem meus são mais, obrigo a vendê-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrou no comércio todo o meu afeto. Ninguém soube como comprá-lo, talvez por não terem se identificado, ou por não entenderem do que servia aquele objeto. Agora um afeto está aprisionado no centro de um canhão, ao ponto de ser arremessado para cima e jogado no mar.&lt;br /&gt;Ninguém o verá mais&lt;br /&gt;Nunca mais o verão.&lt;br /&gt;Se isso é uma despedida?&lt;br /&gt;Então, que morra dentro do mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei na porta da igreja e senti uma pancada de dúvidas. Perseguem-me há tantos anos e agora não seria diferente. Barrei em amigos passageiros, não entendi o que faziam dentro de uma igreja. Comecei a rezar e entendi que a minha fé havia desaparecido. Faz tanto tempo que já esqueci a credibilidade de ter alguma fé em mim mesmo. Se Jesus era o “eu”, talvez Lúcifer seja o meu vizinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu vizinho foi o meu melhor amigo. Hoje ele teria roubado um pouco do que eu sou. Entretanto, acordei ontem à tarde, fui à faculdade e soube da minha venda sentimental. Uma coisa rápida, todo o mundo anda documentando. Os meus olhos vão desfalecendo e começo a interpretar tudo muito igual a anos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atividade comercial fecha hoje a tarde. Uma cisão é feita dentro do meu abdômen e uma flexão monta uma mentira na vida de um canhoto. Assim, uma mentira sobre a outra vai costurando a ferida.&lt;br /&gt;Jamais serei o que fui&lt;br /&gt;Ninguém me verá mais&lt;br /&gt;Se isso for uma despedida&lt;br /&gt;Que morra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ferida vai costurando outra. Um canhoto na vida de uma mentira monta uma flexão e uma cisão é feita dentro do meu abdômen. A tarde fecha hoje a atividade comercial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há anos atrás, tudo muito igual, começo a interpretar e os meus olhos vão desfalecendo. Todo o mundo anda documentando uma coisa rápida. E soube da minha venda sentimental, fui à faculdade, acordei ontem à tarde, entretanto. Hoje ele teria roubado um pouco do que eu sou e o meu melhor amigo foi meu vizinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez Lúcifer seja o meu vizinho. Uma pancada de dúvidas, e senti, entrei na porta da igreja. Todo o meu afeto entrou no comércio. Obrigo a vendê-los, nem são meus, todos os meus sentimentos. Fui avisado de que uma novidade chegaria, a de que eu seria um produto comercializado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigo-me a vender&lt;br /&gt;Que morra dentro do mar&lt;br /&gt;Tudo o que não me vir mais&lt;br /&gt;E, se isso for uma despedida?&lt;br /&gt;Jamais serei o que quero ser!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672561373046334223-2606124853180642940?l=reversocontrole.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reversocontrole.blogspot.com/feeds/2606124853180642940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672561373046334223&amp;postID=2606124853180642940' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/2606124853180642940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/2606124853180642940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reversocontrole.blogspot.com/2008/03/venda-dos-corpos-1967.html' title='A Venda dos Corpos 1967'/><author><name>Washington Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09294429969480028804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672561373046334223.post-1972457229206121559</id><published>2008-03-01T16:20:00.000-08:00</published><updated>2008-03-01T11:18:55.674-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vazio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='passado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='projeção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fim'/><title type='text'>Uma Visão no Passado do Fim e da Projeção Para o Vazio!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E no fim,&lt;br /&gt;Tudo o que sobra é o vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso me disse um dia uma senhora, prostrada num canto de parede, sem nada a fazer.&lt;br /&gt;Ficamos a nos perguntar sobre o sentido das coisas e percebemos a engrenagem.&lt;br /&gt;Ao tópico maluco da vida, eu me entristeço perante a descoberta: a de que eu não posso dar conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sorrisos em uma tarde de novembro, ao som do dominó. É isso o que sobra. De um abraço ou na beira de uma ponte, é algo que eu não posso dar conta. Disso o mundo inteiro já sabe, mas o que eu não sei é que a engrenagem diz e comanda a minha vida.&lt;br /&gt;Desde a infância eu não quero ser comandado.&lt;br /&gt;Não vivo por mim?&lt;br /&gt;Nunca vivi por mim?&lt;br /&gt;O que será isso?&lt;br /&gt;A engrenagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O já chega corre mais que o pranto de estar só. Isso! Estar só é vencer o que não quer, parado, sem vida. Morro por instantes e encontro a senhora prostrada num canto de parede. Essa mesma parede em que eu vi o meu nascimento.&lt;br /&gt;Joguei-a lá!&lt;br /&gt;É difícil entender o que resta de uma tentativa não planejada, de um emprego estonteante, de um pretexto para ficar com aquela ou aquele garoto(a) ou de permitir que ela se vá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sinto muito, criança.&lt;br /&gt;-O que houve, qual é a notícia?&lt;br /&gt;-Ela se foi.&lt;br /&gt;-Não entendi.&lt;br /&gt;-She’s gone!&lt;br /&gt;-Ah.&lt;br /&gt;No fim das contas, tudo vai embora. De algum jeito não sobra nada para contar história, só você mesmo se quiser. Ainda costumam a me abordar nas portas e nos caminhos por aí:&lt;br /&gt;-Caba!&lt;br /&gt;-Oi!&lt;br /&gt;-Como você está?&lt;br /&gt;-Eu vou.&lt;br /&gt;Ao que se entenda, é o que fazemos: vamos embora. Sempre estamos caminhando para a saída. Uma saída é o que importa.&lt;br /&gt;Você foi por muito tempo, agora retorna e eu não sei o que fazer.&lt;br /&gt;-O retorno dói?&lt;br /&gt;-Eu não quero falar sobre isso.&lt;br /&gt;-Qual é a razão da amargura?&lt;br /&gt;-A amargura é a própria razão!&lt;br /&gt;-E o que você quer fazer com ela?&lt;br /&gt;-Que vá ao inferno e me deixe em paz.&lt;br /&gt;E a razão vai embora e eu não sei mais o que vai ser deste escrito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O afeto está aumentando,&lt;br /&gt;Não há muito o que fazer&lt;br /&gt;Senão esperar.&lt;br /&gt;Fito-me num espelho, o regresso aparece com figuras compostas do que deveria ter sido, num momento oportuno, num momento de abraço, o mais simples. A lógica vai embora.&lt;br /&gt;Um raio, proveniente de um átomo, se antecipa do espelho para uma célula em minha retina, faz um escândalo no meu inconsciente. E como fico feliz de lembrar que amanhã eu vou fazer uma mágica. De modo que a minha amargura se antecipa para lembrar o ontem.&lt;br /&gt;Eu deveria estar A,B,C,D,E,F,G,H. E cansei de ficar me cobrando.&lt;br /&gt;Razão?&lt;br /&gt;Pelo que vocês podem ver, ela aparece em fragmentos, como agora, para me consolar.&lt;br /&gt;Talvez, a única coisa que tenho para consolo.&lt;br /&gt;Permita que vá embora!&lt;br /&gt;Ainda estou olhando para o espelho. Um raio projeta do meu inconsciente para a célula em minha retina. Desta, passa outro raio, mínimo em comparação com o anterior, e assim, projeta-se para aquele mesmo átomo do espelho.&lt;br /&gt;É um movimento que vai e volta.&lt;br /&gt;A cada ida, uma porrada, que se consente com outra em retorno.&lt;br /&gt;E vai e volta, e vai e volta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a minha vida é projetada em um espelho. Poucos fragmentos visuais e sentimentais conseguem escapar desse espaço para um mundo estranho a meu ver. Um mundo que eu temo. O vazio.&lt;br /&gt;Por que eu ainda não me convenci a construir uma casa no vazio? Pelo menos, eu deixaria de ter um vazio. Seria mais feliz. Mas, é um mundo em que eu temo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está na hora de parar de escrever, diante deste intervalo, e voltar para o livro de Ecologia.&lt;br /&gt;E vai e volta, e vai e volta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não tenho graça?&lt;br /&gt;Que bom ver você!&lt;br /&gt;Bom dia?&lt;br /&gt;Como você vai!&lt;br /&gt;Vá ao caralho!&lt;br /&gt;Eu tive um sonho muito engraçado ontem!&lt;br /&gt;O cotidiano esconde algo&lt;br /&gt;A minha insegurança&lt;br /&gt;O seu orgulho&lt;br /&gt;Refletem uma anti-negação da vida pré-edipiana&lt;br /&gt;Minha amiga&lt;br /&gt;Minha filha&lt;br /&gt;Figura feminina&lt;br /&gt;Eu já não agüento mais.&lt;br /&gt;Juro que vou ler o Odum&lt;br /&gt;Mas daqui a pouco&lt;br /&gt;Não dá pra controlar o que sai da minha cabeça&lt;br /&gt;É porque eu passo a droga da minha semana sem abrir a boca&lt;br /&gt;Abro para falar o que eu não quero&lt;br /&gt;Eu continuo na mesma...&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no fim,&lt;br /&gt;O que sobra é o vazio,&lt;br /&gt;Dos teus amores, da vaca, da calçada, do homem parado, da tarde inesquecível, da amiga que morreu e você ainda tem a porra da saudade a lhe perseguir.&lt;br /&gt;É tão difícil?&lt;br /&gt;É tão difícil?&lt;br /&gt;Dos seus víveres, do herbário, dos amigos, dos específicos, do dominó na mesa de jantar, de Carlos Drummond de Andrade que me deu a lógica dessa estrutura frasal, onde de tudo sobra alguma coisa, e que eu costumo desmentir.&lt;br /&gt;Se é alguma coisa, essa coisa deve ser o vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora é que vejo que a minha razão esteve em toda essa escrita.&lt;br /&gt;Que seja a sombra do meu inferno.&lt;br /&gt;Até mais, senhorita, e segunda-feira irei mais estruturado para a escola, não se preocupe.&lt;br /&gt;E fez-se fim mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se enganem, o que importa aqui é a razão do afeto.&lt;br /&gt;A figura minhoca entrou pela porta agora pouco, quando eu iria desligar este computador.&lt;br /&gt;A figura minhoca! Passa por mim e me diz oi.&lt;br /&gt;Culpa faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha senhora, talvez ou algum dia eu a deixe sair desta parede. Por enquanto, eu deixo você dormir!&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672561373046334223-1972457229206121559?l=reversocontrole.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reversocontrole.blogspot.com/feeds/1972457229206121559/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672561373046334223&amp;postID=1972457229206121559' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/1972457229206121559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/1972457229206121559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reversocontrole.blogspot.com/2008/03/uma-viso-no-passado-do-fim-e-da-projeo.html' title='Uma Visão no Passado do Fim e da Projeção Para o Vazio!'/><author><name>Washington Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09294429969480028804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672561373046334223.post-2294246266908311536</id><published>2008-02-26T00:02:00.000-08:00</published><updated>2008-02-26T19:03:52.445-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rsss'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blumm'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='shummm'/><title type='text'>Toques em Descompasso</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Eu piso&lt;br /&gt;Despiso&lt;br /&gt;Corro&lt;br /&gt;Descorro&lt;br /&gt;Faço&lt;br /&gt;Desfaço&lt;br /&gt;Grito&lt;br /&gt;Desgrito&lt;br /&gt;Neologismos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Giro ao contrário&lt;br /&gt;Faço volta&lt;br /&gt;Piso fundo&lt;br /&gt;Caio fora&lt;br /&gt;Pego o sopro&lt;br /&gt;Sopro a bola&lt;br /&gt;Agudo o circunflexo&lt;br /&gt;Temo o retorno&lt;br /&gt;Atravesso a rua&lt;br /&gt;No meio da pista&lt;br /&gt;Voltam para o mesmo lugar&lt;br /&gt;Fazem festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivo&lt;br /&gt;Sempre&lt;br /&gt;Um&lt;br /&gt;Medo&lt;br /&gt;Terrível&lt;br /&gt;Que&lt;br /&gt;Não&lt;br /&gt;Consigo&lt;br /&gt;Dar&lt;br /&gt;Conta&lt;br /&gt;Conta&lt;br /&gt;Conta&lt;br /&gt;Conta&lt;br /&gt;Conta&lt;br /&gt;Conta&lt;br /&gt;Conta&lt;br /&gt;CONTA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conta dos reais está errada&lt;br /&gt;Roubaram-me&lt;br /&gt;Vejo&lt;br /&gt;Desleixo&lt;br /&gt;Não ligo&lt;br /&gt;Desligo&lt;br /&gt;Não interessa&lt;br /&gt;Falo&lt;br /&gt;Abuso&lt;br /&gt;Como&lt;br /&gt;Durmo&lt;br /&gt;Acordo&lt;br /&gt;Vejo-te&lt;br /&gt;Entro&lt;br /&gt;Saio&lt;br /&gt;Xulo&lt;br /&gt;Entro&lt;br /&gt;Saio&lt;br /&gt;Xulo&lt;br /&gt;E&lt;br /&gt;Entro&lt;br /&gt;E&lt;br /&gt;Saio&lt;br /&gt;E&lt;br /&gt;Xulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivo&lt;br /&gt;Sempre&lt;br /&gt;Um&lt;br /&gt;Medo&lt;br /&gt;Terrível&lt;br /&gt;Daquilo&lt;br /&gt;Que&lt;br /&gt;Me&lt;br /&gt;Roubaram&lt;br /&gt;No&lt;br /&gt;Hoje&lt;br /&gt;De&lt;br /&gt;NOITE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho&lt;br /&gt;A&lt;br /&gt;Volta&lt;br /&gt;Transpassada&lt;br /&gt;Do&lt;br /&gt;Meu&lt;br /&gt;Ventre&lt;br /&gt;E&lt;br /&gt;Enxergo&lt;br /&gt;A&lt;br /&gt;Bolha&lt;br /&gt;Que&lt;br /&gt;Me&lt;br /&gt;Enfiei&lt;br /&gt;Para&lt;br /&gt;Te&lt;br /&gt;Encontrar&lt;br /&gt;No&lt;br /&gt;Meio&lt;br /&gt;Do&lt;br /&gt;Inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles me perseguem&lt;br /&gt;Falam o que me roubaram&lt;br /&gt;Roubaram um ser&lt;br /&gt;Que agora...&lt;br /&gt;Agora...&lt;br /&gt;Agora...&lt;br /&gt;Agora...&lt;br /&gt;Agora...&lt;br /&gt;Agora...&lt;br /&gt;Corre&lt;br /&gt;Corre&lt;br /&gt;Corre &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Corre&lt;br /&gt;Corre&lt;br /&gt;Corre&lt;br /&gt;Corre&lt;br /&gt;Corre&lt;br /&gt;Corre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivo sempre um medo terrível...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...de não sofrer mais...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672561373046334223-2294246266908311536?l=reversocontrole.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reversocontrole.blogspot.com/feeds/2294246266908311536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672561373046334223&amp;postID=2294246266908311536' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/2294246266908311536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/2294246266908311536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reversocontrole.blogspot.com/2008/02/toques-em-descompasso.html' title='Toques em Descompasso'/><author><name>Washington Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09294429969480028804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672561373046334223.post-1060782390354477296</id><published>2008-02-24T22:20:00.000-08:00</published><updated>2008-02-24T17:31:27.498-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='futuro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><title type='text'>Cidadão-Vazio!</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Pegaram uma alavanca cilíndrica e um parafuso&lt;br /&gt;Com ambos os objetos, perfuraram o meu crânio&lt;br /&gt;Logo após, uma serra foi motivo de esforço&lt;br /&gt;Para abrir a caixa craniana.&lt;br /&gt;Aberta agora estava&lt;br /&gt;Entender o que se via seria algo a mais&lt;br /&gt;Um vazio, incluindo duas libélulas no fundo da caixa&lt;br /&gt;Se as hipóteses estão ainda certas&lt;br /&gt;Devoraram o que ainda restou do cérebro.&lt;br /&gt;Olhei para os meus amigos doutores&lt;br /&gt;Eles olharam para mim com um rosto de que&lt;br /&gt;“&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Não resta muito a fazer, meu amigo&lt;br /&gt;Olhe esta serra, não há vestígio de sangue&lt;/em&gt;!”&lt;br /&gt;Não peguei a metade da caixa que estava de fora&lt;br /&gt;Saí do consultório sem o meu osso frontal&lt;br /&gt;Cambaleava astutamente para ninguém perceber&lt;br /&gt;A falha que residia em minha memória.&lt;br /&gt;“&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;A direção é um bichinho de pelúcia&lt;br /&gt;Não facilmente domável, mas seguido&lt;br /&gt;Para ser entendido pela massa popular&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Nem Deus lembra de nós&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Aleluia&lt;/em&gt;!”&lt;br /&gt;Com todos esses adereços&lt;br /&gt;Acreditei que estava em uma igreja&lt;br /&gt;As pessoas não me viam&lt;br /&gt;O mundo não me servia&lt;br /&gt;O que seria?&lt;br /&gt;Restaria alguma coisa?&lt;br /&gt;Na terceira pisada do meu joelho ao chão&lt;br /&gt;Senti que o meu tornozelo se desprendia&lt;br /&gt;Soltei-o ao chão, tornou-se madeira incendiada de cupins.&lt;br /&gt;O segundo tornozelo desprendeu da mesma forma&lt;br /&gt;Quis andar e não vi pés para me ajudar&lt;br /&gt;E não havia sangue em nenhum lugar.&lt;br /&gt;Ajoelhado, próximo a um asfalto, vi a presença de um homem&lt;br /&gt;“&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Você tomou a decisão errada&lt;br /&gt;Teve todas as oportunidades&lt;br /&gt;Viu chegar e assistiu a retirada das tropas&lt;br /&gt;Deixou a população morrer de fome&lt;br /&gt;Vendeu a terra dos camponeses aos europeus&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;Comecei a queimar tudo o que estava a minha frente&lt;br /&gt;Somente com a visão do meu olhar desesperado.&lt;br /&gt;Olhei para o homem e disse:&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;O Brasil conseguiu quinhentos anos&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;E o homem conclui:&lt;br /&gt;“&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Quinhentos anos sobrevivendo a duras explorações&lt;br /&gt;Uma terra sempre à venda&lt;br /&gt;À troca de espelhinhos e aperitivos&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;Aproveite e queime pelos explorados&lt;br /&gt;Que em quinhentos anos levantaram uma nação&lt;br /&gt;Que aporta pessoas desalinhadas de seus pretextos&lt;br /&gt;Pretextos futuros imaginados por um passado esquecido&lt;br /&gt;Passado fingido, como se nunca tivesse acontecido&lt;br /&gt;Escravos mortos, escravos catando cana&lt;br /&gt;Os dias do Escravo e do Índio se combinam com o dia da cachaça&lt;br /&gt;O mesmo que o da Independência&lt;br /&gt;E eu queimo&lt;br /&gt;Burlo&lt;br /&gt;Um escândalo novo&lt;br /&gt;Uma história nova&lt;br /&gt;Resultado de uma mesma história&lt;br /&gt;Que nem palavra deve ser dita.&lt;br /&gt;Continuo a me arrastar e o homem vai embora&lt;br /&gt;As unhas cravam em partículas de areia&lt;br /&gt;E a areia não faz sinal de movimento.&lt;br /&gt;O corpo arrasta e faz trilha a duras distâncias&lt;br /&gt;Ninguém enxerga&lt;br /&gt;O comércio na Rua Augusta continua prosperando&lt;br /&gt;E arrasto.&lt;br /&gt;Estou esfomeado&lt;br /&gt;Um comerciante acaba de desperdiçar um pedaço de frango&lt;br /&gt;Um frango julgado “&lt;em&gt;passado do tempo, tirado de validade&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;Acabo de saboreá-lo&lt;br /&gt;Agora eu estou fora de validade também&lt;br /&gt;Sou um rejeitado.&lt;br /&gt;As pessoas e as suas vidas&lt;br /&gt;Eu e minha vida&lt;br /&gt;O que resta é uma grande interrogação&lt;br /&gt;Disseram-me, quando era criança,&lt;br /&gt;Eu deveria ser unido com os outros.&lt;br /&gt;Estou só e vejo as pessoas daqui de cima&lt;br /&gt;Subo, desesperadamente, um monte&lt;br /&gt;E aqui as coisas são bem mais arejadas.&lt;br /&gt;Vejo um monstro escrito nas entrelinhas&lt;br /&gt;Por trás das costas da cidade inteira&lt;br /&gt;Governando subliminarmente os coitados vivos.&lt;br /&gt;Caminho em direção contrária&lt;br /&gt;Renegado pelo sistema e embutido no isolamento&lt;br /&gt;Não encontro parceiros e aceito a morte como um pretexto vago&lt;br /&gt;Pelo menos, senti o retorno das duas libélulas ao meu crânio oco.&lt;br /&gt;Vou embora&lt;br /&gt;Fique aí, lendo...&lt;br /&gt;Vejo-te de longe, neste monte.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672561373046334223-1060782390354477296?l=reversocontrole.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reversocontrole.blogspot.com/feeds/1060782390354477296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672561373046334223&amp;postID=1060782390354477296' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/1060782390354477296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/1060782390354477296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reversocontrole.blogspot.com/2008/02/cidado-vazio.html' title='Cidadão-Vazio!'/><author><name>Washington Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09294429969480028804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672561373046334223.post-6526298161858252711</id><published>2008-02-21T22:53:00.000-08:00</published><updated>2008-02-21T17:53:28.504-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tempo'/><title type='text'>Entre um dia e meio, um quarto de sentido</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Tenho andado meio inusitado nestes dias. Algo novo vai embora e um velho chega como que, em disparate, faz festa suburbana. Cheguei a pensar até esgotar pensamentos, mas não encontrei a razão dos acontecimentos se darem tanta margem em tão poucos dias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;As mudanças fazem parte. Se é um bom dilema eu não sei, mas é algo que eu possa me conformar, como o não-sabor da água?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Olhe para a minha cabeça e reflita se há algum sentido!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;--&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;--&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;-Ela foi assaltada ontem à tarde?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;-Tá! Eu já sei, você já me disse isso antes!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;-Eu tenho que repetir. Você não fez cara nem de espanto!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;-E eu preciso?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;-Insensível! Quero ver quando acontecer com você!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Esta conversa segue com algumas explosões desconstrutivas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E o próximo sou eu a ser assaltado, como se o mundo vibrasse para isso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Não, não deve haver sentido algum nisso!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sobre as uvas? Háh! Sim, você falou nisso na semana passada. Estávamos no Museu quando tudo isso aconteceu. Éramos unidos ainda, lembra-se? E eu sei que o tempo passa, mas não gostei do jeito que ele passou e do modo como o deixamos para trás.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Você não gosta das mesmas coisas, mas "take it back"!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O senhor sem-graça aparece de novo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Quantos sem-graça existem? Uns quatro: Eu, você, entre eu e você, entre você e eu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ah! Quanta coisa chata.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Porque você ainda não viu os números dentro dessa contradição.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E você retrucou novamente as mesmas palavras dentro do Museu. Por isso nunca mais fui lá. Parece que as palavras pairam, fazem sossego, terminam por ficar e se instalar no piso do primeiro andar. Você disse "Volto já!" e eu fiquei esperando. Parece romântico, mas você não voltou, ou talvez eu não tenha saído do lugar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Os corredores se solidificam em um gelo estampado e a saudade faz caminho atrás dos meus passos, numa perseguição frenética, nostálgica, contraditória e totalmente minha. Caso a saudade corroesse menos, talvez os sentidos fossem mais simples.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Corroer menos. Talvez mais do que devo interpretá-la.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E o tempo passa. Dizem que voa, mas as asas ainda não serviram para isso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O tempo voa. Eu vou percebendo que os sentimentos não se utilizam das mesmas expressões anteriores, complicando o nosso reconhecimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O tempo é muito individual e tão egoísta que faz tempo que não lembro onde eu me coloquei em tanto tempo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O muro de concreto que ele fez para nunca mais me encontrar faz sentido agora. É só uma convulsão generalizada, meu amigo, não dê importância.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;É só uma questão de tempo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Vrrrrrrruuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!!!!!!!!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Que, coitado, já voou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672561373046334223-6526298161858252711?l=reversocontrole.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reversocontrole.blogspot.com/feeds/6526298161858252711/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672561373046334223&amp;postID=6526298161858252711' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/6526298161858252711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/6526298161858252711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reversocontrole.blogspot.com/2008/02/entre-um-dia-e-meio-um-quarto-de.html' title='Entre um dia e meio, um quarto de sentido'/><author><name>Washington Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09294429969480028804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672561373046334223.post-3390435437455838939</id><published>2008-02-18T06:41:00.001-08:00</published><updated>2008-02-18T06:51:21.425-08:00</updated><title type='text'>A Dislexia do Ser e a Propulsão ao Nada. – Crianças, não acreditem em Papai-Noel!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E...&lt;br /&gt;Se...&lt;br /&gt;E...&lt;br /&gt;Caso...&lt;br /&gt;Assim caso fez.&lt;br /&gt;-Diante de toda sua história, acho que a única coisa simples foi falada.&lt;br /&gt;-E qual foi?&lt;br /&gt;-Sobre a merda.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;-Mas, falar sobre a merda não fez nenhum sentido!&lt;br /&gt;-Aí é que está a mágica.&lt;br /&gt;Fez um pergaminho de madeira e mostrou para a garota mais próxima.&lt;br /&gt;-Olhe isso aqui.&lt;br /&gt;-Não serve!&lt;br /&gt;-Não serve? É clássico.&lt;br /&gt;-Por mais que seja. Eu lhe disse!&lt;br /&gt;-Nada! Você disse que a merda era a única coisa que prestava.&lt;br /&gt;-Não tenho razões nenhuma para negar.&lt;br /&gt;A prova foi feita, o pergaminho não saiu do lugar. Ficou parado, num canto da sala.&lt;br /&gt;-Fiz uma prova chata, não devia menos ao professor.&lt;br /&gt;-E a culpa, vai para quem?&lt;br /&gt;-Para a merda que você criou.&lt;br /&gt;-Bem, vamos sair?&lt;br /&gt;Foram à praça mais próxima e voltaram a correr. Correram muito até esquecerem a história do pergaminho de madeira. Como se não fosse pior, o pergaminho estava lá, dentro da bolsa.&lt;br /&gt;-E o que eu faço com isso?&lt;br /&gt;-Joga na lagoa.&lt;br /&gt;Foi assim um objeto jogado, transludado, crespado no meio de uma água podre. Uma criação, tudo o que ele queria, tudo o que o outro não queria.&lt;br /&gt;-É o fim?&lt;br /&gt;-Não sei.&lt;br /&gt;O garoto se sentiu frágil. Foi para casa triste e tentou cantar com o seu violão. Sentiu uma atração encantadora pelo pergaminho e foi atrás dele. De madrugada, caiu em banho na lagoa tentando encontrar o escrito. Encontrou o que procurava após duas horas e meia, em puro banho. Se ficou feliz, nem ele veio a saber, mas, levou o escrito para casa, abriu e tentou ler. Infelizmente, é como muitas leituras, só lidas. Leituras em que não faz sentido, como se as palavras saíssem sem motivo para ter alguma lógica frasal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Capítulo I: Crianças, não acreditem em Papai-Noel!&lt;br /&gt;Versículo Primeiro: -Deus é um homem muito humano! Disse o garoto na última banca da sala de aula. A professora criou um mundo terrível, abominando a desventura do aluno:&lt;br /&gt;-Você sabe que o nosso Pai criou o mundo em mil dias e descansou no dia mil e um.&lt;br /&gt;-Não importa, todo o homem descansa.&lt;br /&gt;A professora pirou, jogou a bíblia no chão, como se gritar não fosse mais um modelo anti-ético da vida alheia, disse:&lt;br /&gt;-Que Deus te proteja das palavras diabólicas!&lt;br /&gt;-Está aí uma coisa que também não entendo, essa história de Diabo.&lt;br /&gt;-Então vá ao inferno!&lt;br /&gt;A criança e a professora saíram da sala de aula agitados. O garoto despreocupado e a professora, talvez, quem sabe, indo ao inferno a dar uma espiadinha. O garoto correu muito, muito mesmo, até não sobrar linhas nessa página, por causa de não agüentar mais toda essa massa popular e por não ter idéia nenhuma do que fazia. Afinal, se todo o mundo pode acreditar no que nunca viu, ele poderia fazer algo que nunca viria a pensar, ok?&lt;br /&gt;Errado.&lt;br /&gt;Essa resposta errada para tudo era o que lhe intrigava.&lt;br /&gt;Foi, enfim, criar pensamentos com o seu pai.&lt;br /&gt;-Pai!&lt;br /&gt;-Oi meu filho, deixe-me comer.&lt;br /&gt;Uma hora depois.&lt;br /&gt;-Pai!&lt;br /&gt;-Oi meu filho, deixe seu pai trabalhar.&lt;br /&gt;Uma e quinze da madrugada.&lt;br /&gt;-Pai! Oi meu pai, não vou deixar você dormir.&lt;br /&gt;-O que foi?&lt;br /&gt;-Eu não entendo o mundo.&lt;br /&gt;-Então vá dormir, hoje é 24 de dezembro, quando você acordar amanhã encontrará um presente que Papai-Noel trará de madrugada. Não seja um menino mau!&lt;br /&gt;Quinze anos depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fazia sentido, fazia?&lt;br /&gt;-O que não faz sentido?&lt;br /&gt;-Eu e você.&lt;br /&gt;Num liso, pegou todas as guaranás e foi embora. Era um caminho limpo, sujo, esquálido, interessante a seguir, mas, tentou rejeitar a namorada naquele momento. Papai-Noel, Deus, Pai e Mãe se foram, todos juntos, para algum lugar distante.&lt;br /&gt;-Você se sente só? Perguntava a psiquiatra.&lt;br /&gt;Só é um simples predicado, não sabia como responder, agia como não pensasse e pesava demais.&lt;br /&gt;-Não sei.&lt;br /&gt;Imagens.&lt;br /&gt;Imagens são fatores propulsantes de um vigário.&lt;br /&gt;-Não sabes? Como queres viver assim?&lt;br /&gt;-Eu não tenho as respostas.&lt;br /&gt;As perguntas foram feitas no momento certo.&lt;br /&gt;-Eu tenho as respostas.&lt;br /&gt;-Duvido, Doutora.&lt;br /&gt;-Eu acho que você deve ouvir o que os outros dizem.&lt;br /&gt;O garoto se esboferou. Se a palavra certa fosse puto, também não saberia, ou talvez essa não fora a palavra certa a ser utilizada, mas, em resumo, não gostou nada.&lt;br /&gt;Ouvir o que os outros dizem, certo:&lt;br /&gt;-Bom dia.&lt;br /&gt;-Bom dia.&lt;br /&gt;-Como você vai?&lt;br /&gt;-Mal.&lt;br /&gt;-Por que?&lt;br /&gt;-Não entendo as coisas.&lt;br /&gt;-Ah, sim, muito simples.&lt;br /&gt;-Ah, as coisas são nomeáveis, não é?&lt;br /&gt;-Sim, são.&lt;br /&gt;A confiança não é o bastante. A linguagem termina a piorar as conseqüências. As frases são todas incompletas. Sempre a faltar algo, procura sem encontrar a essência.&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;Versículo Segundo: As coisas mudaram com o passar do tempo. Finalmente, as coisas pareciam ter algum sentido, embora ele não percebesse com perseverança, era algo muito sensível e muito pouco latente.&lt;br /&gt;-Professor?&lt;br /&gt;O professor era aquele que lecionava metafísica. Não entendia nada de Física, mas tudo de filosofia.&lt;br /&gt;-O que rege a lei do tempo?&lt;br /&gt;Esse era o famoso questionamento do adolescente. Agora as questões estavam todas pertinentes ao tempo.&lt;br /&gt;-O passado.&lt;br /&gt;-O passado comanda?&lt;br /&gt;-Quem mais, o futuro?&lt;br /&gt;O professor saiu da sala com um rosto risonho e pedindo para que a aula terminasse. Só agora que o adolescente vira que esta narrativa estava muito rápida.&lt;br /&gt;Aula de português.&lt;br /&gt;-Fator de determinação do sujeito, quem sabe?&lt;br /&gt;“Hum, determinar o sujeito, o sujeito do passado. Talvez seja interessante” Pensou consigo.&lt;br /&gt;O toque da sirene faz os alunos saírem da sala, já que havia acabado o que fazer ali. Empurrou as portas da sala e um clarão em sua memória o despertou para uma simples prerrogativa: “Voltar atrás”&lt;br /&gt;Voltar atrás.&lt;br /&gt;Era o que ele precisava descobrir.&lt;br /&gt;-Boa tarde, Doutora.&lt;br /&gt;-Como vai?&lt;br /&gt;-Vou sentar nesse sofá. E venho te pedir uma coisa.&lt;br /&gt;-Quê?&lt;br /&gt;-Faz-me voltar ao passado?&lt;br /&gt;-Sim. Antes você precisa sonhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo II: O Diagrama e o Sonho.” &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672561373046334223-3390435437455838939?l=reversocontrole.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reversocontrole.blogspot.com/feeds/3390435437455838939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672561373046334223&amp;postID=3390435437455838939' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/3390435437455838939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/3390435437455838939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reversocontrole.blogspot.com/2008/02/dislexia-do-ser-e-propulso-ao-nada.html' title='A Dislexia do Ser e a Propulsão ao Nada. – Crianças, não acreditem em Papai-Noel!'/><author><name>Washington Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09294429969480028804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672561373046334223.post-9107363658844237203</id><published>2008-02-15T13:04:00.000-08:00</published><updated>2008-02-15T13:46:16.507-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='olhar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='passado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arma'/><title type='text'>O Sopro que Desespera a Cor em Seu Vaso Cintilante</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nas águas que caminho sobre, vejo um olhar não percebido pelo canto&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Algo que não sabe mexer por conta própria&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Se a luz não emergir, garantida a sombra do objeto&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Enorme por sentir a longas distâncias o calor de uma trilha nova.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sabe-se o mundo das coisas que se recebe sem dar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Uma gota do arco-íris se desfez do céu&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Antes, vista a próxima parada, podendo definir o lugar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sob as águas, o canto não percebe a cor do véu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ela mostrou um carinho novo pela chuva&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Demorando a brilhar desde a tarde do canto&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Um obscuro brilho aparece para esquecer a criação&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Seu, meu, todos os mundos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Agora eu esqueço as palavras, mas lembro das imagens&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Quando você recolheu todas as amostras do momento&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E levou só consigo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Onde você as jogou?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Onde você as guardou?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fazia diferença olhar para a direção do feto&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fazia diferença retroceder a tanto tempo para resgatar a pele ilesa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O tiro mal traçado pela curva&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Uma onda a menos que desanda o caminho do mar até a costa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Era pra ser uma simples noite&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mas transformou-se em uma branca manhã&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sem se preocupar com a convulsão, pegou o grosso&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Amarrou na arma e apontou para a linha do universo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O universo chora dentro de suas mãos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Irá apertar o gatilho?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Você sabe que é tarde para ganhar ou perder&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;As coisas tornam inteligíveis nesse ponto, o único ponto&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Alegre&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Contente&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sabe-se?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Conhece-se?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Agora sim, você sabe o que tem que ser!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Joga a arma em uma dança energética, contente&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E diz que tudo foi brincadeira&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A dor&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O caminho não vivido&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;As perdas incontestáveis&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Tudo não passou de uma brincadeira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E no fim, de tudo, restou um sorriso&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A noite chega&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Você dormirá de novo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E o que será?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sua resposta é: não sei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Não sei de nada&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Eu sei de tudo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Não sei de tudo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E remonto o círculo sem sentido algum.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O abraço se alinha com as constelações&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mas a crueldade do passado não deixa o natural emergir&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Onde está a arma?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Devemos apertar o gatilho&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Quem sabe se a gente não acerta e mata o passado?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Passado infeliz&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Insólito!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sem palavras, adormeço ao choro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A criança chora outra vez&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E é a sua hora de me dizer o que fazer&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fazer o quê?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Chorar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Aproveitar o momento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Escrevo todo este resto com uma certeza&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Aquela que me remonta ao amanhã e talvez complete o resto da frase&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Inacabada e adormecida diante das minhas emoções absurdas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E, quem sabe, adormeça outra vez com você.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O passo conclui&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A terra volta a girar sobre si mesma&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Os astros estão do mesmo jeito&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;As pessoas nas ruas caminham como todos os dias normais&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Lembro a época em que o passado me perseguia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Onde ele foi parar?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Temo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Temo o desespero do passado dentro do meu corpo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sem um gatilho, o que eu posso fazer?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Dormir&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Caminhar na rua e ver tudo sempre o mesmo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A mesma&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A mesa de casa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A mãe&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A cozinha&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O pai e a irmã&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Todos em um compasso cósmico, seguindo a dança com os pés.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A dança parece distante&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Eu a vejo diante dos meus pés&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Eles travam&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Travam&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Rememoram&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Dizem que não vale a pena&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Eu obedeço&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E corro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Corro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Para longe&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Distante&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nas cavernas adormecidas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Numa visão de soslaio que não me perceba.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E depois de um difícil processo de aceitação&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Enxergo que bilhões de pessoas estão se esmagando dentro desta caverna.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Dou um grito&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Um grito súbito no meio da chuva&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E depois do grito: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O vento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O vento margeia o meu rosto com cintilantes prerrogativas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;De mim mesmo, eu não posso tirar mais nada&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O vento degusta minha laringe e faz pressão em minhas cordas vocais mais abaixo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Uma pressão&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Uma nova emoção&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Um grito musical sublima novamente&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E eu percebo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Vejo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ignoro:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Que eu estou caminhando sobre as águas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Tentando fazer você desistir de não tentar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Tentar sobreviver no meio de tantas tentativas fracassadas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Estruturar o ego.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Encontro a arma&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;É chegada a hora de matar o passado&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Aperto o gatilho,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mas não sobraram balas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672561373046334223-9107363658844237203?l=reversocontrole.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reversocontrole.blogspot.com/feeds/9107363658844237203/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672561373046334223&amp;postID=9107363658844237203' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/9107363658844237203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/9107363658844237203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reversocontrole.blogspot.com/2008/02/o-sopro-que-desespera-cor-em-seu-vaso.html' title='O Sopro que Desespera a Cor em Seu Vaso Cintilante'/><author><name>Washington Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09294429969480028804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672561373046334223.post-6793239355868009682</id><published>2008-02-14T04:12:00.000-08:00</published><updated>2008-02-14T05:01:47.463-08:00</updated><title type='text'>Compasso</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Numa visão feminina das coisas, talvez tudo seja muito mais complicado de se dizer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dia de aniversário, ninguém diz o que quer:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Feliz aniversário, meu amigo, muitos anos de vida, saúde e paz.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Isso não significa nada, repetindo as mesmas frases dos anos anteriores.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele olhou para mim, diante de um meio-fio, e me abraçou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não gostei:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Só um abraço?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-E o que você queria que eu falasse? Saúde e paz?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Não, eu queria um beijo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O garoto se estupefou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em dezembro fazia frio,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Olhou pelo buraco da fechadura e vira um mundo estranho naquele quarto&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Olhou para a amiga do lado e tornou a dizer:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-O que é isso que eu estou vendo?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-É o meu irmão nu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Pra quê eu tenho que ver isso? Não é nada interessante!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-É sim! Pelo menos, eu acho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A garota não entendeu, por mais que tentasse, no mínimo sentira uma raiva estonteante, não soube controlá-la que, como de súbito, deu uma porrada na porta e a mesma se abriu, obrigando as duas amigas olharem o garoto nu. O coitado do garoto, vendo as duas meninas fora do quarto, os três se olhando sem porta, o que deveria fazer? Cobriu os órgãos como pôde, conteve-se, mas a garota falou primeiro, até antes que sua irmã:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Ela queria que eu lhe observasse pela fechadura!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-E... você me olhou mesmo assim?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-S... sim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A irmã iniciou um riso perverso. O garoto e a garota ficaram estupefatos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A novidade bateu à minha porta. Um amigo mostrou a notícia aos meus ouvidos e ficamos felizes. Mas, no final da conversa ele bateu a porta em meu rosto com uma frase simples:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Precisas viver por você mesmo!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O bater da porta me deixou estupefato.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Resolvi sair para esquecer um pouco minhas preocupações. Dentro de cada pisada ao chão, o próximo pé temia pisar o mesmo piso que tantas pessoas haviam pisado. Enxerguei um medo primitivo, mas, retornei a pisar cada vez mais forte.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De repente, o amigo retorna a caminhar ao meu lado:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-E então?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Com licença, então o quê?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Pensou no que eu lhe disse?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Não, só resolvi andar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Você é um homem morto, eu odeio você!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Ah, desculpe.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Agora eu odeio mais ainda!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O garoto ficou estupefato, de novo. Saiu correndo para a rua, tentando atravessá-la. Sem olhar para os lados, observou que um carro vinha em sua direção, se velocidade ainda pode ser medida, esta era alta. Olhou para o carro bem próximo e imaginou tudo isto antes de morrer:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Não, eu queria um beijo!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-E você me olhou mesmo assim?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Precisa viver por si mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672561373046334223-6793239355868009682?l=reversocontrole.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reversocontrole.blogspot.com/feeds/6793239355868009682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672561373046334223&amp;postID=6793239355868009682' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/6793239355868009682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/6793239355868009682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reversocontrole.blogspot.com/2008/02/compasso.html' title='Compasso'/><author><name>Washington Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09294429969480028804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672561373046334223.post-6589531261006421651</id><published>2008-02-13T11:40:00.000-08:00</published><updated>2008-02-13T06:47:15.782-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentido.'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Eu amo!</title><content type='html'>Uma sobrevisão faz eco renomado em meu ouvido&lt;br /&gt;O sangue pulsa em palavras quilométricas&lt;br /&gt;Paro em uma estrada desconhecida para lhe ouvir falar&lt;br /&gt;As mesmas coisas que eu entendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho para cima&lt;br /&gt;Para baixo&lt;br /&gt;Para os lados.&lt;br /&gt;Vejo árvores&lt;br /&gt;Distorcidas&lt;br /&gt;Paradas&lt;br /&gt;Inevitáveis.&lt;br /&gt;Nelas o meu ombro faz um sentido&lt;br /&gt;Um sentido cru, nu, esbelto&lt;br /&gt;Magro&lt;br /&gt;Paro nesta floresta adormecida para lhe ouvir falar&lt;br /&gt;As coisas de sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Remete aos meus discos&lt;br /&gt;E pede para que o momento nunca se esqueça&lt;br /&gt;Eu me esqueço&lt;br /&gt;O verbo é bastantemente conjugável&lt;br /&gt;Conjugado&lt;br /&gt;Remontado&lt;br /&gt;Remoto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paro o disco que está a rodar numa frequência indefinida. Chego a abrir os olhos para tentar enxergar o que está à minha frente e, bem que tento, vejo somente um riscado na parede branca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas de sempre, que vão e voltam, parecendo nunca ter fim&lt;br /&gt;A resposta não aparece ao abrir os olhos&lt;br /&gt;Como se vir retornasse ao ponto inicial, e de novo, de novo, de novo...&lt;br /&gt;Paro em uma estrada adormecida para lhe ouvir falar&lt;br /&gt;Nada do que eu quero ver, nada do que eu quero enxergar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu te amo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novamente algo enxuto&lt;br /&gt;Inacabado&lt;br /&gt;Sem estado&lt;br /&gt;Uma forma de dizer não interpretada nos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha resposta&lt;br /&gt;-Eu também te amo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enxuto&lt;br /&gt;Inacabado&lt;br /&gt;Mentira sem estado&lt;br /&gt;Uma forma de dizer não interpretada nos olhos de quem nunca viveu (isso?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As palavras esgotam os milhares sentidos de uma idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu te amo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Cale-se!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Caba.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672561373046334223-6589531261006421651?l=reversocontrole.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reversocontrole.blogspot.com/feeds/6589531261006421651/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672561373046334223&amp;postID=6589531261006421651' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/6589531261006421651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672561373046334223/posts/default/6589531261006421651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reversocontrole.blogspot.com/2008/02/eu-amo.html' title='Eu amo!'/><author><name>Washington Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09294429969480028804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
